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Post Reply Brasil - baixa representatividade em animes
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Posted 5/8/14 , edited 5/8/14
Dia desses, estava eu navegando à toa na net e entrei na Amazon.com americana. Para a minha surpresa, encontro lá animes em Blu-ray legendados e até dublados em inglês.

E títulos muito bons: Haganai, The Familiar of Zero, Hentai Prince & The Stony Cat, Date a Live, High School DxD, entre outros.

Entro no My Anime List e vejo que o New York Times tem uma coluna que registra os mangás mais vendidos da semana. E não são mangás que já saíram do catálogo: Attack On Titans, False Love, A Certain Scientific Railgun e até No Matter How I Look At It, It's You Guys' Fault I'm Not Popular! (alguém conhece esses?).

Agora, eu desafio alguém a encontrar em algum site de venda on line brasileiro algum anime com menos de 2 anos que tenha tido lançamento recente, com legendas ou até mesmo dublagem em português. Ou mesmo algum jornal com alguma referência nacional a animes ou mangás.

Embora animes não sejam algo assim TÃO evidente em território ianque, me pergunto: o que eles têm que nós não temos?

Sofremos uma verdadeira avalanche de produtos e mídias tipicamente americanos, os enlatados seriados a la Tio Sam, a influência americana arraigada ao nosso cotidiano,

Mas, é só falarmos em animes que o pensamento comum da maioria é: coisa de criança, desenho com violência, japoneses dando gritos histéricos antes de aplicar algum golpe, personagens que só têm o movimento da boca abrindo e fechando, entre outras bobagens de leigos.

Mas, será que nós não merecemos alguma representatividade no mercado dos animes?

Cito como exemplo os games que, apesar se sofrerem uma competição desleal com as mídias alternativas (jogos piratas) já demonstram interesse por parte das produtoras em legendar e até dublar alguns títulos no nosso português. Poucos sim, mas existentes.

Será que, tirando os shounens como Naruto e One Piece, um mercado legal de animes no Brasil seria perda de tempo e investimento fadado ao fracasso? Chegará um dia em que eu poderei comprar em um site de vendas on line brasileiro, ou mesmo em uma loja física, um anime que foi lançado na temporada passada, legendado ou até mesmo dublado em português?

Concordam? Discordam? Nem uma coisa, nem outra? Talvez vocês estejam pensando "Será que esse cara sabe do que está falando?"

Seja qual for a sua opinião, exponha-a!






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21 / M / Brazil, Recife - PE
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Posted 5/8/14
Eu até gostaria de comprar BDs, porém BDs são caros, e a maioria das pessoas vão pensar: "para que comprar se eu posso assistir de graça?". Acredito que seja esse o "problema";

Ainda compram mangá, porque são de certa forma baratos.
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Posted 5/8/14 , edited 9/7/14

FabioLuz wrote:

Embora animes não sejam algo assim TÃO evidente em território ianque, me pergunto: o que eles têm que nós não temos?


Resposta: mercado. Eles têm um mercado com dinheiro no bolso disposto a pagar por produtos (Blurays, mangás, video ondemand, gashapons, goods, etc.) Nosso caro amigo Vangola27 respondeu a pergunta muito bem, no fundo trata-se de dinheiro.

Veja, isso não significa que lá há mais fans do que aqui, e muito menos que lá os fans são mais fiéis. Significa simplesmente que lá, os fans têm dinheiro no bolso para comprar, simples assim.

------

Já esse "problema" que você relatou sobre o espaço de animes e mangás na mídia também é algo que vai muito além de simplesmente contabilizar a popularidade e quantidade de fans. É um problema nacional e, até certo ponto, cultural. Temos diversos setores com um mercado quantitativo relativamente alto, não só animes e mangás, e que também não têm espaço na mídia.

------

O Brasil é sim um país pobre. E consequentemente será um país fraco em matéria de produtos e serviços, isso é fato.
Eu não quero abrir aqui uma discussão política (acho isso o ápice da chatice, mas não posso deixar de abordar certos dados de forma totalmente imparcial). De 10 anos pra cá, a renda média do brasileiro aumentou muito, isso é fato. Temos aí a tão famosa "nova classe média", pessoas que sairam da classe D e E para a classe C; com isso, muitas empresas viram um novo mercado se criar e passaram a oferecer serviços de baixa qualidade mas que atende a renda desse pessoal (de todos os serviços, o mais visível é o aéreo), lembro-me que para viajar de avião há 15 anos atrás, ou você era rico ou você tinha ganho uma promoção, e hoje não é mais assim.

Então muitos mercado estão SIM crescendo junto com essa "nova classe média", vide o que era Crunchyroll há 5 anos atrás no Brasil e o que é Crunchyroll hoje. Não só no mercado de animes e mangás, mas eu, por exemplo, sou um cara cheio de hobbies, e sério, hoje, eu vejo todos esses meus hobbies com mercado estável no Brasil, diferentemente de 10 anos atrás.

Ao meu ver, o mercado como um todo no Brasil está melhorando, e até num ritmo bom, mas chegamos em um momento em que o governo e população devem dar um passo em conjunto para escalar um nível superior, mas é aí que esbarramos no problema cultural, pois não dá pra dar esse passo com o povo ainda achando que "pra quê pagar se eu posso ter de graça na internet" e ainda se achar o espertão por causa disso.

------

Agora você me pergunta se um dia teremos um mercado como o americano? Bom, eu não sei, tudo no Brasil pode ir por água a baixo em questão de meses, é tudo uma incógnita. Infelizmente, eu acredito que não, mas podemos sim ter um mercado estável e consistente, exatamente como é hoje o mercado de games no Brasil.
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Posted 5/8/14
Só acho que o público otaku no Brasil não é grande o suficiente para eles acharem que vale a pena vender esses produtos aqui. Não acredito que lucrariam algo se anunciassem a dublagem de um anime "desconhecido", como Haganai, Date a Live ou High School DxD. Sim, eles não são nem um pouco desconhecidos, mas para a quantidade mínima de brasileiros que conhecem, se tornam algo desconhecido.

Se o público otaku fosse realmente grande, embora uma grande quantidade dos otakus pensassem da forma que Vangola27 disse "para que comprar se eu posso assistir de graça?", acho que haveria também uma boa quantidade de consumidores. E esses consumidores acabariam convencendo os "piratas" a comprar originais, como é o que está acontecendo com o mercado de jogos no Brasil atualmente.

Claro, como qualquer moda, essa está crescendo. Acredito que o Brasil algum dia chegará a fazer inúmeras dublagens e BDs, mas enquanto isso, temos que esperar pacientementes.

Eu não tenho certeza do que falei pois não realizei nenhuma pesquisa para dar suporte a argumentação. Comentei apenas o que acho, mas é o que realmente acredito que seja.
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Posted 5/8/14 , edited 9/7/14

Vangola27 wrote:

Eu até gostaria de comprar BDs, porém BDs são caros, e a maioria das pessoas vão pensar: "para que comprar se eu posso assistir de graça?". Acredito que seja esse o "problema";

Ainda compram mangá, porque são de certa forma baratos.


Vangola27, só posso lamentar esse pensamento coletivo da maioria. Eu também posso assistir de graça animes em sites de streaming como Anitube e Animeq. Mas prefiro assinar o CR por um quesito que acho essencial: a qualidade!

E, para ter o melhor que me satisfaça, estou disposto a pagar um pouco mais. Infelizmente o pensamento que você levantou: "para que comprar se eu posso assistir de graça?" é que emperra a progressão de um mercado de animes mais relevante.


LucasRey wrote:


FabioLuz wrote:

Embora animes não sejam algo assim TÃO evidente em território ianque, me pergunto: o que eles têm que nós não temos?


Resposta: mercado. Eles têm um mercado com dinheiro no bolso disposto a pagar por produtos (Blurays, mangás, video ondemand, gashapons, goods, etc.) Nosso caro amigo Vangola27 respondeu a pergunta muito bem, no fundo trata-se de dinheiro.

Veja, isso não significa que lá há mais fans do que aqui, e muito menos que lá os fans são mais fiéis. Significa simplesmente que lá, os fans têm dinheiro no bolso para comprar, simples assim.

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Já esse "problema" que você relatou sobre o espaço de animes e mangás na mídia também é algo que vai muito além de simplesmente contabilizar a popularidade e quantidade de fans. É um problema nacional e, até certo ponto, cultural. Temos diversos setores com um mercado quantitativo relativamente alto, não só animes e mangás, e que também não têm espaço na mídia.

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O Brasil é sim um país pobre. E consequentemente será um país fraco em matéria de produtos e serviços, isso é fato.
Eu não quero abrir aqui uma discussão política (acho isso o ápice da chatice, mas não posso deixar de abordar certos dados de forma totalmente imparcial). De 10 anos pra cá, a renda média do brasileiro aumentou muito, isso é fato. Temos aí a tão famosa "nova classe média", pessoas que sairam da classe D e E para a classe C; com isso, muitas empresas viram um novo mercado se criar e passaram a oferecer serviços de baixa qualidade mas que atende a renda desse pessoal (de todos os serviços, o mais visível é o aéreo), lembro-me que para viajar de avião há 15 anos atrás, ou você era rico ou você tinha ganho uma promoção, e hoje não é mais assim.

Então muitos mercado estão SIM crescendo junto com essa "nova classe média", vide o que era Crunchyroll há 5 anos atrás no Brasil e o que é Crunchyroll hoje. Não só no mercado de animes e mangás, mas eu, por exemplo, sou um cara cheio de hobbies, e sério, hoje, eu vejo todos esses meus hobbies com mercado estável no Brasil, diferentemente de 10 anos atrás.

Ao meu ver, o mercado como um todo no Brasil está melhorando, e até num ritmo bom, mas chegamos em um momento em que o governo e população devem dar um passo em conjunto para escalar um nível superior, mas é aí que esbarramos no problema cultural, pois não dá pra dar esse passo com o povo ainda achando que "pra quê pagar se eu posso ter de graça na internet" e ainda se achar o espertão por causa disso.

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Agora você me pergunta se um dia teremos um mercado como o americano? Bom, eu não sei, tudo no Brasil pode ir por água a baixo em questão de meses, é tudo uma incógnita. Infelizmente, eu acredito que não, mas podemos sim ter um mercado estável e consistente, exatamente como é hoje o mercado de games no Brasil.


Lucas Rey, eu me calo diante da sua lógica, pela qual eu concordo em gênero, número e grau. Mesmo que o Brasil evolua para uma classe média B ou mesmo A, dificilmente o brasileiro irá investir parte do seu orçamento em compra de animes. Aqui não é o Japão e nem os EUA onde, bem sabiamente você disse, o padrão de vida é maior e eles se podem dar ao luxo de pagar mais caro pelo seu prazer pessoal.

Cada um individualmente estipula para si o que lhe dá mais prazer pessoal e, se necessário for, paga o que for preciso para se satisfazer. Como animes não são considerados como essenciais para a satisfação pessoal do brasileiro eles ficam de fora. E, "para que comprar se eu posso assistir de graça?". Infelizmente.


greguicla wrote:

Só acho que o público otaku no Brasil não é grande o suficiente para eles acharem que vale a pena vender esses produtos aqui. Não acredito que lucrariam algo se anunciassem a dublagem de um anime "desconhecido", como Haganai, Date a Live ou High School DxD. Sim, eles não são nem um pouco desconhecidos, mas para a quantidade mínima de brasileiros que conhecem, se tornam algo desconhecido.

Se o público otaku fosse realmente grande, embora uma grande quantidade dos otakus pensassem da forma que Vangola27 disse "para que comprar se eu posso assistir de graça?", acho que haveria também uma boa quantidade de consumidores. E esses consumidores acabariam convencendo os "piratas" a comprar originais, como é o que está acontecendo com o mercado de jogos no Brasil atualmente.

Claro, como qualquer moda, essa está crescendo. Acredito que o Brasil algum dia chegará a fazer inúmeras dublagens e BDs, mas enquanto isso, temos que esperar pacientementes.

Eu não tenho certeza do que falei pois não realizei nenhuma pesquisa para dar suporte a argumentação. Comentei apenas o que acho, mas é o que realmente acredito que seja.


Greguicla, vou complementar a resposta que dei acima: enquanto houver ojeriza cultural do brasileiro em relação a animes, mesmo que ele tenha um padrão financeiro suficiente, poderemos considerar um mercado nacional de animes como um carro com o freio de mão eternamente puxado.
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Posted 5/8/14 , edited 9/7/14
Tenho uma amiga que diz: "a mesma pessoa que não quer pagar o Crunchyroll porque acha que pode ter de graça, é a mesma pessoa que vai em evento e paga 15 reais em DVDs piratas com 13 episódios". E ela tem razão, brasileiro é o rei da economia porca, muitas vezes quando a pessoa se acha a espertona e que está fazendo o famoso "jeitinho brasileiro", ela não percebe que na verdade está pagando a mais por isso.
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Posted 5/8/14 , edited 9/7/14

LucasRey wrote:

Tenho uma amiga que diz: "a mesma pessoa que não quer pagar o Crunchyroll porque acha que pode ter de graça, é a mesma pessoa que vai em evento e paga 15 reais em DVDs piratas com 13 episódios". E ela tem razão, brasileiro é o rei da economia porca, muitas vezes quando a pessoa se acha a espertona e que está fazendo o famoso "jeitinho brasileiro", ela não percebe que na verdade está pagando a mais por isso.


Perfeitamente colocado o mesmo se aplica a fansubs, tem uma galera que prefere fazer doação do que assinar um serviço de streaming legitimo como o CR. E ainda vejo pessoas reclamando que não assinam porque a qualidade das legendas do CR é inferior.


FabioLuz wrote:

Dia desses, estava eu navegando à toa na net e entrei na Amazon.com americana. Para a minha surpresa, encontro lá animes em Blu-ray legendados e até dublados em inglês.

E títulos muito bons: Haganai, The Familiar of Zero, Hentai Prince & The Stony Cat, Date a Live, High School DxD, entre outros.

Entro no My Anime List e vejo que o New York Times tem uma coluna que registra os mangás mais vendidos da semana. E não são mangás que já saíram do catálogo: Attack On Titans, False Love, A Certain Scientific Railgun e até No Matter How I Look At It, It's You Guys' Fault I'm Not Popular! (alguém conhece esses?).






Complementando , to aru majutsu no index e to aru to kagaku no railgun são bem famosos, bastante gente deve conhecer. eu gostaria até de ler as light novels. E watamote infelizmente ficou de fora no CR Brasil na temporada que ele passou.
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Posted 5/8/14
Vou ser sincero aqui.

Eu concordo com o LucasRey. O primeiro maior problema é dinheiro, o segundo é cultural.

Mais adiciono o seguinte. O mercado amadureceu e está amadurecendo cada vez mais.

Quando eu ouvi sobre CR na primeira vez, juro a vocês que meu primeiro pensamento foi "vou pagar pelo que posso ter de graça?".

Sim, e isso é normal, faz parte da anos de desinformação. Faz parte do espirito de "malandro" que muitos de nós brasileiros criamos com o passar dos anos e gerações. Mas é tudo enganação. Não existe nada de graça nesse mundo vc sempre está pagando de alguma forma, se não com dinheiro, é com tempo, favores, esforço, risco ou conhecimento.

Só que eu consegui uma conta de testes e resolvi testar, assistir pelo menos uns episódios, afinal era de "graça".

Foi dai que me surpreendi com o que vi por aqui e contratei 1 mês pra testar, depois um ano e ai acabei ficando até hoje e agora não largo mais e recomendo a todos.

A Crunchroll me fez perceber que eu na verdade estava pagando caro por um de "graça" sem perceber.
Mas porque isso?

Simples, eu notei as vantagens de pagar por um serviço que é barato, mantém uma vasta gama de animes atualizada em curtíssimo espaço de tempo, é confiável, pega em múltiplos dispositivos e serve de repositório para meus animes prediletos.

Pois as pessoas não percebem, é que mesmo o "gratuito" da pirataria, envolve um custo invisível.

Muitos aqui sabem como era trabalhoso cuidar de nosso hobbie na internet:
- Procurar Fanssubers/Reupers
- Esperar por um tempo indeterminado por atualizações
- Encarar links problemáticos, lentos e pouco confiáveis
- Ter muitas vezes de assistir com baixa qualidade
- Encarar quilos de propagandas
- Mimimi interno e entre grupos de fanssubers
- Cancelamentos repentinos de projetos e Hiatos
- Vírus/malwares e mais muita propaganda

E por ai vai.

Ou seja, muita gente não percebe o tempo, esforço, saco e custo adicionais que tem ao pegarem o "gratuito" e que isso muitas vezes vale mais do que dinheiro, isso sem contar que se você quiser manter o que baixou, já que nenhum destes servidores é confiável vc tem que gastar uma grana com DVDs virgens, pendrives e unidades externas.

Ou seja, é o caso que foi dito acima do kra que não quer pagar a Crunchroll. Mas acaba pagando 15 conto num DVD numa feira de animes.

E isso tudo ignorando o idealismo de que na pirataria o autor e os produtores não recebem nada. Apenas pra mostrar o quanto trabalho e desvantagens a pessoa que consome a pirataria tem achando que é bom negocio e que tudo na internet tem de ser de "graça". Mas não percebe que ta tendo muito mais custo com isso do que imagina.

Mas do mesmo jeito que teve jeito pra mim, acredito que tenha pra outros, tanto que a Crunchroll continua crescendo.

Mas sendo sincero, o "gratuito" ainda tem sua utilidade. No passado foi ele que fez o anime se tornar algo famoso entre minha geração (a CR só nasceu graças a isso) e hoje ele é uma lembrança a todo o mercado online atual (crunchroll, netflix e cia) de que eles precisam continuar fornecendo um serviço amplo e de qualidade, pois a pirataria está sempre ao lado esperando pela oportunidade perdida deles, assim como fez com os antigos distribuidores e produtores de animes no passado.


Já no caso de outras mídias há também outro fator diferente. Elas buscam um publico alvo mais de colecionadores do que o público em geral. E este publico mais seleto por coleção e qualidade estes são bem mais raros no Brasil, tanto por questões financeiras como culturais. Para o publico geral, serviços como a CR e o Netflix são mais práticos e acessíveis. Acho apenas que no caso CR faltam mais tipos diferentes de animes como longas e OVAs e na Netflix falta simulcast. Mas se forem inteligentes farão isso no futuro, ou alguém mais (oficial ou pirata) fará por eles.
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Posted 5/8/14 , edited 5/9/14
Fico até um pouco irritado com isso, já vi várias discussões sobre como melhorar o mercado de animes no Brasil, mas nunca vi nada por parte dessas pessoas, que sempre dizem que tem que esperar alguma coisa sair pra começar a compra, sendo que a única coisa que vejo sair é mangá, que o Brasil já tem um mercado até que bom. E ainda tem aqueles se dizem fã, mas não querem desembolsar nenhum centavo pro mercado, que pede anime dublado mas não quer pagar por ele e que ainda esperam voltar pra televisão, quando eles vão perceber que anime não vai voltar pra tv, ou pelo menos não tão cedo, PlayTV pra mim foi uma exceção, nenhuma emissora vai querer investir em anime pois acha que não vai dar lucro, e é obvio que não vai dar até que os que se dizem fãs mostrarem que pode dar lucro.

PlayArte e Focus são as únicas que estão tentando investir nisso(não citei a Diamond pois não conhecia ela antes de DBZ: Batalha dos Deuses, e não sei muita coisa sobre ela), mas elas não sabem lidar com o publico, um exemplo disso é se assistir o vídeo do primeiro episódio de CDZ Ômega que foi exibido no Anime Friends e vê a histeria do pessoal, mas quando chegou o lançamento, dois dias depois achei o primeiro box inteiro no youtube com mais de 12 mil visualizações cada episódio e comentários pedindo pro dono do canal trazer o resto quando saísse, a PlayArte podia muito bem chegar lá e tirar tudo, a série é dela.

São coisas como essa que me deixam indignado com o mercado de animes do Brasil, sei que não tem muita coisa haver, mas ás vezes quando vejo um anime tendo sua dublagem anunciada em inglês eu fico com raiva, porque até 3 meses atrás ele tava passando na tv japonesa, enquanto isso nada pro Brasil. Se alguém que conhece o mercado nacional e sabe como funciona, como está sendo discutido nesse tópico não vai em uma dessas distribuidoras e fala como lidar com o público, ou então não abre uma distribuidora e começa a trazer animes pra cá, sei que é caro e tem muita burocracia, mas tudo tem que começar de algum lugar essas distribuidoras não nasceram grandes da noite pro dia começaram trazendo alguma coisa mais barata pra depois trazerem os grandes.

Coloquei pra fora tudo que tinha pra dizer, tirei um peso da consciência. Desculpem se fui grosseiro de alguma forma, eu só me irrito fácil com isso.
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Posted 5/8/14
Quando a Globo matou a tv globinho, ela praticamente matou o mercado de animação em tv aberta. Afinal o Gloob está ai e para não concorrer consigo mesmo acabou sendo a solução. Afinal quem assiste tv é só dona de casa, rs.
A renda subiu em partes, pois a inflação acumulada dos últimos cinco anos destruiu o poder de compra do real, 100 reais não vai metade de uma cesta básica.
Teve um boom no crescimento de usuários de internet no Brasil, mas mais por um motivo; Smartphone! Uma imensa parcela da população brasileira não tem condições de comprar um computador. Muitos não tem um pc, mas conseguem comprar um smartphone por 200~300 reais. E isto pode até explicar o fato de que as pessoas comentam por exemplo no facebook alguma notícia sem ler a respectiva, apenas pela chamada do post, afinal para que esperar 10 minutos pra abrir uma página se um comentário besta só leva um minuto, rs.
E até mesmo o mercado de mangás, é algo recente, mas já se segura nas próprias pernas. Um fato que agrava mais o mercado de animação nacional, além da morte da tv globinho é a falta de produções nacionais, a única emissora que tem produções nacionais seriadas é a Tv Cultura, pelo animatv (incentivo do governo). Não sei se alguém viu Tromba Trem (só lembro dele agora, rs). Quando o país não produz ele tende a não consumir também. E mesmo o animatv está miado, acho que nem teve edital ano passado.
O Crunchyroll praticamente salvou o Brasil do limbo do mercado de animes, e agora o Netflix está investindo mais. A situação é ainda pior do que falaram, e pra fechar o caixão...
Se não for o é um dos piores efeitos deixados e consumados já no primeiro mandato do Lula. Quando você tem um presidente que faz questão de afimar que nunca precisou ler um livro para chegar onde chegou, e ainda debochar sobre, faz-se o simples Elogio da Ignorância e eleva a mutreta como mote para o "sucesso", a primeira instância que sofre é a indústria cultural (filmes, livros, desenhos, música, etc). Se o rei é um ignorante o plebeu será o que? Ele vai se espelhar em quem? rs
Mês passado li sobre uma tentativa do governo no Reino Unido para reviver a indústria de animação, já que apenas se contabilizava duas séries animadas produzidas localmente, e conseguiram, ao reduzir os impostos para os estúdios e produtoras e reverter parte destes como crédito para investimento, em três meses mais de 20 projetos entraram em produção.
O Japão é o maior exportador de cultura do mundo e mesmo com a economia em recessão eles se mantém como posto de influência mundial, não é mais o segundo, mas ainda está bombando, rs.
Pra jogar a terra por cima, os japoneses sem bem conhecidos como difíceis em negociações, e todas as emissoras no Brasil tem a cauda presa com tanta malandragem e gente incompetente que ver animes em horário nobre é algo que ficou atrás, lá para trás... Quando a Band passou Slayers no Band Kids na hora da novela das nove. As emissoras no Brasil se resumem a jornais mal informados, novelas ruins e programas de fofoca.
Por hora o caminho aqui é o stream pela internet, 2014 para o mercado de vídeo só a coleção com 3 filmes do Ghibli, mas sempre há esperança no fundo do poço só resta uma opção, subir, rs.
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22 / M / Minas Gerais
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Posted 5/8/14

yuriccp wrote:

Muitos aqui sabem como era trabalhoso cuidar de nosso hobbie na internet:
- Procurar Fanssubers/Reupers
- Esperar por um tempo indeterminado por atualizações
- Encarar links problemáticos, lentos e pouco confiáveis
- Ter muitas vezes de assistir com baixa qualidade
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- Vírus/malwares e mais muita propaganda




Essa imagem aqui resumi o que é assistir anime por fansub.

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22 / M
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Posted 5/8/14

Arkloust wrote:

Essa imagem aqui resumi o que é assistir anime por fansub.



bem isso, a situação atual do mercado de animes em geral no brasil não vai mudar nunca se depender desses "fans" a não ser que os próprios Fansubs e sites do gênero mudem, eu posso dizer isso porque já administrei um grande site de animes e digo o mercado não cresce por causa de Fansubs "Grandes" e os milhões de sites de Re-Encode ou se parassem de legendar os animes licenciados no brasil "alguns fazem isso mas são raros esses" pode ter certeza que com um certo tempo teria um aumento de assinantes na CR, mas até que isso aconteça pode demorar muito e coloque muito nisso.
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Posted 5/9/14 , edited 5/9/14
Gostaria de fazer um pedido a quem for postar: o objetivo aqui não é comentar sobre os animes que passam ou passaram na TV aberta. Sabemos que as emissoras de TV brasileira não gostam de exibir em sua grade animes (exceto a extinta TV Manchete, que saudades), pelos preconceitos que relacionei acima. Quando exibem, exibem com trechos mutilados, censurados e até alterados (ainda tenho raiva da Tv Bobo pelo que ela fez com Dragon Ball Z e Sakura Card Captors). Isso é só um desabafo, é que é um assunto tão desagradável que prefiro nem falar a respeito.

Já a iniciativa da PlayTV é digna de elogios. Depois da morte dos canais Locomotion e Animax ficamos órfãos de animes nos canais fechados. E toda a iniciativa nesse sentido deve ser valorizada.

Brasileiro tem que aprender a pôr a mão no bolso e não esperar que os outros tenham a obrigação de dar de graça coisas de qualidade. Tudo tem um preço, e se nós quisermos coisas de qualidade, temos que estar prontos para pagar esse preço, ou então vamos continuar aceitando a mediocridade do "do jeito que tá, tá bom".

Concordo com o que a maioria diz: o caminho das pedras está nas exibições em streaming, aonde você pode assistir ao seu anime, filme, série ou mesmo cartoon favorito onde, como e quando quiser, sem ficar preso a alguma ditadura de horário de exibição.

E aproveito para dar um alerta a quem tenha interesse em distribuir animes no mercado nacional: o CR será um parceiro valioso. Vamos sonhar um pouco: um anime é exibido na grade do CR e, se alguém tiver interesse em comprá-lo, terá um link que irá direcionar para um site de vendas online ou mesmo para o site da produtora com preços convidativos na pré-venda. É claro que isso é uma solução a longo prazo, mas o primeiro passo de gigante já foi dado com a presença do CR.

E, por fim, aproveito para defender o trabalho dos fansubs: eu mesmo sou tradutor de um desses subs e sei como é um trabalho difícil e desgastante. Ninguém é relógio para trabalhar de graça e, mesmo assim, eles fazem (ou pelo menos tentam fazer, o que já alguma coisa) um trabalho razoável. E se levarmos em consideração que a questão da licenciatura impede o CR de exibir muitos animes, podemos dizer que os fansubs ainda são um mal necessário.
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Posted 5/9/14 , edited 5/9/14
Agora vou discordar um pouco de vocês.

Vcs entraram num aspecto que eu evitei propositadamente até agora pois foge um pouco do contexto. Mas acabaram tocando no assunto.

Esqueçam a TV!
A TV como conhecíamos TV está quase morta!
E isso não é de agora não, nem é exclusivo de animes.

A internet está simplesmente esta matando a TV. Todas as emissoras, abertas e pagas sofreram e continuam sofrendo perda de audiência e consequentemente de dinheiro por que simplesmente deixamos de assistir.

Além disso, em todos estes anos que vim acompanhando a TV, assisti um show de horrores de descaso por parte dos canais de TV quanto a tudo exceto novelas e sensacionalismo.

Os animes no horario nobre na TV aberta acabaram a anos atrás por descaso das emissoras em manter a programação. Sempre começavam bem com uma boa programação de animes. Mas depois que acabava pq não atualizavam. Quase nunca trocavam um anime e os únicos q lembro que era continuados eram Cavaleiros na extinta Manchete, Tenshi Muyo na Band e DBZ que só era continuado por investimento do CN nele, porque se depende-se das emissoras abertas os dubladores passavam fome) e acabavam por perder toda audiência que tinha conseguido no inicio.

Na TV fechada era bem menos ruim. Mas continuava mal!
A extinta Locomotion e o CN traziam uma variedade muito interessante de animes e até certo ponto os mantinham atualizados.
O CN trouxe a série completa de DBZ e Pokemon. Mas pecava na falta de variedade e por ser focado apenas no publico infantil.
A Locomotion era a melhor, tinha uma variedade enorme de bons animes num horário relativamente bom. Eu lembro de minha adolescência acompanhando em seqüência Evangelion (na dublagem clássica fantástica, onde era realmente emocionante), Saber Marionnete, TWHE e Bubble Gum Crisis Tokyo 2040, e tinha o que eu mais gostava, o Japanimotion e o Animafilmes nas noites do sábado e domingo respectivamente que eu adorava, pois sempre tinham algo diferente, passam filmes e OVAs de todos os tipos. Assisti os 6 OVAs de Saber Marionnete J Again lá, BurnUP Warriors, Oh My Goddess (que os OVAs são bem mais legais e emocionantes que a série), os clássicos filmes de Ghost in the shell, Akira, Martian Sucessor Nadeshiko, Macross, Gun Smith Cats dentre vários outros.
Mas depois virou a Animax trouxe muitas coisas novas. Mas fez a infelicidade de matar a parte de OVAs e Filmes que era o melhor da Loco e também raramente trazia novidades e acabou por má administração.

E com isso todos nos corremos para a internet. Onde o trabalho de fans, mesmo com toda a desorganização, era muito mais sério do que o das emissoras de TV até chegarmos a CR.

Mas não só por isso, como a praticidade da internet de assistir o que quiser, quando quiser e puder, sem estressar com intervalos, demoras e falta de variedade roubou a atenção de toda uma geração para o computador e praticamente deixamos de assistir TV exceto para ver um telejornal, esportes e documentários.

Com isso sobrou pra TV, especialmente a aberta, um publico que não tinha acesso a internet, que adora programas de baixo calão e sensacionalista. Hoje a Globo luta, constantemente mudando formato e o perfil até de suas novelas a fim de tentar atrair um publico que não se importa mais em assistir TV. Mas pessoalmente não acho que vá conseguir muita coisa.

Hoje, eu ligo a TV na hora de comer e assisto o q tiver passando na Discovery Channel, NetGeo e canais afiliados, vejo o que passa de interessante e depois volto pro PC. Simplesmente porque não vou começar a assistir uma série pela metade, que quem sabe lá quando e se vai continuar e manter atualizada, ou algum filme que já passou 200 vezes na TV.

E por fim as outras vantagens da internet como a capacidade de jogarmos e a comunicação multidirecional tiraram completamente nossa atenção da TV. Afinal eu não estaria postando num fórum especializado em animes de um canal de transmissão de animes pela TV e ao fazer isso estou deixando de assistir TV tmb.

Então não falem da TV, porque pior que o descaso do público com os animes, foi o das emissoras com a transmissão, se hoje todo o publico fiel foi todo parar na internet em boa parte é por causa das próprias transmissoras de TV brasileiras.
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25 / M / Em casa
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Posted 5/9/14
Eu concordo que a época da TV como conhecíamos está chegando ao fim. Principalmente em se tratando de uma TV como a brasileira, que praticamente nada cria, em geral só recicla ou licencia conteúdo estrangeiro (e leia estadunidense no lugar de estrangeiro, porque é né). Não acredito que ela vá desaparecer, mas deve ocupar uma posição secundária como o rádio.

E mesmo que não fosse o caso, o fato é que não é em todo lugar do mundo que se tem um público consumidor como o Japonês, disposto a acompanhar religiosamente seus animes na TV. Os próprios Estados Unidos quase não exibem animes. Fora uns poucos em que apostam numa maior audiência, a grande maioria vai direto para Home Video. Então, falar sobre exibição televisiva de animes no Brasil parece mais do que precipitado.

Voltando ao mercado em si, não dá para negar que, infelizmente, ainda está muito enraizada a cultura do "Pagá pra quê se posso baixá di graça?" ou às vezes até mesmo, como algumas pessoas citaram aqui no tópico, pagar caríssimo por uma qualidade baixíssima. Mas não acredito que seja o que realmente está travando o mercado de animes em Home Video no Brasil. Quer dizer, bem ou mal ainda vemos um sem número de séries e filmes sendo comercializados e seu alvo é o mesmo povo brasileiro, com a mesma mentalidade do "espertão", só muda a proporção.

Acredito que o problema de verdade está em um ciclo vicioso envolvendo os fãs e as empresas licenciadoras. A discussão fica sempre entre o "Não adianta investir porque não vende" e o "Não vou pagar tão caro por algo feito nas coxas". No fim das contas as empresas não capricham no material porque os fãs não compram e os fãs não compram porque as empresas não capricham no material.

Não que eu esteja dizendo que a solução é sair comprando o que quer que lancem como quer que lancem. As empresas assumem o risco do negócio e se querem vender tem mais é que fazer bem-feito! Até porque, convenhamos, enquanto vender eles vão é achar que o público está satisfeito e fazer mais do mesmo. Não, nosso papel é comprar quando virmos finalmente surgir aquela exceção, aquele DVD ou BD que realmente capricharam e valha cada centavo. Enquanto ele não aparece, talvez uma pressão em cima das empresas, enviando e-mails não só reclamando, mas dando sugestões de como queremos os produtos, seja o melhor jeito de fazer nossa parte como fãs e consumidores.

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