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Post Reply Kimi no na wa is overrated!?
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Posted 10/5/17 , edited 10/5/17
Primeiramente agradeço vc Kunagisa por ter tomado do seu tempo acrescentando-nos este comentários. Vamos lá, eu concordo e discordo de alguns pontos do seu texto, e vou dividir às minhas respostas em partes do seu comentário:


1 - "O maior problema de Kimi no Na Wa é a própria grandeza", deveria ser a citação básica de todos os fãs do filme.
2- "Tá bom, seu fanboy, como diabos esse filme é o melhor que tu já viu? Se mata, não deve ter visto cinco filmes e tá ai cagando pela boca. Senta lá e volta quando aprender algo sobre qualidade, ok?! Onde já se viu, Kimi no Na Wa melhor que Koe no Katachi?", Calma, eu sei que você pode não concordar comigo e pode querer soltar o rage em mim, mas por algum motivo, eu quero ao menos expressar minha opinião sobre como Kimi no Na Wa não é overrated, mas, rated.


1- Realmente é um problema que qualquer obra de grande sucesso sofre, o meu intuito com o post, era ver uma opinião geral sobre ser superestimado ou não para concluir se "está rolando uma superestimação da maioria ou foi apenas minha experiência com o anime que me trouxe esta conclusão?", que independente de eu gostar ou não, eu reconheço a qualidade, (como no caso de Full Metal Alchemist, eu gosto, entendo o porquê de uma nota tão alta e tantos elogios, porém apenas gosto, não tive uma experiência incrível com o anime e não me emocionei com ele, o que acabou me decepcionando). E aconteceu a mesma coisa com Kimi no Nawa.
2- Eu não sei se seu comentário já foi uma resposta acumulada de outras comparações sobre as duas obras que você viu, ou sobre outros comentários sobre Kimi no Nawa que acabaram a irritando, porém como disse acima minha intenção era ver a opinião geral da galera e discutir sobre, sem desmerecer a obra. Quanto a minha comparação com Koe no Katachi, foi apenas uma opinião subjetiva do meu gosto, destacando que, Koe no Katachi tem quase a mesma nota no MAL que Kimi no Nawa, são animes pareáveis e na minha experiência com ambos, Koe no Katachi foi superior, sendo que não há nem metade do vangloriamento para tal como em Kimi no Nawa.


Primeiro é preciso estabelecer um fato antes de tudo, Kimi no Na Wa é um ótimo filme e justifica o seu sucesso com cada letra do seu nome e cada yen do seu box office. No entanto, assim como tudo o que faz sucesso, as pessoas tendem a crer que de alguma forma, sucesso e qualidade são vias opostas, a verdade por outro lado, é outra.


Você provavelmente ficou com esta impressão baseada no comentário de outras pessoas, mas no meu caso, eu não acho que sucesso e qualidade são vias opostas, há alguns casos que podem acontecer, mas sempre com seus motivos, sempre alguma qualidade vai se destacar a ponto de fazer o sucesso de tal obra, independente dela ser "boa" por completo. Ainda acho que "justifica seu sucesso com cada letra do seu nome" soou um pouco forçada mas tudo bem.


Assim que eu terminei de assistir Kimi no Na Wa, eu já tinha certeza de uma coisa: "Esse filme simplesmente não vai funcionar no ocidente". Pois é, esse filme no ocidente seria apenas visto como um romance pra garotinha com uma arte de ponta, e é basicamente como a maior parte dos "críticos" por aqui veem esse filme. Mas isso não explica, como um filme como esses fez tanto sucesso? Como um filme que só tem uma boa qualidade técnica pode ser tão prestigiado? Bem... prepare-se para o gigantesco review


Quanto a isso eu concordo e acontece em vários animes, embora eu como ocidental fico apenas com minha experiência como tal, o máximo que eu posso fazer é entender o porquê no oriente fez mais sucesso pela cultura, porém eu não estou incluído o suficiente na cultura deles para ter uma "visão oriental" da obra.



Como um filme que só tem uma boa qualidade técnica pode ser tão prestigiado? Bem... prepare-se para o gigantesco review.

Kimi no Na Wa é um filme escrito e dirigido por Shinkai Makoto, baseado em seu próprio trabalho original que ele publicou simultaneamente em formato novel. Shinkai Makoto é famoso por também trabalhar nos planos de fundo, animação, dublagem e vários outros pontos das suas obras. Apesar de ter assistido os filmes dele mais de uma vez em ordem de lançamento, o primeiro filme que eu tive contato foi Byousoku 5 Centimeter, a imagem "novelista" do filme me fez ficar surpreso ao descobrir que o escritor era também o diretor, o que me levou a Hoshi no Koe e Kotonoha no Niwa, assim como todos os outros filmes, curtas e a versão anime de Kanojo to Kanojo no Neko. O início da carreira de Shinkai Makoto era fortemente marcada por uma escrita poética e uma profundidade inacreditável, assim como uma cinematografia maravilhosa que fazia qualquer um dos seus filmes inesquecíveis mesmo sem ter uma qualidade visual e técnica incríveis. Após Byousoku 5 Centimeter, o autor começou a mudar mais a sua imagem, trabalhando mais em "filmes" que em "novels", conseguindo criar em si a reflexão do que seria o criador que ao vencer seus pontos fracos se tornaria um dos melhores diretores da atualidade, criando então, o magnífico Kotonoha no Niwa. Todos os seus filmes, marcados por fortes sentimentos de jovens com menos de 20 anos, como sofrimento e crescimento, e uma escrita magnífica e poética fizeram dele uma grande promessa em ambos seus objetos de trabalho, a escrita e a direção. Em 20 anos de carreira, Shinkai Makoto construiu o prestígio que tem hoje, por ser um criador distinto e capaz.
Então, veio seu último trabalho, Kimi no Na Wa. Shinkai Makoto revelou que uma das suas grandes inspirações para o filme foi o terremoto e tsunami de 2011, fazendo do seu filme uma história sobre "Esperança em meio ao desastre". Assim como todos os seus filmes, a profundidade de Kimi no Na Wa é tamanha, com falas poéticas e muito bem escritas, e grande fidelidade à cultura e plano de fundo japonês, o que sempre fez dos seus filmes uma imagem atual dos antigos realistas japoneses.


Esta parte em específico acho que você deveria ter colocado: "Prepare-se para minha experiência conhecendo o diretor e suas obras" kkkkkk não vou acrescentar nenhum comentário pois minha primeira experiência com ele foi Kimi no Nawa.


Kimi no Na Wa consegue abrigar uma centena de elementos perfeitamente dentro de um espaço de duas horas, com personagens brilhantemente construídos, detalhes que ampliam a história do filme incrivelmente e um desenrolar extremamente tocante


Sobre este trecho acho que você novamente forçou um pouco a barra, dizendo "com personagens brilhantemente construiídos". Darei algumas justificativas ao longo de outras respostas.


1- Simplificadamente, Kimi no Na Wa é um filme místico sobre liberdade, destino, escolha, crescimento, sofrimento e esperança, amizade e amor, com o seu núcleo sendo o "Musubi". Musubi tem um significado básico na língua japonesa, união. Assim como dito em uma das melhores e mais inesquecíveis falas do filme, com a avó da Mitsuha descrevendo o Musubi usando a arte de cordagem que elas praticam. Linhas que se quebram, se separam, se unem e continuam até o fim, sempre se envolvendo umas às outras, isso é o Musubi, isso é a vida, isso é o tempo. Aqui está o ponto mais importante e profundo da história, que fala sobre como tudo é conectado por linhas, muitos já devem saber que a "linha vermelha" representa almas gêmeas, com cada uma tendo uma das extremidades de tal linha atada ao seu dedo mindinho, vemos essa cena logo na introdução de Kimi no Na Wa, com cada um dos protagonistas segurando uma das extremidades do fio vermelho, assim como o cometa que também representa uma "linha" que os conecta. Kimi no Na Wa é um filme sobre uma poderosa conexão entre os dois protagonistas, uma conexão que transcende o espaço-tempo e todo o resto, fazendo do amor deles o que há de mais poderoso. Vemos o filme se desenvolver como o atar de várias cordas, com pedaços separados da história de cada personagem enquanto eles descobrem mais um sobre o outro ao trocar de corpos continuamente e até o fim da narrativa.

2- Kimi no Na Wa é um filme sobre linhas. As memórias que vem e vão, se quebram, se unem e seguem novamente, são linhas. O tempo é linhas. O destino é linhas. O amor é linhas. Os cometas, linhas. Os trens? Linhas! Tudo são linhas. Também é um filme sobre jovens japoneses, que são como todos os jovens do mundo, confusos, reprimidos, em busca de independência, que riem, que sofrem e que amam. Por isso quando alguém disser que Kimi no Na Wa é um filme de comédia romântica sobrenatural de troca-de-corpos, diga a ele que ele está errado, Kimi no Na Wa é sobre LINHAS!


1- Concordo quanto a isso.
2- Gostei bastante deste seu parágrafo, achei e interessante e também concordo plenamente.


1- Nesta troca de corpos, vemos o plano de fundo dos personagens que representam duas extremidades; Mitsuha, uma garota calma e quieta do campo, órfã de mãe, cujo pai não está presente em sua vida mas que continua a agir com sua imagem paterna quando bem entende, ainda assim, que nunca está sozinha tendo sua avó e sua irmã mais nova e que de alguma forma lida com seus problemas enquanto se imagina vivendo em Tokyo; e Taki, um garoto energético de Tokyo que perde rapidamente a sua calma, cuja mãe não recebemos detalhes mas que não aparece durante as aproximadamente duas horas de filme, cujo pai só está presente o suficiente em sua vida para agir como sua figura paterna e que geralmente está sozinho, o que o leva à arquitetura como uma forma de passar o tempo e futura opção de carreira. Mitsuha e Taki são opostos, desta forma, eles se detestam assim que "encontram" um ao outro, por não conseguirem ser iguais, no entanto, cada um tem os seus próprios problemas e sonhos e no final da troca de corpos, ambos estão tão "acostumados" como sendo um o outro que eles finalmente se entendem. Aqui temos um detalhe importante, já que Mitsuha quer fugir do interior, mas Taki quer fugir da cidade, Mitsuha é óbvia em relação à isso, mas Taki não é honesto e só mostra como se sente em seus desenhos que passam de pontes a se focar em Itomori, opostos.

2- Temos de ambos os lados personagens secundários fortes, como Tessie, que assim como Mitsuha, já nasceu com sua vida escrita do início ao fim, Mitsuha tem que herdar o templo como sacerdotisa, sendo a filha mais velha e Tessie vai seguir os passos do pai como construtor. Isso cria uma grande conexão entre eles dois e eles se tornam grandes amigos, quase ironicamente, Tessie se dá "melhor" com Taki que com Mitsuha, também por eles serem ambos homens mas por serem de certo modo, "opostos". Do lado de Taki, a Okudera-senpai é quem se destaca, sendo a garota de quem Taki gosta que secretamente também gosta dele, ela sendo uma das personagens mais fortes da história, como a imagem de uma mulher madura e discreta, que sabe esconder o seu sofrimento no interior, de certo modo, ela é uma forma mais madura do Taki e o oposto de Mitsuha e até de Tessie, enquanto vemos muito do Tessie quando a narração foca nele, a narração nunca foca em como a Okudera-senpai realmente se sente, apenas em momentos em que ela se expressa de forma subliminar sobre seus sentimentos. A Okudera-senpai então apoia o Taki e o seu amor, ainda que goste dele e isso a faça sofrer, deixando claro que ver ele se esforçando tanto e estando tão determinado a faz querer se mover, ainda que isso a machuque, a Okudera-senpai é uma das personagens mais importantes de Kimi no Na Wa, sendo uma espécie de "irmã mais velha" para o Taki, no fim, vemos que ela está casada ou noiva enquanto ela diz ao Taki que espera que ele também possa encontrar a felicidade, agindo como uma espécie de guia. Os amigos do Taki, sendo mais próximos dele que ela acabam sendo mais alívio cômico que qualquer coisa, mas que não deixam de demonstrar sua amizade em pequenos atos como assumir a posição do Taki no trabalho para que ele possa ir atrás da Mitsuha ou acompanhá-lo. Uma outra personagem muito bem feita é a avô da Mitsuha, que traz consigo grande sabedoria para a Mitsuha e também Taki, com falas maravilhosas e um background certamente interessante, já que ela revela que viveu o mesmo que a Mitsuha, apesar de ter esquecido há muito tempo com a vida de quem sonhava. O resto é desenvolvimento e a qualidade incrível da direção, que mistura perfeitamente a ótima trilha sonora e a ótima fotografia, mas sem sombra de dúvidas, a melhor parte de Kimi no Na Wa é o roteiro, seguindo a regra de todos os filmes de Shinkai Makoto.


1- Esta talvez tenha sido a parte do filme que menos funcionou para mim (não digo tecnicamente, mas não me engajou). Eu acho que faltou um pouco de realismo tanto quando eles achavam que era apenas um sonho quanto para quando eles perceberam que não era apenas um sonho. Se você está somente no sonho porque você irá querer cumprir tarefas, sonhos acabam e são inconsequentes, eu posso ficar no meu quarto, ir brincar ou qualquer outra coisa, se eu estou num sonho porque eu não pergunto: "Quem é você? eu não te conheço" mas apenas ajo fingindo que está tudo no seu lugar até a próxima troca de corpos, eles não devem agir exatamente como eu disse mas não rolou nada de anormal, para facilitar os acontecimentos, o que por sinal foi um dos pontos que não gostei de Kimi no Nawa, os problemas são resolvidos facilmente, não tem um sentimento real de "Nossa será que ele vai conseguir ou não? com exceção de 1 cena em todo o filme". Quando eles percebem que não é apenas um sonho eles não contatam isso a ninguém, eles não se perguntam "CARA! EU ESTOU TROCANDO DE CORPO COM UMA PESSOA! COMO ISSO É POSSÌVEL?" A humanidade simplesmente nunca presenciou algo como isso e eu ao trocar de corpo apenas continuo agindo normalmente no meu dia a dia, repito, não precisa ser exatamente como estou dizendo, mas foi mais uma reação simples para facilitar os acontecimentos. E sobre o ponto deles trocar de corpo justamente com alguém onde querem estar, um na cidade o outro no campo, soou apenas como uma grande coincidência para poupar justificativas e facilitar o roteiro novamente, caso eles trocassem de corpo com alguém com uma rotina que não gostassem, ou muito mais dificuldade na vida, seja econômica ou social, seria um conflito para história e para o romance, o que novamente eles fugiram, por isso tudo foi muito fácil no meu ponto de vista. (O "conflito" dos personagens não se gostarem no começo não dá para ser considerado como um real conflito no filme, pois é a parte mais corrida, apenas para dizer "olha no começo eles não se gostavam mas agora ta tudo bem", o que não é justificado pela quantidade de tempo de um filme, já que eles se prolongam no final).
Além daquele famoso clichê "somente os jovens podem nos ajudar/salvar", 0 adultos se importam com o que você irá dizer (no caso deste filme eles nem chegam a dizer).

2- Concordo com a qualidade dos secundários.

1 e 2- Respondendo agora sobre a "forçação" da "construção brilhante dos personagens", a maior parte de suas argumentações que poderiam servir como justificativa disso foram apenas descrições de coisas que ocorreram no filme, o que não necessariamente justifica uma qualidade na construção do personagem, como por exemplo eu dizer "o Killua de Hunter x Hunter é um personagem muito bem construído porque ele ajuda muito o gon ao decorrer do anime e faz de tudo pra proteger sua irmã". Isso é nítido e impossível de discordar, pois é uma descrição de algo que ocorreu. Algo mais próximo de uma justificativa de sua qualidade como personagem seria: "o Killua é um personagem bem construído porque ele se mostra alguém sem sem nenhum objetivo que como única característica seira "quer matar sua família/odeia sua família", fazendo jus a isso com suas atitudes, e justamente por odiar sua família o torna independente e automaticamente facilmente influenciado, assim ele ao conhecer gon é extremamente influenciado por ele, mudando suas atitudes no decorrer do anime através dessa influência causada por gon, deixando de ser um assassino que deseja matar sua família para um irmão que quer divertir e proteger sua irmã, tendo finalmente um objetivo". Veja que é uma conclusão tirada através dos acontecimentos, porém não é uma descrição dos acontecimentos.
Para finalizar a única parte que realmente me deixou em dúvida sobre se eles conseguiriam ou não fazer algo, foi na parte em que o Protagonista estava tentando procurar a Mitsuha assim que o meteoro cai "pela primeira vez".



Por fim gostaria de agradecer novamente pelo seu comentário que com certeza só tem a me acrescentar e lembrar que não quero de forma alguma iniciar uma treta por isso, não quis ser rude em nenhum dos meus comentários, além de que, qualquer comentário meu não passa de uma opinião que você pode ou não concordar.
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Posted 10/5/17 , edited 10/6/17

Beuzebu wrote:


Sempre que olhava as notas do MAL como uns dos meus paramentos para assistir ou ler algo, fico decepcionado, hoje em dia esse site apenas me serve para saber algo sobre a staff da obra. No caso de Kimi no na wa, este filme já estava do aguardo para assistir e não procurei informações além da sinopse e sua staff, e como é de autoria do Shinkai, assistiria com certeza, já que sou fã dele. Conclusão, o filme estava no mesmo nível dos outros, como disse o Saint- Fernando, a obra não me decepcionou, porém está longe da que eu mais gosto entre todas as obras dele.

Agora sobre Koe no Katachi, ainda não sei como eu não estava sabendo sobre sua existência, fato é que uma amiga me apresentou o filme. Em suma adorei, principalmente, pois estava acontecendo algo parecido entre meus amigos e isso mexeu mais comigo. Logico, isso é algo pessoal e não irá acontecer com tudo mundo, mas quando você está passando por algo parecido a obra mexe mais contigo.

Bem, ambas as obras são boas, gostei delas, gostei tanto que até estão comprando os mangás que estão saindo por aqui.


Eu tenho MAL como parâmetro para eliminar os animes que irei\não irei começar a ver da temporada e para ter uma base mínima sobre se vale a pena tentar ver um anime que alguém indicou, geralmente me preocupo apenas com estar na média, para que eu não me force a ver um anime muito ruim, ainda mais ultimamente que estou muito sem tempo para ver, daí eu vejo uns 2 ou 3 da temporada no máximo acumulando os eps pro fim de semana. No caso de Kimi no Nawa foi o seguinte, romance é o segundo gênero que menos me atrai (considerando que Ecchi não seja um gênero), porém eu curto um anime que me passe uma boa experiência independente de gênero, por exemplo Koe no Katachi, Sakamichi no Apollon e Clannad, são obras que curti demais, quando vi Kimi no Nawa top 2 e não só isso, muitos críticos elogiando bastante a obra, eu criei um hype para ela grande e acabei me decepcionando, eu entendo que grande parte deste hype é culpa minha, mas não consegui ser pego pelo filme, só gostei das qualidades técnicas, história e personagens que era o que eu mais esperava acabei decepcionado e achei o roteiro um pouco enrolado no começo, o que é até perdoável para um filme, embora neste quesito Koe no Katachi tenha desenrolado melhor no meu ponto de vista.



Sim, totalmente Overhated. O ponto forte do filme foi a parte corrida (troca troca) e parte chata foi a reviravolta, que era bastante previsível (pra não dizer, NA CARA).
Mas eu confesso, que depois de algumas semanas, o filme fica melhor. Ele envelhece muito bem.

Acho que o hype me fez não gostar tanto, se eu tivesse assistido no susto, tenho certeza que teria gostado muito mais.
Engraçado que eu não tinha lido sinopse nem visto trailers, mas todo lugar que eu lia algo a respeito era o povo arrotando rosas e louvores.

Koe no Katachi tem uma história BEM melhor, mesmo sendo um filme inferior tecnicamente.
Nem digo pelo enredo e sim pelo roteiro mesmo, mais cuidadoso e no ponto.

Quem já viu o episódio "The Constant" da série LOST, deve ter achado Kimi No Na Wa bem fraquinho.


Concordo contigo, as qualidades técnicas de Kimi no Nawa se destacam mas na história, roteiro e personagens (o que são qualidades de GRANDE peso) Koe no Katachi foi melhor, no meu ponto de vista.


Olha, sou um grande fã das obras do Makoto Shinkai e com toda a certeza, kimi No na Wa foi a melhor que ele já produziu. Primeiro, você deve analisar toda a questão de produção: Animação, Trilha Sonora, Dublagem e etc, no qual, Kimi no Na Wa é indiscutivelmente superior. Além disso, uma coisa pesa muito para o filme do Makoto é obra ser original, não ter mangá, novel ou outra obra por trás. Um exemplo claro disso é que em 2015, Kanbaneri ganhou o premio de melhor anime do ano, Newtype Awards, mesmo sem ser a melhor obra do ano para muitos.
Koe no Katachi é uma obra muito boa, ela tem realmente tem uma história emocionante e que traz uma reflexão muito grande a respeito da sua temática. No quesito história eu ainda daria o voto para Kimi no Na Wa por ser algo muito superior do que eu esperava, e olha que eu tava muito na hype do filme. Agora sobre desenvolvimento de personagens Koe no Katachi é muito superior a kimi No na Wa.
Em síntese, eu entendo o lado de quem acha que é overrated, mas ao comparar ambas, eu também considero Kimi no Na Wa uma obra superior em praticamente todos os quesitos do que Koe no Katachi. Como foi dito, Koe no Katachi é uma excelente obra, ela é realmente linda e emocionante, entretanto Kimi no Na Wa superou todas as expectativas do que se tinha para ela.


Kimi no Nawa realmente tem grandes qualidades, mas geralmente o que é mais levado em conta(num "geralzão" digamos assim): é a história, animação, e os personagens, a animação é ótima, mas a história e os personagens principalmente me deixaram bastante a desejar, e eram justamente os que eu mais estava esperando, os personagens então para um anime de romance é o que mais costuma me fazer gostar/desgostar. Não chego a desgostar de Kimi no Nawa mas me decepcionei com o próprio hype que eu criei.


Tem gente por aqui querendo comparar Kimi no na wa com o Koe no katachi! cade as proporções? Kimi no na wa é anime de troca de corpos, já o outro é um filme cheio de carga emocional e que trata de um assunto sério. Pelo amor de Deus vamos ser sensatos.


Cara, a partir do momento que duas obras possuem semelhanças entre si, é possível a comparação. Se eu quiser comparar o roteiro qualquer anime de 1 gênero com outro anime qualquer de outro gênero é possível, pois ambos têm roteiro. Estes animes possuem várias especificações técnicas em comum (que qualquer anime possui), Embora Koe no Katachi não tenha como gênero principal romance, acontece um romance no anime, mesmo que de forma secundária, e já torna possível a comparação do Romance.
Um exemplo óbvio de que posso fazer comparações entre essas obras é eu dizer que a animação de Kimi no Nawa é melhor que a de Koe no Katachi, é uma comparação clara e baseada em técnicas de ambos animes. Desde roteiro e trilha sonora, história e construção de personagens até cenas específicas que podem levar ou não a uma reflexão são possíveis comparações.
Alguns pontos independem de opinião, pois são técnicos, como no exemplo da animação, já outros exigem opinião, o que o espectador vivenciou até o momento pode mudar a forma como ele experienciou o anime, e ainda assim, é possível comparação.


O que eu escrevi é que comparar os filmes/anime de forma direta, tipo um embate para avaliar se "A" é melhor que "B" no caso Kimi no na wa e Koe no katachi me soa totalmente desproporcional... agora, comparar pontos em específicos como por exemplo, a trilha sonora ou até mesmo o romance dos animes citados é uma coisa completamente diferente! ademais, você me entendeu errado, em nenhum momento comentei que é impossível estabelecer um comparativo de características que ambos os animes possuem.

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Posted 10/5/17 , edited 10/6/17

O que eu escrevi é que comparar os filmes/anime de forma direta, tipo um embate para avaliar se "A" é melhor que "B" no caso Kimi no na wa e Koe no katachi me soa totalmente desproporcional... agora, comparar pontos em específicos como por exemplo, a trilha sonora ou até mesmo o romance dos animes citados é uma coisa completamente diferente! ademais, você me entendeu errado, em nenhum momento comentei que é impossível estabelecer um comparativo de características que ambos os animes possuem.


Mas se os animes assim como qualquer 1, tem várias semelhanças técnicas como citamos: trilha sonora, roteiro, animação e etc. Se eu avaliar todas elas e fizer uma média, isso será a comparação do anime como um todo, para dizer que "A" como um todo é melhor que "B", mas como falei, alguns pontos necessitam de opinião para serem avaliados, logo vai diferir de pessoa para pessoa, mas ainda é possível a comparação.
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Posted 10/6/17 , edited 10/6/17
Kimi no na Wa é bom, ninguém disse que é ruim.

Só que o roteiro é uma bela porcaria, desculpa ai que não acha, mas é.
Quando digo roteiro, quero dizer como a história foi contada e não a Sinopse (argumento).

Sério, falando de maneira grosseira.
Eu estaria pouco me lixando pra quele cometa, se eu tivesse trocado de corpo, seja lá com quem.
Mas não... eles vão pra escola um do outro normalmente.

"Ah, mas eles achavam que era um sonho"

Pensa com calma. Se você tivesse trocado de corpo com alguém e ainda por cima achasse que tudo não passava de um sonho. Você iria pra escola da pessoa? Pro trabalho? Fala sério!!!!!!!

Ai do nada descobre que um cometa vai cair e matar todo mundo, o que você faz? Ah, vamos criar um plano nada haver com explosões e salvar todo mundo. OK, se você tivesse trocado de corpo com Jack Bauer! Mas não, era só um carinha de Tokyo que não conseguia se declarar pra garota que era afim dele. Fala sério, meu!!!!

Tira o cometa da história, coloca um drama onde um muda a vida do outro e PRONTO, um filme realmente maravilhoso teria nascido.

Mas o filme é lindo, então nota 10 né? Não mesmo!
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Posted 10/6/17 , edited 10/6/17
Jesus que muro de texto kkkkkkkkkk
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Posted 10/6/17 , edited 10/6/17

Beuzebu wrote:


O que eu escrevi é que comparar os filmes/anime de forma direta, tipo um embate para avaliar se "A" é melhor que "B" no caso Kimi no na wa e Koe no katachi me soa totalmente desproporcional... agora, comparar pontos em específicos como por exemplo, a trilha sonora ou até mesmo o romance dos animes citados é uma coisa completamente diferente! ademais, você me entendeu errado, em nenhum momento comentei que é impossível estabelecer um comparativo de características que ambos os animes possuem.


Mas se os animes assim como qualquer 1, tem várias semelhanças técnicas como citamos: trilha sonora, roteiro, animação e etc. Se eu avaliar todas elas e fizer uma média, isso será a comparação do anime como um todo, para dizer que "A" como um todo é melhor que "B", mas como falei, alguns pontos necessitam de opinião para serem avaliados, logo vai diferir de pessoa para pessoa, mas ainda é possível a comparação.


Ai.. ai.. deixa pra lá cara kkkk essa discussão não iria terminar nunca hahaha :v ;V :V ;V

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Posted 10/7/17 , edited 10/7/17

1- Realmente é um problema que qualquer obra de grande sucesso sofre, o meu intuito com o post, era ver uma opinião geral sobre ser superestimado ou não para concluir se "está rolando uma superestimação da maioria ou foi apenas minha experiência com o anime que me trouxe esta conclusão?", que independente de eu gostar ou não, eu reconheço a qualidade, (como no caso de Full Metal Alchemist, eu gosto, entendo o porquê de uma nota tão alta e tantos elogios, porém apenas gosto, não tive uma experiência incrível com o anime e não me emocionei com ele, o que acabou me decepcionando). E aconteceu a mesma coisa com Kimi no Nawa.
2- Eu não sei se seu comentário já foi uma resposta acumulada de outras comparações sobre as duas obras que você viu, ou sobre outros comentários sobre Kimi no Nawa que acabaram a irritando, porém como disse acima minha intenção era ver a opinião geral da galera e discutir sobre, sem desmerecer a obra. Quanto a minha comparação com Koe no Katachi, foi apenas uma opinião subjetiva do meu gosto, destacando que, Koe no Katachi tem quase a mesma nota no MAL que Kimi no Nawa, são animes pareáveis e na minha experiência com ambos, Koe no Katachi foi superior, sendo que não há nem metade do vangloriamento para tal como em Kimi no Nawa.


Tranquilo. Não quis exalar intensidade nem nada, principalmente com alguém em particular, só quis expressar minha opinião. Além disso, gostaria de reiterar que gosto muito de Koe no Katachi e que o filme foi um espetáculo, apesar de que me pareceu inferior à Kimi no Na Wa e a própria obra original, o que me deixou com sentimentos mistos sobre ele, mas que ainda assim, adorei. A propósito, Koe no Katachi foi sim vangloriado pela crítica e até roubou prêmios de Kimi no Na Wa, e estar na 13ª colocação do MAL e ter uma nota 9.1 que condiz com qualidade não é algo fácil, eu diria que o anime é sim um enorme sucesso, Kimi no Na Wa é que é a zebra.


Você provavelmente ficou com esta impressão baseada no comentário de outras pessoas, mas no meu caso, eu não acho que sucesso e qualidade são vias opostas, há alguns casos que podem acontecer, mas sempre com seus motivos, sempre alguma qualidade vai se destacar a ponto de fazer o sucesso de tal obra, independente dela ser "boa" por completo. Ainda acho que "justifica seu sucesso com cada letra do seu nome" soou um pouco forçada mas tudo bem.


Aqui eu me refiro mais a uma ideia generalizada do que focada nesse post em si. É um fato que hoje em dia, principalmente entre o círculo de fãs de anime (Principalmente os "cults") que quando algo faz imenso sucesso, é "modinha" e não presta, por isso vias opostas. Esse "fenômeno" tem acontecido em todos os setores do entretenimento, fazendo com que muitos já busquem se envolver com algo para procurar por falhas e motivos para atirar pedras no título, o que eu desaprovo fortemente.


Ainda acho que "justifica seu sucesso com cada letra do seu nome" soou um pouco forçada mas tudo bem.


Ahm... É que o filme fala de nomes e tudo mais... então eu achei que ficaria legal... tem o sucesso da fonte usada no título e tudo mais também... então né... malz.


Quanto a isso eu concordo e acontece em vários animes, embora eu como ocidental fico apenas com minha experiência como tal, o máximo que eu posso fazer é entender o porquê no oriente fez mais sucesso pela cultura, porém eu não estou incluído o suficiente na cultura deles para ter uma "visão oriental" da obra.


Não acho que para uma pessoa se envolver com algo ela deve estar obrigatoriamente a par da cultura como um todo, de modo algum isso deveria privar as pessoas de qualquer coisa. Ninguém está errado de entender apenas como pode e experienciar apenas como pode, mas como ocidental eu mesmo, eu acho que Kimi no Na Wa e boa parte dos animes que tem um toque cultural e tudo mais são um deleite maior para mim que para os japoneses, assim como já fui acusado várias vezes por amigos, já que ao experimentar algo diferente e novo, várias diferentes emoções despertam em mim e ao finalmente entender do que se trata a história (Talvez logo após o término ou apenas anos depois de finalmente ver algo), eu sinto uma sensação que alguém que já está acostumado com aquilo como um assunto cotidiano não poderia entender, criando um vínculo maior com a obra do que eles poderiam ter. De todo modo, isso é totalmente individual e não deve ser forçado aos outros, mas eu acredito que buscar os significados por trás do que experienciamos é bastante clareador e satisfatório, o que também resolveria muito dos problemas onde críticas e ofensas nascem apenas da diferença cultural.


Esta parte em específico acho que você deveria ter colocado: "Prepare-se para minha experiência conhecendo o diretor e suas obras" kkkkkk não vou acrescentar nenhum comentário pois minha primeira experiência com ele foi Kimi no Nawa.


É justamente esta a questão. Para entender, detalhar e explicar o trabalho do autor, é necessário entrar em detalhes sobre ele mesmo. Para entender a escrita, a visão, o que o autor queria passar com esse filme, eu acho essencial para qualquer tipo de análise de obras analisar antes de tudo, o seu criador. Espero que tenha sido ao menos um pouco esclarecedor para quem não o conhecia ou quem não o entendia, ou qualquer coisa. Se não foi, sinto muito.


Sobre este trecho acho que você novamente forçou um pouco a barra, dizendo "com personagens brilhantemente construiídos". Darei algumas justificativas ao longo de outras respostas.

1- Esta talvez tenha sido a parte do filme que menos funcionou para mim (não digo tecnicamente, mas não me engajou). Eu acho que faltou um pouco de realismo tanto quando eles achavam que era apenas um sonho quanto para quando eles perceberam que não era apenas um sonho. Se você está somente no sonho porque você irá querer cumprir tarefas, sonhos acabam e são inconsequentes, eu posso ficar no meu quarto, ir brincar ou qualquer outra coisa, se eu estou num sonho porque eu não pergunto: "Quem é você? eu não te conheço" mas apenas ajo fingindo que está tudo no seu lugar até a próxima troca de corpos, eles não devem agir exatamente como eu disse mas não rolou nada de anormal, para facilitar os acontecimentos, o que por sinal foi um dos pontos que não gostei de Kimi no Nawa, os problemas são resolvidos facilmente, não tem um sentimento real de "Nossa será que ele vai conseguir ou não? com exceção de 1 cena em todo o filme". Quando eles percebem que não é apenas um sonho eles não contatam isso a ninguém, eles não se perguntam "CARA! EU ESTOU TROCANDO DE CORPO COM UMA PESSOA! COMO ISSO É POSSÌVEL?" A humanidade simplesmente nunca presenciou algo como isso e eu ao trocar de corpo apenas continuo agindo normalmente no meu dia a dia, repito, não precisa ser exatamente como estou dizendo, mas foi mais uma reação simples para facilitar os acontecimentos. E sobre o ponto deles trocar de corpo justamente com alguém onde querem estar, um na cidade o outro no campo, soou apenas como uma grande coincidência para poupar justificativas e facilitar o roteiro novamente, caso eles trocassem de corpo com alguém com uma rotina que não gostassem, ou muito mais dificuldade na vida, seja econômica ou social, seria um conflito para história e para o romance, o que novamente eles fugiram, por isso tudo foi muito fácil no meu ponto de vista. (O "conflito" dos personagens não se gostarem no começo não dá para ser considerado como um real conflito no filme, pois é a parte mais corrida, apenas para dizer "olha no começo eles não se gostavam mas agora ta tudo bem", o que não é justificado pela quantidade de tempo de um filme, já que eles se prolongam no final).
Além daquele famoso clichê "somente os jovens podem nos ajudar/salvar", 0 adultos se importam com o que você irá dizer (no caso deste filme eles nem chegam a dizer).


Bem... vamos lá.
Eu acho que conhecendo o gênero do anime, buscar extremo realismo, filosofia profunda evidente e grandes conflitos é um pouco insensato, afinal, mesmo em Koe no Katachi vemos coisas que são obviamente um tanto surreais ou coincidentais e que mesmo assim podemos considerar como plenamente possíveis dentro da série de eventos dentro daquela narrativa; eu busco isso em GoT, apesar. Sobre como eles atuam durante a troca de corpos, atire-me pedras, mas eu irei dizer isto... é um lance cultural. Na escrita de Kafka, como no conto "A Metamorfose", vemos o protagonista, um homem que trabalha para sustentar seus pais e irmã trabalhando como um mercador viajante ser transformado em um inseto gigante e a primeira coisa que ele pensa quando descobre que virou um inseto é em como ele irá para o trabalho nessa condição; concordo que quando o li, com uns 14 anos de idade, não entendi a reação do personagem, a achei até um tanto estúpida e a história não ficou muito em mim, cheguei a me perguntar "Ouvi tanto sobre essa história... não é nada demais", hoje, eu sei que a história se trata da cultura do sistema trabalhista alemão da época, da era industrial e da ironia do fato de como ele era o pilar da família e como foi simplesmente abandonado por eles por conforto. É necessária essa visão aqui, por mais "forçado" que isso possa parecer. Japoneses como um todo são muito presos às suas obrigações e rotina, eles acordam cedo para ir para a escola, frequentam clubes, trabalham de meio-período, vão para cursinhos e dormem para acordar no dia seguinte e repetir tudo isso, e essa é a lógica principal do ato dos personagens nessa parte da história. Vemos Mitsuha e Taki, ambos vivendo suas "obrigações", como eu já havia dito, Mitsuha mais que Taki, tendo que agir pelo templo sem ter a menor escolha, em momento algum da história vemos um pingo de entusiasmo da parte dela para com suas obrigações com o templo, o mesmo com a sua irmã; até mesmo Taki se mostra mais interessado no que elas dizem ser "Lá vem ela com essas histórias de novo". Por isso eu toquei no assunto do realismo com Shinkai Makoto, o realismo retrata a vida real como ela é, mesmo como um elemento, mesmo como uma parábola para a história, o realismo gera a tensão dos "problemas normais" que todos nós temos no nosso cotidiano, o que nossos pais esperam de nós, o que nós mesmo esperamos de nós, aonde vamos, onde estamos e todo o resto. Então temos dois personagens que trocam de corpos e a primeira coisa em que eles conseguem pensar é "Meu deus, eu estou atrasado, tenho que ir para a escola", ou seja "Tenho que lidar com essa obrigação". De forma mais subjetiva, temos a conexão e a parte mágica da história que eu entrei em contato anteriormente, não sabemos com exatidão quais são os níveis de conexão entre Mitsuha e Taki e entre as pessoas que trocam de corpos, mas há detalhes que podem certamente dar uma certa luz nessa parte da história. Vemos já na segunda metade da história a avó de Mitsuha perguntar para o Taki no corpo da Mitsuha "Mitsuha, você está sonhando agora, não é mesmo?", veja como ela usou a palavra "sonho" (Ou Yume, 夢) para tratar da troca de corpos, a mesma palavra utilizada por Taki e Mitsuha, enquanto ela poderia ter dito "Está no corpo de outra pessoa", "Trocou de corpo" ou qualquer variação destas. Yume é uma palavra que significa sonho, ilusão, visão e até mesmo sinônimos poéticos dos mesmos, mas por que eu sequer levo isso em consideração? Bem, certamente é estranho sequer imaginar que se está sonhando enquanto está no corpo de outra pessoa, ainda mais quando no caso da Mitsuha, ela rola e cai da cama sempre que troca de corpo com o Taki, tendo desde o momento em que acorda a prova de que isso não se trata de um sonho, já que ela sente dor, além disso, vemos que ela trata do Taki na terceira pessoa "Ele mantém um diário", enquanto Taki geralmente só age surpreso com o que acontece ao seu redor e parece até se divertir um pouco com o que acontece. Isso poderia ser uma indicação de que a Mitsuha já tem um conhecimento mais profundo sobre o que está ocorrendo a ela, mesmo que seja apenas uma sensação. Além disso, não controlamos sonhos, eles simplesmente acontecem como filmes em nossas mentes, geralmente quando tentamos controlar um sonho, ele simplesmente perde a lógica e o sentido, nesse caso, pode ser que a troca de corpos seja muito mais inconsciente do que parece, sendo que um "pedaço" do original sempre permanece no corpo, pensando assim, coisas como instinto e sensações com a qual o corpo já está acostumado não deixariam de acontecer, e eles poderiam não saber com suas memórias, mas poderiam de alguma forma reconhecer que as pessoas com quem estão falando são de alguma forma familiares, ainda que eles não tenham certeza de quem elas são, acredito que a maior pista disso seria quando a Mitsuha acerta o nome do amigo que a enviou a mensagem sobre como ela (Taki) estava atrasado, não pude deixar de pensar que se eu fosse ela naquela situação, nunca tentaria acertar o nome dele, pois provavelmente erraria a pessoa ou algo simplesmente daria errado. Como eu já repeti várias vezes, ainda que possa parecer estúpido, eu acredito que o filme é composto do início ao fim de elementos subjetivos que ainda que não sejam notados, existem. Como o fato de que acompanhamos o Taki na sua "imersão" na Mitsuha, mas não o contrário, assim como a Mitsuha ser de um tempo anterior ao do Taki, criando todo esse elo confuso que eles tem entre si e podendo levar a crer que de certa forma a Mitsuha do presente já tem no seu interior a sensação de "conexão" com o Taki, como vemos que ela é bem mais direta do que ele (Por ir ver ele em Tokyo e todo o resto enquanto ele só se importou realmente em ligar pra ela quando se deu conta do que sentia por ela), isso é pouco provável, admito, mas com a Mitsuha revendo o cometa duas vezes, eu não diria que é impossível, acho extremamente subjetivo e difícil de comprovar ou contestar. Enfim, o ponto forte reside no fato de que esta parte remete-se aos jovens que acabam sendo "levados" pelos seus arredores, obrigações e responsabilidades e anseiam por liberdade, um dos temas do filmes (Como eu disse que cada um anseia pelos arredores do outro como opostos), na nossa diferença cultural, não temos a mesma perspectiva de um japonês nessa questão, assim como muitas pessoas não conseguem aceitar que os protagonistas de animes geralmente são fracos mentalmente e acabam sendo controlados e arremessados de um lado pro outro pelas outras personagens da história (Haruhi e Kyon, por exemplo), mas que para os japoneses, é algo comum. Hoje pude ver o primeiro episódio de Busou Shoujo Machiavelism, onde o protagonista diz para uma garota que ele é "Um homem japonês que sabe dizer sim", pois é uma espécie de piada irônica entre os japoneses, de que eles são um povo acomodado que não sabe dizer não. Esse é o tipo de elemento que só é possível entender tendo em vista o plano de fundo cultural.
Sobre o fato de que eles serem ambos do campo e da cidade ser uma espécie de elemento do plot criado apenas para que o plot se mova e gere conflito, eu acho estúpido de assumir. Seria o mesmo que dizer que o Harry Potter ser órfão e morar com os tios que o tratam mal ser apenas algo pra fazer ele querer ir parar no mundo mágico de Hogwarts, ou o Bilbo Baggins ser um fraco Hobbit que tem que cruzar o continente pra destruir o The One e logo ele receber o anel, ou o próprio Gregor Samsa de "A Metamorfose" ser um trabalhador que vive uma vida corrida e logo ele ser transformado em um inseto gigante apenas para que o plot se realize; eu não que esses elementos fazem a história ser mais forte ou mais fraca, eles existem, os conflitos existem e a história existe, eu apenas entrei em detalhes sobre suas existência para dar relevância aos detalhes da história em relação aos "opostos" e às "linhas", que na minha opinião são um espetáculo a parte.
Acho que esqueci sobre você ter dito que é clichê sobre como o filme aborda a ideia de "as crianças irão nos salvar" e "os adultos não nos ouve". A verdade é que eu não liguei pra isso quando assisti Karigurashi no Arrietty e o protagonista, uma criança era o herói enquanto a velha empregada da casa, uma adulta era a antagonista, não liguei para os casos mais óbvios ainda, que sequer consigo relembrar, então não me incomodaria de ver um estado tão subliminar como Kimi no Na Wa. Vemos os adultos agirem como adultos, o pai da Mitsuha age de uma forma ruim, mas qualquer um se colocando no lugar dele provavelmente faria o mesmo, ele quer ser um pai bom e apropriado, mas acaba agindo mais como "deve" do que "precisa", causando mais problemas para sua família. E depois de perder a sua esposa, abandonar o templo e entrar para a política, ele colocou em suas filhas o que ele esperaria que aconteceria a elas devido a sua empatia, ele acreditou que uma Mitsuha que entraria em seu escritório gritando sobre qualquer coisa seria apenas uma garota que vive em um ambiente difícil finalmente fazendo algo por atenção ou para extrapolar seus sentimentos, provavelmente pois ele reconhece que tudo o que aconteceu afetou ele fortemente, sendo essa a causa para ele ser tão rígido e "próprio", para mostrar a suas filhas que é preciso ser forte e fazer escolhas difíceis na vida e sempre continuar vivendo, pois essa é a responsabilidade de alguém vivendo na sociedade. Logo, não é apenas o comandante indo contra o Jake Sully e os Na'vi por mera ganância e estupidez humana, mas algo que demonstra o papel dele como homem e pai na sociedade japonesa e em uma comunidade pequena como Itomori, onde todos sabem o que ocorre com todos e etc.


1 e 2- Respondendo agora sobre a "forçação" da "construção brilhante dos personagens", a maior parte de suas argumentações que poderiam servir como justificativa disso foram apenas descrições de coisas que ocorreram no filme, o que não necessariamente justifica uma qualidade na construção do personagem, como por exemplo eu dizer "o Killua de Hunter x Hunter é um personagem muito bem construído porque ele ajuda muito o gon ao decorrer do anime e faz de tudo pra proteger sua irmã". Isso é nítido e impossível de discordar, pois é uma descrição de algo que ocorreu. Algo mais próximo de uma justificativa de sua qualidade como personagem seria: "o Killua é um personagem bem construído porque ele se mostra alguém sem sem nenhum objetivo que como única característica seira "quer matar sua família/odeia sua família", fazendo jus a isso com suas atitudes, e justamente por odiar sua família o torna independente e automaticamente facilmente influenciado, assim ele ao conhecer gon é extremamente influenciado por ele, mudando suas atitudes no decorrer do anime através dessa influência causada por gon, deixando de ser um assassino que deseja matar sua família para um irmão que quer divertir e proteger sua irmã, tendo finalmente um objetivo". Veja que é uma conclusão tirada através dos acontecimentos, porém não é uma descrição dos acontecimentos.
Para finalizar a única parte que realmente me deixou em dúvida sobre se eles conseguiriam ou não fazer algo, foi na parte em que o Protagonista estava tentando procurar a Mitsuha assim que o meteoro cai "pela primeira vez".


O que eu quis dizer com "construção de personagem" foi o que os japoneses chamam de "Miryokuteki", algo que se traduziria como "O brilho dos personagens" ou algo assim. Eu quis mostrar como a história é bem entrosada e como cada personagem cria vida e não simplesmente age como "personagem secundário A que faz Y pra que a protagonista se dê bem". Eu não entendo como se explica a construção de um personagem sem considerar os ocorridos no filme, que considerando o que eu disse por si só já permite um "julgamento pelos atos" dos personagens, mas enquanto eu poderia entrar em muitos mais detalhes sobre os motivos e detalhes de como eles agem em seus papéis enquanto mantendo as suas grandiosidades, eu evitei pois o texto já estava gigantesco e eu já estava perdendo a vontade de continuar escrevendo, me desculpo por isso. Acredito que é obvio por si só que muitos dos personagens acabam agindo em função de contradições, como a Okudera-senpai que apesar de agir como uma irmã mais velha madura e "guia", ao mesmo tempo parece perdida, confusa, ocasionalmente sofrendo e escondendo o seu desespero e dependendo da conexão com o Taki para se manter em sua posição (Em certa parte do filme, vemos que o amigo do Taki serve como esse apoio para ela), sendo sua última aparição no final para finalmente mostrar sua resolução, o fim das suas preocupações e inseguranças enquanto ela mostra que resolveu a sua vida e espera que o Taki consiga atingir tudo isso assim como ela, essa revelação mostra que no final, ela assume que ela e o Taki eram o mesmo, jovens confusos e perdidos em busca de apoio e liberdade, mas que com o tempo, acabam se tornando adultos e percebendo que ser adulto é exatamente o que eles temiam, mas que não é algo para se temer, este é o estágio de maturidade que ela atinge.

Concordo plenamente com o que diz sobre o debate, não estou aqui para impor minhas ideias em ninguém, apenas busco mostrar minha opinião, não por ela ser mais certa que a dos outros, mas por ser a minha opinião e por também tentar ilustrar como algumas pessoas simplesmente resolvem desengrandecer o filme apenas por não entendê-lo. Sou um grande fã de Stanley Kubrick e sei bem como é conhecer uma obra-prima e ter pessoas dizendo que se trata apenas um filme engrandecido por ter feito história como avant-garde, criticando seus pontos fortes como falhas e o caracterizando como lixo apenas por não entender o seu contexto (Novamente, não digo isso me dirigindo a você de forma alguma). Além disso, gostaria de acrescentar que eu nunca vi o anime de Fullmetal Alchemist, mas que li o mangá e gostei muitíssimo (Arakawa Hiromu, banzaai!), vendo algumas partes do anime pude ver que ele é bem sólido e bem feito, então acredito que sua qualidade é muito boa, mas acredito que não supera muito do que já passou por essa indústria que já tem mais de meio século, por isso, simplesmente não levo o MAL a sério e mantenho um perfil apenas para me manter informado de que episódio parei de que anime e o que estou em pendência.
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Posted 10/7/17 , edited 10/8/17

Kimi no na Wa é bom, ninguém disse que é ruim.

Só que o roteiro é uma bela porcaria, desculpa ai que não acha, mas é.
Quando digo roteiro, quero dizer como a história foi contada e não a Sinopse (argumento).

Sério, falando de maneira grosseira.
Eu estaria pouco me lixando pra quele cometa, se eu tivesse trocado de corpo, seja lá com quem.
Mas não... eles vão pra escola um do outro normalmente.

"Ah, mas eles achavam que era um sonho"

Pensa com calma. Se você tivesse trocado de corpo com alguém e ainda por cima achasse que tudo não passava de um sonho. Você iria pra escola da pessoa? Pro trabalho? Fala sério!!!!!!!

Ai do nada descobre que um cometa vai cair e matar todo mundo, o que você faz? Ah, vamos criar um plano nada haver com explosões e salvar todo mundo. OK, se você tivesse trocado de corpo com Jack Bauer! Mas não, era só um carinha de Tokyo que não conseguia se declarar pra garota que era afim dele. Fala sério, meu!!!!

Tira o cometa da história, coloca um drama onde um muda a vida do outro e PRONTO, um filme realmente maravilhoso teria nascido.

Mas o filme é lindo, então nota 10 né? Não mesmo!


Já entrei em detalhes sobre o motivo de eles agirem normalmente no corpo um do outro no comentário acima, então irei apenas falar sobre o resto. Bem, talvez nem todos sejam assim, talvez seja só eu, mas depois de trocar de corpo várias vezes com a mesma pessoa, entrar em contato com os familiares, amigos, colegas e conhecidos dela, me envolver com a cidade e tudo que a envolve e acima de tudo me apaixonar por ela, eu provavelmente não deixaria tudo isso ser esmagado por um cometa. Acredito que não é necessário mais do que um pingo de empatia para querer salvar uma vida, quem dirá ter a chance de poder salvar milhares. É uma mera questão de cultura e empatia, algo que é fundamental na cultura e sociedade japonesa, onde as crianças nascem sabendo que não devem fazer mal aos outros e que sempre devem pensar no próximo, mesmo que nem todos sejam perfeitos, aqueles que realmente dão o seu melhor fazem a diferença. Outro dia ouvi uma história de um homem que vinha comendo pipoca no parque, sempre que ele tirava pipoca do saco, alguma caia no chão e ele não dava a mínima, quando a pipoca acabou, ele olhou pra trás e percebeu que uma criancinha vinha andando e catando as pipocas que haviam formado uma linha até ele, "Eu fiquei profundamente envergonhado", foi o que ele disse. Na sociedade japonesa, vergonha é algo pior que a morte, literalmente, onde no passado, os samurais cortavam o próprio abdômen e sangravam até a morte após cometer um ato vergonhoso, esse é um dos fundamentos mais importantes da cultura japonesa que ao mesmo tempo que se prova uma faca de dois gumes, se prova também um estilo de vida muito mais saudável que "Eu não daria a mínima pra nada, se é um sonho eu farei apenas o que eu quiser e nada mais importa! Tô nem ai pra aquele cometa".
Vale lembrar que o Taki não faz nada sozinho, ele trabalha junto com o Tessie (Que trabalha com explosivos e que deve ter dado a ideia de explodir a estação de energia, já que o Taki não poderia saber que ele tem acesso a eles) e bola o plano com a ajuda dos dois amigos da Mitsuha, a única coisa que ele realmente deveria fazer é convencer o pai dela, coisa que ele nem mesmo consegue, mostrando que ele não é nem de longe perfeito ou um gênio, eles apenas usam as armas que tem em mãos para tentar salvar a todos, que no final, não funciona perfeitamente, já que o noticiário indica que "Boa parte da cidade estava em uma zona segura", indicando que ainda que muitos tenham sido salvos, uma certa parte da cidade ainda assim sucumbiu à tragédia. É um filme que retrata o crescimento dos personagens, por isso o "carinha de Tokyo que não conseguia se declarar para a garota que gostava" tem a determinação de se mover e salvar as pessoas que ele ama, por isso a garota quieta que nunca havia confrontado o pai (Ou ninguém) consegue o convencer de que o cometa irá mesmo cair e acertar a cidade, porque o tempo passa, coisas acontecem e os personagens crescem. Por isso vemos mudanças físicas e internas nos personagens, até mesmo a arte do filme, o que acontece ao redor dos personagens representa o que se passa dentro deles e a mudança, como no momento mais desesperador do filme, quando o Taki descobre que a Mitsuha está morta, que a cidade inteira se foi e que ele não pode mais fazer nada em relação a isso, o que o leva até a residência do deus, está chovendo canivetes; a última gota dessa chuva só acontece quando a Mitsuha vê o que o Taki escreveu em sua mão após cair enquanto corre, significando que o "desespero" acabou, e vemos ela enfrentar o pai dela de forma determinada e confiante, de modo que mesmo o seu próprio pai não a reconhece e diz "Você de novo...". Esta é a Mitsuha que mudou após se encontrar com o Taki, e esse encontro mudar ambos, assim como a Okudera-senpai fala, que antes ele já era legal, mas que ele fica muito melhor e que isso era o resultado de ele ter encontrado alguém, pessoas mudam, pessoas crescem, e assim como uma boa história juvenile, esse é um dos temas desse filme.
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O / Algum lugar do Un...
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Posted 10/7/17 , edited 10/8/17
"Viúvas" de Koe no Katachi são...
Povo nem sabe quem é o autor de Kimi ni Na wa e a fama dele... Comparam as obras sendo que são nitidamente diferentes...
Só digo Viagem para Agartha
E senta que lá vêm história....
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21 / M / Brasília
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Posted 10/7/17 , edited 10/8/17

Não acho que para uma pessoa se envolver com algo ela deve estar obrigatoriamente a par da cultura como um todo, de modo algum isso deveria privar as pessoas de qualquer coisa. Ninguém está errado de entender apenas como pode e experienciar apenas como pode, mas como ocidental eu mesmo, eu acho que Kimi no Na Wa e boa parte dos animes que tem um toque cultural e tudo mais são um deleite maior para mim que para os japoneses, assim como já fui acusado várias vezes por amigos, já que ao experimentar algo diferente e novo, várias diferentes emoções despertam em mim e ao finalmente entender do que se trata a história (Talvez logo após o término ou apenas anos depois de finalmente ver algo), eu sinto uma sensação que alguém que já está acostumado com aquilo como um assunto cotidiano não poderia entender, criando um vínculo maior com a obra do que eles poderiam ter. De todo modo, isso é totalmente individual e não deve ser forçado aos outros, mas eu acredito que buscar os significados por trás do que experienciamos é bastante clareador e satisfatório, o que também resolveria muito dos problemas onde críticas e ofensas nascem apenas da diferença cultural.


Entendo seu ponto, mas ainda assim estar embutido em uma cultura é muito mais forte e não exige um esforço como espectador como no caso de quem está numa cultura diferente, realmente é esclarecedor você se adentrar na cultura mesmo de longe com as informações possíveis, mas ainda assim funcionará numa escala menor.



Eu acho que conhecendo o gênero do anime, buscar extremo realismo, filosofia profunda evidente e grandes conflitos é um pouco insensato, afinal, mesmo em Koe no Katachi vemos coisas que são obviamente um tanto surreais ou coincidentais e que mesmo assim podemos considerar como plenamente possíveis dentro da série de eventos dentro daquela narrativa;


Quanto ao realismo eu o esperava nos personagens, eu entendo que explicações sobre o universo muitas vezes não são necessárias e mesmo quando são, em um filme o tempo é curto para isso. Mas quanto aos personagens independe do universo criado.

Por fim sobre seu contra-argumento sobre como eles resolveram a parada eu entendo, mas ainda assim achei que os problemas foram resolvidos facilmente e os adultos foram os adultos clichês de uma história de jovens protagonistas, mas talvez isso varie apenas de gosto. E também continuo não gostando da reação deles no sonho e pós descobrimento de que não era só sonho, simplesmente não me convenceu.
Lembrando que estou citando somente partes que não gostei enfatizando o post, mas gostei do filme e ele tem muitas qualidades.



Kimi no na Wa é bom, ninguém disse que é ruim.

Só que o roteiro é uma bela porcaria, desculpa ai que não acha, mas é.
Quando digo roteiro, quero dizer como a história foi contada e não a Sinopse (argumento).

Sério, falando de maneira grosseira.
Eu estaria pouco me lixando pra quele cometa, se eu tivesse trocado de corpo, seja lá com quem.
Mas não... eles vão pra escola um do outro normalmente.

"Ah, mas eles achavam que era um sonho"

Pensa com calma. Se você tivesse trocado de corpo com alguém e ainda por cima achasse que tudo não passava de um sonho. Você iria pra escola da pessoa? Pro trabalho? Fala sério!!!!!!!

Ai do nada descobre que um cometa vai cair e matar todo mundo, o que você faz? Ah, vamos criar um plano nada haver com explosões e salvar todo mundo. OK, se você tivesse trocado de corpo com Jack Bauer! Mas não, era só um carinha de Tokyo que não conseguia se declarar pra garota que era afim dele. Fala sério, meu!!!!

Tira o cometa da história, coloca um drama onde um muda a vida do outro e PRONTO, um filme realmente maravilhoso teria nascido.

Mas o filme é lindo, então nota 10 né? Não mesmo!


Concordo totalmente, faltou um pouco de realismo nessa parte.
27244 cr points
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27 / M / São Paulo
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Posted 10/13/17 , edited 10/17/17
Eu fui assistir hoje no cinema, ainda não havia assistido nem pego spoiler por ai, eu curti pra kcete, estava curioso pelo estardalhaço que teve no ano passado, e pra mim depois de assistir, realmente merece um 10/10. Realmente gostei pra caramba, espero que koe no katachi também tenha um impacto parecido quando eu for assistir, estou esperando sair no cinema também.
10 cr points
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23 / M
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Posted 10/14/17 , edited 10/15/17
Acho q Kimi no na Wa teve vantagem de divulgação pq o Makoto Shinkai já era conhecido... Pra mim, por exemplo, A Viagem de Chihiro teve bem mais reconhecimento do q merecia por causa do Miyazaki e do Studio Ghibli, não quer dizer q o filme não seja mt bom tb, mas acho q aconteceu a mesma coisa.
Comparando com A Viagem de Chihiro, q ganhou oscar de melhor animação, parece q kimi no na wa teve um roteiro bem melhor. Eu não entendo pq a discussão de Kimi no na Wa ser overrated, parece q querem falar que o filme é ruim só pq é "mainstream".
20 cr points
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Posted 10/15/17 , edited 10/15/17
Pdrwl você está confundindo Fazer Sucesso com Ser Overrated.
27244 cr points
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27 / M / São Paulo
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Posted 10/15/17 , edited 10/15/17
Não achei overrated não, vendo pelos números do MAL, o filme teve pouco mais de 375 mil votos , sendo que mais de 90% das pessoas que assistiram deram nota acima de 8, claro que muita gente foi influenciada a aumentar sua nota para 10 por causa de mídia, amigos, diretor e etc., sendo que teriam dado um 8 ou 9 sem influencia, mas mesmo assim é uma nota bem alta, em contrapartida quem deu nota abaixo de 5, chegou a 1,5%, que é um numero bem baixo, analisando os números, e apesar dos números do MAL serem bem influenciáveis (Gintama) eu chego a conclusão que o filme nem de longe é overrated, na verdade o filme é bom, apenas isso, e agrada grande parte do público que curte animes e até pessoas que nem curtem tanto, quem assiste sai com a vontade de dar uma nota pelo menos 8.
Eu fui assistir sem conhecer praticamente nada do filme, pensava que seria algo semelhante aquele filme se eu fosse voce, mas depois de assistir dei uma nota 10, eu curti bastante.
100 cr points
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19 / M
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Posted 10/15/17 , edited 10/15/17
1º Pelo o que eu estou vendo, vc acredita que quanto mais triste e mais dramático, mais os personagens e história são interessantes. Porém isso não é um fato, isso é só uma opinião sua
2º Koe no Katachi não é um romance. Repetindo, Koe no Katachi não é um romance. É um filme de drama, que tem alguns poucos momentos de romance, porém, não é o foco da obra. É a mesma coisa de dizer que Koe no Katachi é um filme de comédia pq tem partes engraçadas.

Com esses 2 pontos fica óbvio o porque vc acha Kimi no na Wa overated. Mesmo assim, vc poderia pensar "Ah, mas isso não prova pq Koe no Katachi é pior que Kimi no na Wa", mas eu vou dizer um pouco porque o filme foi ótimo, mas poderia ser muito melhor.

O primeiro ponto é que ele mesmo sendo 2h10min é rushado. O filme pulou muitas cenas importantes do mangá que contruia melhor a história, e até dava um final um pouco mais decente. E o segundo ponto obviamente é a própria duração. 2h10min sem pausa em um filme de drama faz o filme ser bem cansativo em vários momentos. Koe no Katachi precisava ser adaptado pra anime. Poderia ser um anime de 10 ep que estava de bom tamanho, mas isso faria ser menos cansativo e adaptar a obra inteira.
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