Post Reply Difusão de animes e jogos fora do Japão
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Posted 4/23/13
Vou começar usando o exemplo de Zettai Boei Leviathan, que foi lançado simultaneamente como anime e jogo para iOS e Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=jp.gree.android.pf.greeapp58195.
Como gadgets com iOS e Android estão nos bolsos de boa parte da população, a penetração de mercado de um jogo nessas plataformas é enorme, o que atrai público para ver o anime também. É uma estratégia inteligente e relativamente barata; o problema é que ela só é usada no Japão, e não fora dele - a não ser nos casos de localizações avulsas por empresas que resolvem assumir a iniciativa e o risco de projetar determinado título fora do Japão. O que está dando errado?
O mesmo ocorre com Sword Art Online, que teve um jogo lançado para PSP só para o mercado japonês.
Enquanto isso, cartuns e produtos com franquias estadunidenses como Ben10 estão fazendo tudo certinho, vendendo action figures, mochilas, chinelos, canetas e sei lá mais o quê. As produções dos Estados Unidos são melhores? Deixo a pergunta em aberto, mas estratégias de marketing conseguem promover qualquer coisa, desde que não seja absolutamente intragável.

Então, alguém sabe me dizer o que está dando errado no caso das propriedades intelectuais japonesas?
Será que os gadgets como smartphones e tablets, que ainda são um mercado começando a ser explorado, poderão dar novo fôlego ao marketing de séries orientais?
Sinon Support
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25 / M / London, United Ki...
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Posted 4/23/13 , edited 4/23/13
Isto é uma opinião pessoal, e não representa a companhia na qual trabalho.

Pelo que tenho visto nos últimos anos, os japoneses não se interessam com as vendas fora do Japão. Acho que é uma do tipo "o esforço é muito grande e a recompensa é bem pequena", cabe a outras companhias pedir, de joelhos, para trabalhar com produto x para um lançamento fora do Japão. Muitas vezes, essas companhias é lhes negada o trabalho nos tais produtos. Falta saber se é porque pensam que companhia x não está à altura da tarefa?

Enfim, é uma discussão interessante, gostaria de ler várias perspectivas sobre o assunto
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Posted 4/24/13 , edited 4/24/13
Stiper, o Crunchyroll está fazendo bem a sua parte. Também merece aplausos a iniciativa da Square-Enix Latin America, que enviou uma carta à nossa Ministra da Cultura Marta Supilcy quando ela falou que games não têm qualquer teor cultural - http://canaltech.com.br/noticia/games/Square-Enix-envia-kit-a-Marta-Suplicy-para-mostrar-o-carater-cultural-dos-games/

Olha como funciona um licenciamento de game japonês: "a localização (tradução, dublagem etc) e a distribuição são investimento seu: se der lucro eu quero parte, se der prejuízo divirta-se". Como resultado algumas licenciadoras ficam com medo e investem baixo, resultando em dublagens ruins que reduzem o valor do jogo. Foi o caso de Star Ocean The Last Hope, por exemplo. Sim, falei bem da Square-Enix, agora estou falando mal.
Animes, games e outros produtos da mesma franquia andam juntos e fazem parte de um investimento conjunto de várias empresas. É esse potencial que falta ser explorado fora do Japão. Tudo bem que aqui não é lá e nunca vai ser, mas alguns Bob Esponja e Ben 10 da vida estão bem e não chegaram lá sem investimento e parcerias.
Edição: quis dizer que o sucesso desses produtos dos EUA fora dos EUA dependeu do marketing local das franquias, não veio de graça.
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23 / M
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Posted 4/24/13
Acho que na questão de jogos o problema é ter todo o trabalho de tradução sem ter uma boa garantia de retorno. Isso não acontece com séries já famosas no ocidente (por isso temos jogos de Dragon Ball e Naruto sendo lançados), mas para uma série nova como Sword Art Online, que você citou, é muito arriscado.

Também, o mercado japonês é muito diferente do ocidental quando se trata de jogos. Inclusive o CR americano publicou uma notícia esse ano com os jogos mais vendidos no Japão e comentando como é diferente dos EUA. Por exemplo, enquanto que nos EUA jogos como Call of Duty e FIFA vendem muito, no Japão a Nintendo lidera.
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41 / M / Rio de Janeiro, R...
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Posted 5/1/13 , edited 5/1/13

renanonetto wrote:

Acho que na questão de jogos o problema é ter todo o trabalho de tradução sem ter uma boa garantia de retorno. Isso não acontece com séries já famosas no ocidente (por isso temos jogos de Dragon Ball e Naruto sendo lançados), mas para uma série nova como Sword Art Online, que você citou, é muito arriscado.

Também, o mercado japonês é muito diferente do ocidental quando se trata de jogos. Inclusive o CR americano publicou uma notícia esse ano com os jogos mais vendidos no Japão e comentando como é diferente dos EUA. Por exemplo, enquanto que nos EUA jogos como Call of Duty e FIFA vendem muito, no Japão a Nintendo lidera.


A coisa é meio estranha, mesmo com as séries que já são sucesso confirmado por aqui.
Vide o Exemplo do ultimo jogo de Naruto para PS3, que teve uma tradução desleichada e cheia de erros de concordância e digitação.
E a versão nacional teve ótima vendagem. inclusive várias pessoas que compraram em pré-venda tendo de esperar mais alguns dias devido ao fato dos estoques de lojas como Saraiva, Casas Bahia e Fnac terem esgotado.
E qual foi a resposta aos consumidores e ao sucesso de venda? -Descaso!

Em entrevista a UOL Jogos, Carlson Choi, vice-presidente de marketing da Namco Bandai, disse que localizar "Ultimate Ninja Storm 3" para o Brasil foi a primeira experiência da empresa com o mercado brasileiro e que está ciente dos erros de tradução.



"Foi uma aprendizado e teremos mais jogos em português e melhores traduções no futuro", explicou Choi. "Mas para este 'Naruto' não teremos uma atualização corretiva".

"Existe um custo para realizar um trabalho de localização. Este assunto ainda está em discussão na Namco Bandai, mas no momento, preferimos investir esses recursos na localização de mais conteúdo, de novos títulos".

São erros de flexão, traduções literais que não fazem sentido e até abreviações "internéticas" que só são aceitáveis em um bate-papo informal, mas dão calafrios em professores de português.
Seria de se esperar uma atitude dessa se tivesse sido um fracasso. O que não foi o caso. E o que deveria ser feito, visto que a intenção é trazer mais títulos "localizados", seria corrigir o erro para garantir que os compradores retornem no próximo lançamento.

Então não adianta buscar muita lógica nas estratégias das produtoras japonesas, para o mercado brasileiro.

Mas, eu confio que o CR vai continuar expandindo seu acervo. E estou satisfeito em ser membro desde 27/02/2011.
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23 / M
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Posted 5/1/13
kzarashi
Nem estava sabendo desse problema da localização com o Ultimate Ninja Storm 3, realmente é mancada da Namco Bandai. Minha impressão pelo que você disse é de que eles estão pensando que já venderam uma boa quantidade no lançamento e que melhorar a tradução agora não valeria a pena. De qualquer forma, isso não agrada os fãs.
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34 / M
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Posted 5/1/13
Eu adquiri a Batalha do Santuário no primeiro dia da pré-venda e não tenho o que reclamar da tradução. Esse Naruto porco eu não vi, mas isso foi o cúmulo.
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24 / M / Brasil
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Posted 5/7/13
Interessante considerar o motivo do Sucesso de Saint Seiya com legendas em português.
Não sei bem o que deu na telha da Bandai mais foi o melhor ato de empreendedorismo que já vi nesse mercado. Afinal, se não assumir os riscos, jamais terá sucesso.

Parece insano, mas era a ideia mais óbvia. Um Fansite não traz custos altíssimos às empresas e tudo é feito com comprometimento e eficiência, sem contar que o Marketing feito internamente entre os fãs é muito econômico e muito mais efetivo do que gastar rios de dinheiro em propagandas que ninguém vai assistir. Pelo menos por aqui no Brasil.

Então, como o mercado de Fansubs e a Pirataria é absurda no Brasil, e este é um fator que infelizmente também é levado em consideração, o que leva muitas empresas a desistirem de nós.

Convidar Fansites a participarem deste processo seria uma solução interessante para minimizar esses problemas! Afinal, sabendo que os fãs vão aprovar o trabalho antes mesmo de ele lançar faz com que todos ajudem oficialmente o produto! Comprando os originais! O Crunchyroll faz algo similar também, mas as empresas tem que apostar mais na Crunchyroll Brasil, pois isso vai chamar cada vez mais fãs para cá.
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