Post Reply A Maldição da Viuvice
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Posted 6/27/16
Estamos velhos demais para certos animes...

Bom, resolvi começar com essa frase para falar de um dos males que aflige o fandom mundial, ao lado da inveja: A Viuvice.

Desde Anuncio de continuações de animes clássicos protagonizadas pelos mesmo personagens que estes acabam ganhando uma supervalorização do público, nem sempre estes sendo correspondidos com a qualidade que eles esperam de um anime. Enquanto isso, novas temporadas e séries ambientadas no mesmo mundo ou em mundos ligados a primeira série, mas com elementos novos (e um pouco dissonantes), são execrados e denunciados pelo mesmo fandom.

Então, queria saber como o Fandom do Crunchy encara esse fenômeno que afasta investidores desse meio...
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26 / M
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Posted 6/29/16

CamiloKUFS001 wrote:

Estamos velhos demais para certos animes...

Bom, resolvi começar com essa frase para falar de um dos males que aflige o fandom mundial, ao lado da inveja: A Viuvice.

Desde Anuncio de continuações de animes clássicos protagonizadas pelos mesmo personagens que estes acabam ganhando uma supervalorização do público, nem sempre estes sendo correspondidos com a qualidade que eles esperam de um anime. Enquanto isso, novas temporadas e séries ambientadas no mesmo mundo ou em mundos ligados a primeira série, mas com elementos novos (e um pouco dissonantes), são execrados e denunciados pelo mesmo fandom.

Então, queria saber como o Fandom do Crunchy encara esse fenômeno que afasta investidores desse meio...


Eu acho que entendi a sua ideia. Seria algo como foi com a série Fate/Stay Night? No caso dela, surgiram:
- Fate/Zero;
- Fate/Kaleid Liner Prism Illya;
- Fate/Stay Night Unlimited Blade Works.
- Ou ainda a relação entre Sakura Card Captors e Tsubasa Chronicles?

Como deve saber, o original passou a ser mal visto depois de Fate/Zero, mas eu considero que UBW conseguiu fazer uma abordagem mais interessante e clara que o seu original.

No contexto, o que seria deturpado é a história paralela sobre a Illya, segundo a lógica fanática por acreditar que o nome da série e/ou os seus personagens devem manter sua essência por si só - é o que imagino acontecer com os fanáticos, mas eu não considero relevante para uma série. O resultado do novo enredo e o desenvolvimento das tais personagens me parecem sempre mais intrigantes.

Isso é parecido com o que acontece na interpretação do Alcorão - o livro sagrado equivalente à Bíblia cristã - e enquanto um grupo o interpreta, o outro leva ao pé da letra e derrotar os infiéis significa atacar o "mal" pela raiz (e nada mudará essa ideia fixada).

Agora, retornando ao assunto principal: somos todos viúvos e viúvas de alguma série e seus personagens. Seja pela razão que for, o que é preciso entender é:
- Existe mais de uma interpretação para um mesmo universo;
- Uma nova versão totalmente distanciada não elimina a primeira história, mas é um mundo novo e paralelo ao primeiro - ou uma nova dimensão com a manutenção de elementos ou adição/adaptação;
- No final das contas, tudo novo, exceto personagens e algumas essências.

O fato dos fiéis em rejeitar tais mudanças ou negar novas maneiras de enxergar o universo apenas modifica o grupo que sai do original e passa a dar valor positivo à nova história. Normalmente, já é difícil em se agradar a todos, então, é mais simples atrair novos fãs e deixar os antigos fervorosos de lado, pois esses são irredutíveis e fixados com valores que não se aplicam com a "nova realidade".

Talvez falte uma pesquisa melhor e determinar de fato qual será o público alvo para estes animes, no caso, que são dissonantes dos seus originais/base. Muitas das críticas negativas são relacionadas aos grupos que não aceitam mais de uma versão ou perspectiva (Preto ou Branco, nunca Cinza).

No meu entender, trata-se de limitação do público mais fanático, mas esses deveriam compreender que quando se destrói um projeto alternativo, também se mata o seu personagem favorito, pois ele não voltará a participar de uma nova história e isso vai diminuindo qualquer chance de revê-lo numa nova aventura. Além da desvalorização para o mercado, o torna ainda mais improvável qualquer outro retorno aos "holofotes" para suas novas aparições e até mesmo petição para uma sequência do original e com base nele.
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31 / M / Natal, Rio Grande...
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Posted 6/29/16

Z3SJack wrote:


CamiloKUFS001 wrote:

Estamos velhos demais para certos animes...

Bom, resolvi começar com essa frase para falar de um dos males que aflige o fandom mundial, ao lado da inveja: A Viuvice.

Desde Anuncio de continuações de animes clássicos protagonizadas pelos mesmo personagens que estes acabam ganhando uma supervalorização do público, nem sempre estes sendo correspondidos com a qualidade que eles esperam de um anime. Enquanto isso, novas temporadas e séries ambientadas no mesmo mundo ou em mundos ligados a primeira série, mas com elementos novos (e um pouco dissonantes), são execrados e denunciados pelo mesmo fandom.

Então, queria saber como o Fandom do Crunchy encara esse fenômeno que afasta investidores desse meio...


Eu acho que entendi a sua ideia. Seria algo como foi com a série Fate/Stay Night? No caso dela, surgiram:
- Fate/Zero;
- Fate/Kaleid Liner Prism Illya;
- Fate/Stay Night Unlimited Blade Works.
- Ou ainda a relação entre Sakura Card Captors e Tsubasa Chronicles?

Como deve saber, o original passou a ser mal visto depois de Fate/Zero, mas eu considero que UBW conseguiu fazer uma abordagem mais interessante e clara que o seu original.

No contexto, o que seria deturpado é a história paralela sobre a Illya, segundo a lógica fanática por acreditar que o nome da série e/ou os seus personagens devem manter sua essência por si só - é o que imagino acontecer com os fanáticos, mas eu não considero relevante para uma série. O resultado do novo enredo e o desenvolvimento das tais personagens me parecem sempre mais intrigantes.

Isso é parecido com o que acontece na interpretação do Alcorão - o livro sagrado equivalente à Bíblia cristã - e enquanto um grupo o interpreta, o outro leva ao pé da letra e derrotar os infiéis significa atacar o "mal" pela raiz (e nada mudará essa ideia fixada).

Agora, retornando ao assunto principal: somos todos viúvos e viúvas de alguma série e seus personagens. Seja pela razão que for, o que é preciso entender é:
- Existe mais de uma interpretação para um mesmo universo;
- Uma nova versão totalmente distanciada não elimina a primeira história, mas é um mundo novo e paralelo ao primeiro - ou uma nova dimensão com a manutenção de elementos ou adição/adaptação;
- No final das contas, tudo novo, exceto personagens e algumas essências.

O fato dos fiéis em rejeitar tais mudanças ou negar novas maneiras de enxergar o universo apenas modifica o grupo que sai do original e passa a dar valor positivo à nova história. Normalmente, já é difícil em se agradar a todos, então, é mais simples atrair novos fãs e deixar os antigos fervorosos de lado, pois esses são irredutíveis e fixados com valores que não se aplicam com a "nova realidade".

Talvez falte uma pesquisa melhor e determinar de fato qual será o público alvo para estes animes, no caso, que são dissonantes dos seus originais/base. Muitas das críticas negativas são relacionadas aos grupos que não aceitam mais de uma versão ou perspectiva (Preto ou Branco, nunca Cinza).

No meu entender, trata-se de limitação do público mais fanático, mas esses deveriam compreender que quando se destrói um projeto alternativo, também se mata o seu personagem favorito, pois ele não voltará a participar de uma nova história e isso vai diminuindo qualquer chance de revê-lo numa nova aventura. Além da desvalorização para o mercado, o torna ainda mais improvável qualquer outro retorno aos "holofotes" para suas novas aparições e até mesmo petição para uma sequência do original e com base nele.


Exatamente isso...
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28 / M / Brusque - SC
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Posted 6/30/16 , edited 6/30/16
Eu não me preocupo muito com isso, tem uma teoria que quando vamos ficando velho ficamos mais criteriosos e etc. Realmente eu acho bacana por exemplo ver o Digimon ganhando uma nova serie, porque eu passei bons tempos ao lado desse anime, mas não desmereço o que assisto ou assisti.

Só que existe animes bons e ruins, antigamente eu assistia ruins hoje já não assisto.

O que é ruim para mim? Cara não sei te dizer, eu acho anime bom que ninguém gosta, e ruim aqueles que todos gostam.

Por exemplo já não curto assistir Shokugeki No Souma, foge muito do senso comum sei la, mas seria um anime que eu ia ficar encantado a muito tempo atras.

Eu nao sei que tipo de resposta voce espera mas, gosto é gosto, criticar, opinar e elogiar faz parte....
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Posted 6/30/16
Eu acho que isso depende muito da pessoa e também da obra original.

Isso é muito mais comum, por exemplo, com o heavy metal: o disco novo da banda que o cara adora não é bom o suficiente porque um membro da banda foi trocado, ou porque os caras estão "velhos", ou porque a banda "se vendeu ao mainstream", e honestamente, só dá pra saber se esses argumentos são validos ou não analisando caso a caso. Todos os argumentos são plausíveis, mas sem fatos é impossível concluir algo. É possível que a banda continue com a mesma qualidade de antes, e a reclamação seja infundada. Pode ser também que a qualidade da banda tenha sido duvidosa desde o começo, e o cara nunca notou.

É a mesma coisa com animes: o escritor pode ter perdido a mão, ser ruim mesmo, ou eu posso estar viajando. Idem pro diretor, ou pro estúdio de animação. Pode ser que pessoas chaves da staff tenham sido trocadas.

Alguns exemplos dos quais eu me envolvo ativamente em criticar vem dos jogos: as séries Megami Tensei e Castlevania. Ambas sofrem basicamente do mesmo problema, manifestado de forma diferente:
- Com MegaTen, temos um spin off que se tornou uma marca mais forte que a sua progenitora (Persona) e o desejo da empresa de mudar a direção da série como um todo e fazer-la render mais. No processo, a staff original da série que se mantinha estável por 15 anos foi dissolvida em favor de pessoas com uma pegada totalmente diferente.
- Já com Castlevania, a queda de popularidade gradual da série fez com que a empresa olhasse para fora, o que estava carregando o gênero adiante e era considerado moderno, e resolveu mudar a série completamente na tentativa de pegar carona e levantar as vendas. Novamente, a equipe consolidada que cuidava da série a mais de 10 anos se dissolveu.

Eu posso argumentar, em ambos os casos, que foram retrocessos. Muita gente vai discordar de mim. Eu não consigo entender como alguém pode preferir Persona 3 ao Nocturne, ou Lords of Shadow ao Symphony of the Night, mas essas pessoas existem e a opinião delas deve ser levada em conta, afinal são público.

Em compensação, quando eu vejo alguém reclamando de, sei lá, Dragon Ball Super, eu não consigo concordar: DB teve uma queda de qualidade visível (e proposital, pra quem conhece a história do Toriyama) a muuuuito tempo atrás. As vezes eu acho até que a reclamação sobre DBGT é infundada também, porque a série já não era mais aquela maravilha, e o envolvimento ou não do criador faria pouca diferença.

E sim, os 3 primeiros parágrafos eram tudo que você precisava ler, o resto foi uma mistura de exemplificação com resmungos.
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