Cobertura do evento de lançamento de Boku no Hero Academia

O JBC Henshin+ Pocket ocorreu na Fnac do Shopping Morumbi, em São Paulo

Ontem, dia 8 de outubro de 2016, na Fnac do Shopping Morumbi/SP, ocorreu o evento JBC Henshin+ Pocket para o lançamento de Boku no Hero Academia (ou, como chamado no Brasil, My Hero Academia), e a Crunchyroll.pt esteve presente para acompanhar tudo de pertinho. Fizemos a cobertura ao vivo pelo nosso Twitter (siga para receber novidades!) mas caso você tenha perdido, juntamos tudo o que rolou no evento neste post!

 

Também teremos uma análise do mangá em breve! Fiquem ligados!

 

 

Abertura

 

O bate-papo teve a presença de alguns integrantes da editora, como Marcelo Del Greco, Erika Huang, Denis Takata e Edi Carlos. Após se apresentarem com seus nomes e suas funções na empresa, a equipe exibiu um vídeo mostrando algumas das principais obras lançadas em 2016.

 

 

 

Boku no Hero Academia no Brasil

 

Marcelo Del Greco comentou que foi uma vitória para a editora trazer a obra para o Brasil, e que a competição (com outras editoras) havia sido muito grande. O mangá foi o primeiro grande sucesso do autor, Kouhei Horikoshi, além de estar sendo um grande triunfo na editora japonesa em que é publicado, a Shueisha. Kouhei disse em conversas e entrevistas que a obra possuía tudo que ele sempre quis colocar em um mangá.

 

 

Boku no Hero Academia explodiu no Japão, com adaptação em anime (confirmação da segunda temporada do mesmo), ótimas vendas no mangá, card games e até um café temático, com drinks inspirados na obra. Com tudo isso, a editora JBC já estava "de olho" há tempos, sempre mantendo contato com a Shueisha. A editora japonesa possui um enorme carinho com a obra, inclusive comentou com Edi Carlos, gerente de marketing: "cuidem bem do nosso bebê".

 

 

Marketing e brindes

 

Edi Carlos disse que Boku no Hero Academia possui uma atenção especial no marketing da empresa, que vem evoluindo com o tempo. Redes sociais, divulgação por eventos e pontos de venda são o foco. Com a nova obra, a editora decidiu fazer publicidade nos metrôs de São Paulo, com planos para fazer o mesmo para outras obras no futuro, caso o resultado seja positivo.

 

Há também melhorias nos brindes que vêm com mangás e assinaturas dos mesmos, como a sobrecapa com pôster. Para o novo lançamento, foram lançadas duas sobrecapas. Uma com número limitado de unidades, para livrarias e lojas especializadas, que possui pôster de um lado e a própria sobrecapa de outro, em preto e branco. Já a outra versão, exclusiva dos assinantes do mangá, possui um lado metálico e o outro com a capa original japonesa. Quem fizer a assinatura também receberá um marcador exclusivo com transparência, mostrando Deku na parte da frente com All Mighty ao fundo.

 

 

Outros brindes serão enviados ao longo dos lançamentos dos volumes restantes.

 

 

Adaptações para o Brasil

 

A editora JBC reforça que o nome My Hero Academia foi escolhido pela editora japonesa Shueisha, e não por eles. O logo da obra, inclusive, precisava ser adaptado, e acabou virando uma homenagem ao herói americano Super-Homem (apesar do personagem All Mighty ter a grande referência do Capitão Britânia, escolheram o Super-Homem por ser bem mais icônico).

 

A capa original do mangá faz sátira com quadrinhos americanos (chamados muitas vezes de "comics"), e a editora brasileira acabou tendo várias dificuldades com a adaptação da mesma por causa da sobrecapa extra. Erika Huang, assistente de arte, também comentou sobre o problema em colocar capas originais nas bancas, já que muitos jornaleiros acabam expondo o mangá do lado errado, o que acaba não deixando o mesmo visível e chamativo. A solução, no caso de Boku no Hero Academia, foi colocar a capa original na parte interna.

 

 

Muitos kanjis são desenhados pelo autor, nesse caso, é função dos editores de arte apagarem, redesenharem e colocarem os textos traduzidos em português na página. As fontes usadas na obra também são muito importantes e mostram emoções e sentimentos dos personagens. Os funcionários da editora se esforçaram ao máximo em alterar a obra original sem perder a fidelidade, mantendo a experiência japonesa na edição brasileira.

 

A tradução para o português sempre é muito difícil, ainda mais no novo lançamento, já que possui muitos trocadilhos que só funcionam em japonês. A JBC, que possui todas as traduções terceirizadas, tem cuidado em manter as intenções das falas, já que muito duplo sentido e entrelinhas são perdidos em uma tradução literal, do mesmo jeito que ocorria em dublagens antigas de animes no Brasil, como lembrou Marcelo Del Greco.

 

 

Para quem conhece o mangá ou o anime: os superpoderes serão conhecidos como "dons". A palavra individualidade, apesar de ser uma tradução mais direta do original, é muito longa, e "dom" acaba mostrando a ideia original e cabe bem nos espaços da obra. A editora também evita colocar palavras em outras línguas, como o inglês, e só as mantém quando necessário (e nesse caso, usam notas de tradução). No final do primeiro volume brasileiro, há curiosidades da tradução.

 

Todos os nomes em inglês (na obra original) foram mantidos, mas os nomes japoneses de super-heróis foram traduzidos.


 

No Japão, há opção de colocar "legendas" perto do que está escrito para o autor mostrar o jogo de palavras que quer. Neste caso, a editora JBC decidiu colocar textos sobrepostos, com as frases em inglês na frente (o que o personagem realmente fala) e a tradução das mesmas por trás (o que a frase significa).

 

 

"Vamos! É pro monstro sair da jaula!"


 

Após uma polêmica sobre a tradução de uma fala sair como "Vamos! É pro monstro sair da jaula!" (uma óbvia referência a um "meme" brasileiro), Marcelo del Greco explicou que isso é um recurso bem usado na dublagem, e que acaba transformando o texto original de uma maneira mais reconhecível para o público. Ele também diz que o mesmo deve ser usado com cuidado, para que, mesmo que o "meme" passe, a frase seja entendida depois.

 

 

O que você achou do lançamento de Boku no Hero Academia?

Você concorda com o uso de memes na tradução? Comente!

 

 


Gabriel F Gonzales (ou apenas yushuu) é redator de notícias na Crunchyroll.pt, amante de livros e nerd desde criança. Pronuncie corretamente Cthulhu (saia da jaula) e siga-o no Twitter.

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