RESENHA: Grandes aventuras e combates épicos! Recomendações de JRPGs lançados na oitava geração de video games

Consoles como PlayStation 4, Xbox One e Nintendo 3DS tiveram títulos que marcaram a história

The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel III

 

Nesse mês de novembro de 2020 acontece o lançamento dos próximos video games da Sony e Microsft: o PlayStation 5 e o Xbox Series X/S. Com eles, tem-se início à nona geração de consoles, ao mesmo tempo em que a geração atual vai aos poucos fechando suas cortinas. A que ficou conhecida como oitava geração foi marcada por diversos títulos memoráveis que mostraram como jogos poderiam ficar incríveis em Full HD, ou com funcionalidades bastante criativas.

 

Dentre tantos gêneros, o JRPG ficou bem servido nessa geração que perdurou por quase uma década. Aproveitando esse momento de transição, nós da Crunchyroll.pt relembramos diversos grandes JRPGs da geração que se encerra e montamos uma lista para recomendar a você esses jogos de um gênero tão emblemático dos video games! Essa lista é tanto para você que quer relembrar suas boas horas farmando experiência e itens, como para quem recentemente adquiriu um PS4, Xbox One ou até mesmo um Nintendo 3DS, tem toda uma biblioteca de jogos a sua disposição e está em busca de recomendações de JRPGs!

 

Para efeito de organização, levamos em consideração os jogos lançados entre os anos de 2012 a 2020, período que abrange o lançamento dos consoles PlayStation 4 / Xbox One até a chegada dos seus respectivos sucessores: PS5 e Xbox Series X/S.

 

Agora, sem mais delongas, prepare-se para desbravar diferentes mundos, vivenciar histórias incríveis e vamos lá!

 

Final Fantasy VII: Remake (PS4)

Final Fantasy VII: Remake

 


Em 2015, após várias especulações e desejo dos fãs, a promessa foi feita: Final Fantasy VII teria um remake para a geração do PlayStation 4. Após 5 anos o jogo finalmente saiu e não apenas atendeu as expectativas dos fãs mais exigentes, como trouxe mecânicas novas, aprimoramento do sistema de combate implementado em jogos recentes da Square Enix e muitas outras novidades. Um JRPG onde você dita o ritmo do combate, com inimigos bem elaborados e mesmo sabendo o que vai acontecer na história e com determinados personagens, ainda nos cativam e nos guardam surpresas inesperadas!

 

Chegamos a elaborar uma análise destrinchando ainda mais sobre o remake, então confira lá se quiser saber mais o que achamos no remake do Final Fantasy VII. Mas em resumo, fica evidente que ele se enquadra como uma das melhores experiências em video games de 2020.

 

 

NieR:Automata (PS4, Xbox One e Steam)

NieR:Automata

 


Antes do NieR: Automata sair, era preciso um esforço a mais para apreciar os jogos dirigidos por Yoko Taro. Fosse por suas propostas serem o nicho do nicho, fosse por seu gameplay ser ora mediano, ora legitimamente ruim. Porém os deuses resolveram sorrir para Yoko Taro e através de uma parceria da Square Enix com a PlatinumGames, finalmente as ideias de Taro chegariam a um público maior, que seria agraciado com um RPG de ação, com combates legitimamente frenéticos e de extrema fluidez!

 

NieR: Automata é certamente uma das surpresas mais felizes dessa geração e surpreende ainda mais que sua história, totalmente centrada no embate entre androides e robôs, seja uma das maiores alegorias a tudo que o ser humano representa e significa.

 

 

Pokémon Ultra Sun & Ultra Moon (Nintendo 3DS)

Pokémon Ultra Sun & Ultra Moon

 


Em 2016, os treinadores de Pokémon se aventuraram pela tropical região de Alola com Pokémon Sun & Moon, mudando diversos paradigmas já estabelecidos na franquia. Perambular por uma região para coletar 8 insígnias, enfrentar uma gangue de bandidos para depois desafiar a Elite dos Quatro e seu Campeão? Que nada! Aqui vamos explorar cada um dos ecossistemas das quatro grandes ilhas de Alola, realizar os desafios dos Kahunas e provar nosso valor diante dos Pokémons Totem!

 

Um ano depois foi lançado Pokémon Ultra Sun & Ultra Moon, que revisita essa proposta, com muito mais conteúdo e aprimoramentos, confirmando-se como as edições definitivas da 7ª geração de Pokémon. Pessoalmente, uma mudança muito bem-vinda foi mostrar durante as batalhas quais golpes são de fato superefeitos ou não, após lutar pela primeira com determinado Pokémon ter sido travada. Sem falar que são jogos realmente desafiadores. Todos os meus Pokémons foram nocauteados quando eu ainda estava fazendo a visita à Escola Pokémon!

 

 

Persona 5 (PS3 e PS4)

Persona 5

 


Nascido de um spin-off da série Shin Megami Tensei e que praticamente virou uma série própria, Persona 5 expande as ideias apresentadas no Persona 4, tudo com um estilo visual, narrativo e musical próprio. Vivenciar as missões dos Ladrões Fantasmas que invadem na surdina os palácios dos corações das pessoas corruptas para roubar seus tesouros pessoais, e assim causando uma mudança de caráter nelas é emocionante. Agora, intercalar as missões nos palácios com os afazeres do dia a dia de um estudante em Tóquio, como estudar, fazer bicos, se exercitar, visitar lojas, comprar presentes, comida, remédios, fazer mini-games é catártico. Some isso a personagens cativantes e ao já citado estilo visual marcante e músicas incríveis que carregam o melhor do acid jazz, um gênero musical bem incomum dentro dos JRPGs. Tudo isso ainda carregando elementos que nasceram na série mãe do Shin Megami Tensei, como o combate por turno, os demônios e criaturas celestes que enfrentamos e dominamos na forma de Personas.

 

Dado o sucesso de Persona 5 que ele ganhou uma versão definitiva, chamada Persona 5 Royal, que adiciona mais período letivo, uma nova personagem e uma penca de novos conteúdos. Além disso, a Atlus em parceria com a Koei Tecmo trouxe um jogo que dá sequência aos acontecimentos do jogo original, chamado de Persona 5 Scramble, as que infelizmente ainda continua sendo exclusivo do Japão.

 

Persona 5 e Persona 4 possuem adaptações em anime, respectivamente chamadas Persona5 The AnimationPersona4 the Golden ANIMATION. Ambas estão disponíveis para serem assistidos com legendas em português aqui na Crunchyroll.pt!

 

 

World of Final Fantasy (PS4, PSVita, Steam, Nintendo Switch e Xbox One)

World of Final Fantasy

 


No ano em que se comemora os 30 anos da franquia Final Fantasy, a Square Enix lançou dois jogos: Final Fantasy XV e World of Final Fantasy. Enquanto o primeiro se preocupou em ser um título próprio e digno de levar a numeração da série principal, o World of Final Fantasy foi uma verdadeira festa. No jogo controlamos os irmãos Lann e Reynn, que possuem o poder de capturar e comandar todo tipo de monstro. A dupla, com auxílio da raposinha Tama e da misteriosa Enna Kros precisam viajar por diferentes mundos de Final Fantasy, encontrar a versão fofuxa de grandes heróis desses jogos e enfrentar o terrível Exército Bahamutiano que está causando alvoroço em diversas terras.

 

Este uma excelente comemoração a tudo o que Final Fantasy significa. O visual fofo e o tom da narrativa inicialmente bobo e bem humorado podem não transparecer, mas este é um jogo que presta uma bela homenagem a cada um dos jogos de Final Fantasy como nenhum outro, sem falar da ótima guinada que a história recebe, com direito a um final que ninguém espera!

 

Some isso às mecânicas de captura, de versões fofas de diversos monstros e criaturas de FF, o combate onde você pode empilhar (???) os monstros e você para juntos compartilharem HP, MP e até atacarem com mais força! Há muito valor agregado no jogo: é visualmente bem trabalhado, ótimas músicas, cenas em anime, vários mini-games e, principalmente, muitos e muitos heróis e heroínas de Final Fantasy passado dando as caras! Um título mais do que obrigatório para todo fã da franquia Final Fantasy .

 

 

Kingdom Hearts 3D: Dream Drop Distance (Nintendo 3DS, PS4 e Xbox One)

Kingdom Hearts: Dream Drop Distance

 


Em 2012, a série Kingdom Hearts comemorava seus 10 anos e em celebração ao esta data tão importante tivemos o lançamento de Kingdom Hearts 3.....D! Ainda não era a hora, mas esse foi o primeiro jogo da série para o Nintendo 3DS e que servia de aquecimento para o tão aguardado Kingdom Hearts III (ainda que ele demorasse mais uns seis anos até sair). O jogo é impressionante em diversos aspectos, a começar com seu gameplay não ficar para trás nos títulos do PlayStation 2 e introduzir mecânicas novas, como o Flowmotion. Com ele, Sora e Riku podiam realizar acrobacias e se movimentar de maneiras surreais pelos cenários, eliminando de vez as limitações de exploração que os primeiros jogos apresentavam.

 

Nesse jogo também somos apresentados aos Dream Eaters, criaturas que habitam os mundos adormecidos e podem ser benevolentes (os Spirits), ou malignas (os Nightmares). Sora e Riku podiam criar os Spirits que em troca se tornavam aliados nos combates. Além de podermos cuidar e brincar com eles usando as funções do Nintendo 3DS! A história é uma que mais dá nó na cabeça dos fãs, ao mesmo tempo que apresenta temas interessantes e um ótimo amadurecimento. O jogo eventualmente foi remasterizado para PS4 e Xbox One, estando inclusive na coletânea do Kingdom Hearts 2.8.

 

 

Kingdom Hearts III (PS4, Xbox One)

Kingdom Hearts III

 

 

Após diversos títulos não-numerados, uma penca de histórias paralelas e coletâneas em HD, enfim o jogo de Kingdom Hearts que fechava a saga encabeçada pelo vilão Xehanort foi lançado. KH3 amadurece uma série de mecânicas introduzidas nos jogos recentes da franquia, além de expandir os horizontes com cenários enormes e estonteantes, com seus belíssimos gráficos. Foi o primeiro jogo da série a ser desenvolvida na Unreal 4 e a ter mundos baseados nos filmes da Pixar, como Toy Story e Monstros S.A.

 

Um verdadeiro prato cheio tanto para fãs da série como adoradores dos filmes da Disney, Kingdom Hearts III dá um ponto final em uma saga que se alongou por todos os jogos até então e inicia uma nova caminhada, rumo ao próximo capítulo da franquia.

 

 

Final Fantasy XIV (PS4, Xbox One, PC)

 


Final Fantasy XIV é um caso único na história dos video games. Com um lançamento conturbado e bastante criticado, a Square Enix estava quase jogando a toalha quando Naoki Yoshida veio com um plano ousado: reviver o Final Fantasy XIV, praticamente destruindo o jogo anterior e criando um novo no lugar. Conversando com cada um dos desenvolvedores, ele liderou a equipe para um renascimento que colocou o agora Final Fantasy XIV: A Realm Reborn como um dos MMORPGs mais aclamados da geração. Até hoje o jogo recebe expansões e atualizações, com um combate bastante funcional e uma história intrigante.

 

Pessoas não apenas se combinam para realizar raids, mas fazem de tudo dentro do mundo do Final Fantasy XIV, até para papear com outros jogadores, realizar mini-games e usar e abusar do modo câmera para capturar toda a exuberância do mundo de Hydaelyn.

 

 

Bravely Default (Nintendo 3DS)

Bravely Default

 

 

Bravely Default chegou um momento em que o gênero do JRPG parecia um tanto perdido. Muitos experimentavam coisas novas, outros seguiam tendências de outras desenvolvedoras, mas poucas coisas eram marcantes. Até que a Silicon Studio chegou e trouxe o melhor de dois mundos: um JRPG nos moldes bem clássicos, ao mesmo tempo que introduziu uma mecânica de combate bem única, baseado em pontos chamados de Brave Points, que mostra uma quantidade de ações que o seu personagem pode realizar por turno. Assim, além de se preocupar com as vantagens e desvantagens dos inimigos, é preciso gerir suas ações para não sobrecarregar seu personagem e ser penalizado no turno seguinte.

 

 

Fire Emblem Echoes: Shadows of Valentia (Nintendo 3DS)

Fire Emblem Echoes: Shadows of Valentia

 

O Nintendo 3DS, além da casa de grandes JRPGs, foi agraciado com vários remakes de qualidade, tais como Pokémon Omega Ruby & Alpha Sapphire e Metroid: Samus Returns. Outro remake memorável foi Fire Emblem Echoes: Shadows of Valentia, nova versão de Fire Emblem Gaiden, lançado no Famicon em 1992 e que nunca saiu para o ocidente. Na história acompanhamos a jornada dos irmãos Alm e Celica que viajam pelo reino de Valentia a fim de restaurar a paz enquanto enfrentam forças de proporções divinas.

 

Quanto ao Echoes em si, ele traz o melhor de dois mundos: ao mesmo tempo que sua estrutura remete aos jogos de Fire Emblem mais clássicos (incluindo mapas que são idênticos ao jogo original), ele aprimora várias coisas, como o sistema de exploração de dungeons mostrados no Gaiden. Há ainda novidades vindas da série do Fire Emblem Awakening, que inclusive tem ligação com este remake.

 

 

Ys VIII: Lacrimosa of Dana (PS Vita, PS4, PC, Switch, Android e iOS)

Ys VIII: Lacrimosa of Dana

 

A longínqua série Ys é uma que andou pelas margens da história dos video games, criada pela Nihon Falcom em 1987. O primeiro jogo chama atenção por seu sistema de batalhas não ser por turnos, mas sim um mais dinâmico, com você controlando o protagonista Adol e desferindo os golpes nos inimigos. Algo similar pode ser visto em The Legend of Zelda. Nesses mais de 30 anos foram lançados diversos jogos e Ys VIII: Lacrimosa of Dana, lançado originalmente para o PS Vita em 2016, é o último jogo lançado no ocidente até então (Ys IX está previsto para chegar por essas bandas apenas no ano que vem).

 

Felizmente, o jogo não ficou preso ao Vita e recebeu uma versão para PS4, PC, Switch e até aparelhos Android e iOS. Lacrimosa of Dana é uma culminação e evolução dessas três décadas da série, com um mapa grande que recompensa o jogador por explorá-lo bem. Some isso a um sistema de combate bem frenético, e uma história cativante, focada em Adol (protagonista desde o primeiro jogo da franquia) e Dana. Enquanto Adol busca sobreviver a um naufrágio com seus companheiros na Ilha de Seiren, Dana revela ser uma garota cheia de mistérios e que aguarda um segredo sobre o passado do próprio Adol.

 

The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel III (PS4, PC e Switch)

The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel III

 

Outro JRPG também da Nihon Falcon é Trails of Cold Steel III, pertencente à série Trails que por sua vez faz parte de uma série maior: The Legend of Heroes, criada em 1989 com o jogo Dragon Slayer: The Legend of Heroes. Trails of Cold Steel III se destaca por ser a primeira parte da conclusão de duas grandes sagas.

 

Um pouco mais de um ano após os acontecimentos de Trails of Cold Steel II, o ex-aluno Rean Schwarzer agora se tornou professor na Thors, a academia militar de Erebonia. No seu cargo atual, ele presta serviços tanto ao governo, como para a importante “Classe VIII”. E é como professor que ele acaba tendo acesso à segredos que não ameaçam apenas a segurança do império, mas como todo o mundo.

 

Trails of Cold Steel III corrige os erros dos Cold Steel anteriores, trazendo um combate envolvente, uma história cheia de intrigas e com uma grande importância para o enredo dos jogos anteriores. Certamente uma joia dentre os JRPGs da década e que merece ser conferida.

 

 


 

 

E estas foram algumas recomendações de grandes JRPGs da geração de video games que se encerra. Como pudemos ver, a oitava geração trouxe de tudo. Desde o retorno de jogos clássicos, continuações de série famosas até jogos novos, que ousaram o bastante e trouxeram uma revigorada para o gênero.

 

Obviamente que, mesmo com tudo isso, muitos JRPGs de peso ficaram de fora (eu até recomendaria ainda o .hack// G.U. Last Recode, da série que sou um grande fã, mas deixo para uma outra oportunidade). Agora vamos deixar para você!

 

Quais foram seus JRPGs favoritos da oitava geração de video games?

Quais você recomenda e por quê? Diga aí nos comentários!

 

A próxima geração promete evoluir e muito o que conhecemos do gênero, e aposto que muitas ideias criativas surgirão também. Mas algo certamente continuará: muitos mundos fantásticos e histórias incríveis estarão a nossa espera!

 

 


Samir “Twero” Fraiha é redator de notícias da Crunchyroll.pt. Formado em Letras e em Artes Visuais, curte animes, mangás e games desde os 5 anos e é fã dos jogos da CyberConnect2. É bem ativo no Twitter como @Twero e também gosta de gravar e editar podcasts.

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resenha, jogos, games, video games, jrpg, playstation 4, xbox one, nintendo 3ds
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