How Effective Are Streaming Sites at Supporting the Anime Industry?
Posted 7/15/13
O Anime Nation possui um blog com notícias, perguntas e respostas. Eu perguntei ao John sobre o apoio que os sites de streamings estão dando à indústria da animação japonesa. Se seria a resposta correta ao clamor deles para aumentar a venda dos títulos. A resposta do John foi interessante e nos trouxe alguns questionamentos. Infelizmente, não vou poder traduzir, porque o texto é grande e meu inglês é ruim. Acredito que os sites de streaming colaboram não só com a visibilidade dos produtos, tornando-os mais próximos ao público, mas acredito que também colaboram com as vendas de produtos relacionados (como DVDs, figures etc..). O que vocês acham da resposta? Concordam?

http://www.animenation.net/blog/2013/07/15/ask-john-how-effective-are-streaming-sites-at-supporting-the-anime-industry/


Não fiz essa pergunta tentando inflamar ninguém, apenas quis debater o papel dos sites de streaming e conhecer a suas ideias e conclusões sobre o serviço.
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29 / M / Santos-SP
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Posted 7/15/13
Hum, deixa eu ver se eu entendi. Ele diz que os sites de stream ajudam mais na divulgação do anime (que futuramente vende figures, mangá, produtos, DVDs, etc.) do que no real lucro que esses sites dão às produtoras.

É um ponto interessante. Ele apresenta bons argumentos, apresenta números. Eu não tenho acesso a essas estatísticas, mas que o que ele apresentou faz sentido, isso faz.

Mas na minha opinião, isso de certa forma é gerar lucro. Dizer que não, seria o mesmo que dizer que o departamento de marketing de uma empresa não trás lucros ou que uma propaganda na hora da novela da Globo também não trás lucro. O que deve ser medido nesse caso é: quantidade de lucro de venda de produtos nos EUA antes e depois do boom dos sites de stream. Essa medida sim seria bem interessante.

Quanto a diminuição da venda de DVDs e Blurays, bom, eu não sei o lucro que isso dá, mas pelo menos aqui no Brasil, um gashapon de Dragon Ball que eu comprei ontem no AnimeFriends já é mais caro que um DVDs (R$35,00 cada gashapon, comprei 4). Ele diz que o lucro das produtoras está no DVD (afinal o DVD não tem intermediário, já os brinquedos sim), mas mesmo assim, ACHO que esses 4 gashapons já pagaram todos os episódios de stream que assisti de Dragon Ball (que em tese eu também paguei por eles), que vale lembrar, é um anime de 1986.
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23 / M
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Posted 7/15/13
Acho que um ponto importante é que a análise dele foi feita olhando pro mercado americano. No caso do Brasil em que o mercado de DVDs/Blu-ray de animes é quase nulo, o streaming acaba sendo a única fonte de lucro que muitas produtoras recebem daqui. É claro que nenhuma produtora pretende se manter só com o lucro do streaming, mas ele acaba sendo uma das poucas alternativas lucrativas em países como o Brasil, além de abrir o mercado para outras opções, como a venda de produtos relacionados.
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29 / M / Santos-SP
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Posted 7/15/13
Sou realmente ignorante quanto a este assunto, mas... respondam se souberem: nos EUA, vende DVD? Tipo, é realmente um número expressivo? Afinal, como o próprio texto diz, a dublagem desse material não é tão barata assim.
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23 / M
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Posted 7/15/13
LucasRey, nos EUA vende uma boa quantidade de DVDs sim, principalmente comparando com o Brasil. Não chega a ser muito expressivo, como a própria análise do cara mostrou, mas na Amazon, por exemplo, você encontra DVDs e Blurays de séries relativamente recentes, como Guilty Crown, Usagi Drop, Steins;Gate, Boku wa Tomodachi ga Sukunai, Another...

São títulos de 1 ou 2 anos atrás, mas considerando que o processo de licença, tradução e fabricação deve ser demorado, é um resultado aceitável. Além disso, nem todos tem dublagem em inglês, só legenda mesmo.

O preço não é lá dos mais amigáveis, ficando em torno de 50, 60 dólares um Blu-ray. Na Amazon você também encontra sendo vendidos DVDs e Blurays japoneses mesmo, aí fica ainda mais caro.
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23 / M
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Posted 7/16/13
Achei alguns links interessantes sobre o mercado de animes nos EUA, como os textos são grandes e estão em inglês, vou resumir um pouco do que se trata.

http://animereviews.co/animepov/believe-it-anime-sells-more-copies-in-the-u-s-than-it-does-in-japan/

Nesse primeiro link o autor do texto comenta que o mercado de home video não é o que mais traz lucro no Japão para as produtoras. Segundo ele, a maior parte do lucro vem de produtos relacionados, os chamados "character goods". Já nos EUA, a venda de DVDs/Blu-rays seria mais lucrativa até pelo fato de ser bem mais barato (uma séria completa que custaria em torno de 200$ no Japão custa em torno de 50$ nos EUA). Esse menor preço nos EUA faz com que os DVDs/Blu-rays demorem mais para serem lançados no ocidente, porque as produtoras precisam garantir que os consumidores japoneses já compraram os mesmos (caso contrário, eles poderiam comprar a versão americana). Por outro lado, não existe um incentivo para diminuir o preço destes produtos no Japão, já que não é o foco do mercado de animes lá. Ele não traz dados para comprovar, mas eu acredito que ainda assim o mercado de home video deve ser bem expressivo no Japão.

http://www.animenewsnetwork.com/news/2011-04-15/america-2009-anime-market-pegged-at-us$2.741-billion

Esse segundo link trás vários dados interessantes mostrando como a venda de produtos relacionados a animes tem diminuído nos EUA. Os dados mostram que a venda de character goods também domina o mercado americano, sendo que 60% disso são produtos relacionados a Pokemon. Também, tanto a venda de character goods, como home video e mangás tem diminuído nos EUA e, por outro lado o mercado de comics digitais tem crescido. Imagino que esse seja um reflexo da popularidade de serviços de streaming e produtos digitais, facilitando o acesso e diminuindo a necessidade de comprar mídias físicas.

http://animeyume.com/blog/2012/01/11/the-present-and-future-of-the-us-anime-industry/

O último link reforça mais esse ponto e comenta sobre um novo público de animes que tem um acesso muito mais fácil a animes e mangás e que não precisa ir atrás de DVDs/Blu-rays para assistir as séries. Nesse contexto o mercado de home video acaba sendo apenas para colecionadores, que querem ter produtos das suas séries favoritas em casa. Ele ainda é mais pessimista e diz que isso pode fazer com que as produtoras não vejam a necessidade de investir no mercado americano (e consequentemente no ocidente), já que esse mercado não traz tanto lucro. Eu discordo nesse ponto, e acho que a função do mercado ocidental não é fazer o anime ter valido a pena para a produtora, mas sim aumentar o lucro daqueles animes que já fazem sucesso no mercado japonês. Nesse caso, enquanto o mercado americano não trouxer prejuízo, ele deve continuar de pé.

Enfim, o que mais me surpreende é essa queda na venda de character goods. Na minha opinião, os serviços de streaming ajudariam a divulgar as séries e contribuiriam com esse mercado. Aparentemente, não é isso que vem acontecendo até 2009. Talvez dados mais atuais possam dar uma noção melhor do que acontece.
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23 / M / Rio de Janeiro
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Posted 7/22/13
Um dos motivos de eu assinar o Crunchyroll, é apoiar a industria.
Todos os animes lançados em DVD/BD no Brasil (Lost Canvas, Ghost in the Shell, Cowboy Bebop) eu compro. Como eu disse antes, apoiar o que eu tanto amo pra mim é mais que meu dever.

Achei bem interessante esse tópico! Parabéns XD
Posted 7/28/13 , edited 7/28/13
Ótimas questões! São pontos interessantes que entram em diferentes fatores. Sobre a questão contratual, que pode igualar streaming ao home video, o CR poderia responder para gente como funciona a questão das licenças (em termos gerais). Como já comentaram várias vezes, em outros tópicos, às vezes o CR não consegue a licença de um animê, para nosso país, por ele já estar com licença comprada por uma empresa de home video, então, pode ser que o contrato jurídico os iguale.

Seria interessante, e eu estou procurando, dados do setor mais recentes. E isso entra na questão da confiança dos números. Concordo que números, em pesquisas e estatísticas, não são 100% confiáveis pois, geralmente, uma pesquisa é realizada por amostragem. Amostragem é um estudo de uma parte dos elementos para tentar se conhecer o todo. Realmente, não são 100% confiáveis. Acredito que a confiabilidade destes números não seja maior que 80% para mim, entretanto, eles nos dão uma ideia de como está o mercado, sendo uma espécie de termômetro. É um auxílio a qualquer análise.

Os dados mais seguros são os que são veiculados junto com o relatório de atividades do ano fiscal. Estes dados são publicados periodicamente, para efeito do Fisco e do controle dos acionistas. Geralmente, são informados por trimestre e, ao final do ano fiscal, o resultado total. Tenho procurado por estes dados, pois eles são 95% seguros. Por exemplo, esta página contêm dados do setor de televisão paga em sua totalidade, não sendo uma amostra, portanto, salvo algum erro (ou má fé de alguma empresa) são números confiáveis.

http://sistemas.anatel.gov.br/satva/hotsites/conheca_brasil_satva/default.asp

No mais, eu concordo com você. O streaming é um caminho sem volta e que vai beneficiar a indústria como um todo. Só nos resta esperar e ver quais as mudanças que serão implementadas para melhorar o serviço. Sobre a similaridade entre o streaming e a televisão, também concordo que sejam parecidas nos fatores que você apontou, com certeza!

Aliás, falando sobre mudanças, eu senti a necessidade de deixar aqui a definição dos sistemas de transmissão de dados. Na Comunicação Social, tudo é informação, apenas mudando a forma como a informação é transmitida, como, por exemplo, se é mídia impressa, ou digital. Então, definir como cada informação é transmitida é importante. No Brasil, quase tudo já está determinado por lei, pois, diferenciar estas transmissões garante a segurança jurídica necessária para manter o mercado e as relações consumidor-empresa.

Aproveitando o gancho deixado pelo Ligeirinho e, como citei, em outro tópico, a televisão paga e a internet, eu queria deixar aqui as definições de cada uma, mesmo por curiosidade. Definições da Anatel;


Nesta área são apresentados os serviços de TV por Assinatura.

Serviço de Acesso Condicionado - SeAC é o serviço de telecomunicações de interesse coletivo, prestado no regime privado, cuja recepção é condicionada à contratação remunerada por assinantes e destinado à distribuição de conteúdos audiovisuais na forma de pacotes, de canais de programação nas modalidades avulsa de programação e avulsa de conteúdo programado e de canais de programação de distribuição obrigatória, por meio de tecnologias, processos, meios eletrônicos e protocolos de comunicação quaisquer.

TV a cabo é o serviço de telecomunicações que consiste na distribuição de sinais de vídeo e/ou áudio a assinantes, mediante transporte por meios físicos.

Serviço de Distribuição de Sinais Multiponto Multicanais - MMDS é uma das modalidades de serviços especiais, regulamentados pelo decreto nº 2196, de 08 de abril de 1997, que se utiliza de faixa de microondas para transmitir sinais a serem recebidos em pontos determinados dentro da área de prestação do serviço.

Serviço de Distribuição de Sinais de Televisão e de Áudio por Assinatura via Satélite - DTH é uma das modalidades de serviços especiais regulamentados pelo decreto n.º 2.196 de 08/04/97, que tem como objetivo a distribuição de sinais de televisão ou de áudio, bem como de ambos, através de satélites, a assinantes localizados na área de prestação de serviço.

Serviço especial de Televisão por Assinatura - TVA é o serviço de telecomunicações destinado a distribuir sons e imagens a assinantes, por sinais codificados, mediante a utilização de canais do espectro radioelétrico; sendo permitida, a critério do poder concedente, a utilização parcial sem codificação.


Eu disse que quase tudo está determinado, pois ainda há debate político sobre a definição de internet, que está acontecendo no famoso Marco Civil da Internet e o Projeto de Lei (PL) 2126/11. Deixei marcado como spoiler, pois o artigo em questão é imenso. No projeto a internet está assim descrita:



http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=C4F1C4D4EA1227C1A0FFFDB54241A865.node2?codteor=912989&filename=PL+2126/2011

Sendo o streaming um:


No streaming de áudio e vídeo, as informações transferidas são um fluxo de dados de um servidor. O decodificador é um player dedicado ou um plugin que funciona como parte de um navegador da web. O servidor, o fluxo de informações e o decodificador trabalham juntos para permitir que as pessoas assistam a transmissões ao vivo ou pré-gravadas.


http://informatica.hsw.uol.com.br/streaming-video-e-audio.htm

http://www.anatel.gov.br/Portal/exibirPortalInternet.do

Espero que isso contribua ainda mais para o debate!
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Posted 7/28/13 , edited 7/28/13
Bom ja que voce citou o marco civil não tem nada haver com o assunto aqui tratado porem se aprovado interferira diretamente área e a emenda proposta pelas operadoras em resumão de limitar a velocidade da internet quando elas presumirem que a demanda esta alta.

http://www.tecmundo.com.br/internet/42499-mudanca-no-marco-civil-pode-reduzir-velocidade-da-internet-no-brasil.htm

Que ve pensa que a gente não paga nada
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Posted 8/8/13 , edited 8/8/13


Google Translate:
Houve uma série de três artigos sobre os econoics da indústria de anime no Anime News Network. Eles estão em Inglês, mas é bem provável que o Google Translate ou Babelfish pode capturar os pontos principais.



Google Translate:
Em termos gerais, os direitos no exterior pode trazer de 5% a 20% da receita de uma série licenciado.

Na atual royalties de streaming, streaming pode fornecer 1% a 2% para uma série normal, assim DVD ou BD de vendas, royalties e licenças de mercadorias no exterior de mangá associado são mais importantes no momento.

Se streaming de subscrição continua a crescer e começa a oferecer 5% a 10% da receita líquida de uma série, o foco vai mudar de streaming para apoiar a visibilidade no exterior para transmissão como mais uma forma de ajudar a cobrir o orçamento de produção.
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