BGS 2017 - Dragon Ball FighterZ e Monster Hunter: World

Qual game você está com mais vontade de jogar?

A Brasil Game Show, a maior feira de games da América Latina, chegou com tudo em sua décima edição trazendo games ainda não lançados, estandes das maiores empresas de jogos e equipamentos eletrônicos e ilustres convidados, como Phil Spencer (Xbox), Ed Boon (Mortal Kombat), Nolan Bushnell (Atari) e até mesmo o mestre Hideo Kojima (Metal Gear).

 

A Crunchyroll.pt esteve presente no evento, que rolou do dia 11 ao dia 15 de outubro, para conferir todas as novidades de perto. O destaque, é claro, ficou para os games relacionados à cultura japonesa, principalmente os que ainda não foram lançados mas que tiveram demonstrações disponíveis durante a feira em estandes como o da PlayStation, da Warner Bros e da Xbox.

 

Confira a primeira parte da nossa cobertura:


 


 

DRAGON BALL FIGHTERZ

1º de fevereiro de 2018 | PlayStation 4, Xbox One, Windows 

 


 


Quando a Arc​ ​System​ ​Works mostrou o gameplay de Dragon Ball Fighterz, os fãs foram à loucura… mas esse sentimento não ficou apenas nos vídeos divulgados pela empresa.

 

O novo game de uma das maiores e mais conhecidas franquias de anime do mundo estava presente na Brasil Game Show deste ano, e a Crunchyroll não ficou de fora dessa. A demonstração relativamente limitada do jogo surpreende de todos os jeitos possíveis e consegue atrair um enorme público, deixando as filas de todos os dias do evento gigantescas.

 

O sistema de combate é relativamente simples, fazendo com que o jogador consiga se familiarizar facilmente com combos e ataques especiais, agradando bastante players casuais e que não estão no mundo dos eSports do gênero. Apesar disso, o jogo não se limita e traz uma ótima experiência para jogadores mais ligados na área profissional, algo que dava pra ver facilmente quando alguém fazia combos extraordinários com ótimos usos de parry.

 

 

Unir um rápido aprendizado com o sistema de três personagens por jogador (um principal e dois de suporte, que podem ser usados para combate) e técnicas de dash ajudam o game a não ser apenas um bom jogo de luta, mas também uma grande experiência audiovisual com explosões, combos, uso de suportes e uma movimentação bem rápida. Gosta do sistema de luta de Street Fighter, Marvel vs Capcom e Guilty Gear? DB FighterZ? Terá um prato cheio, com o melhor de todos esses títulos.

 

O visual é um ponto que a empresa também conseguiu se superar. O estilo usado no game nos deixa realmente sentindo que estamos em um anime, apesar do uso de um pseudo-3D que é muito bem utilizado (algumas pessoas chegaram a comentar que seria ótimo ver animes em 3D caso essa tecnologia fosse usada na indústria). Mesmo com a nostalgia de jogos de luta em 2D, temos uma parte cinematográfica que, como muitos viram em trailers e gameplays, lembram várias cenas do anime e do mangá. Claro, ter os personagens de Dragon Ball já seriam o suficiente para resgatar fãs da obra, mas as referências tornam tudo muito mais orgânico e fiel.

 

Apesar de possuir poucos personagens para selecionar durante a demonstração, foi fácil imaginar como seria o jogo com uma quantidade bem maior de lutadores disponíveis e como Dragon Ball FighterZ será um enorme sucesso, não só para fãs de jogos de luta como também para amantes da franquia.

 

 


 

MONSTER HUNTER: WORLD

26 de janeiro de 2018 | PlayStation 4, Xbox One, Windows



 

 

Geralmente quando comentamos sobre Monster Hunter no Brasil (e talvez em outros lugares fora do Japão), pensamos em um pequeno nicho, um grupo de pessoas relativamente pequeno que realmente conhece e joga games da franquia. MH: World está aqui para quebrar esse padrão.

 

A demonstração disponível na Brasil Game Show deste ano trazia o modo multiplayer, fazendo com que os jogadores se unissem em uma caça a algum monstro. Tudo começa com uma busca por pegadas, dicas de onde a criatura passou e, após encontrar algumas pistas, temos a ajuda de um enxame de vagalumes pra saber o caminho exato a ser seguido. Isso traz uma facilidade para certos jogadores, mas muitos acabam achando fácil demais e um tanto desnecessário, quebrando até um pouco da graça de ter procurado as pistas.

 

Os jogadores acham itens, pequenos monstros e até um local onde podem escolher as armas e o tipo de “personalidade” que a mesma vai oferecer. Temos uma grande espada, uma lança acompanhada de um escudo e até mesmo uma metralhadora (não tão tecnológica como deve-se imaginar). A escolha das armas muda o tipo de gameplay que o jogador vai ter, podendo ir pra uma posição mais avançada até uma postura mais defensiva, e que em múltiplos jogadores ajuda a criar estratégias ou mesmo gera um enorme caos, mas que no fim acaba funcionando.

 

Durante essa caminhada e busca conseguimos ver claramente os detalhes e a beleza do mundo de Monster Hunter: World. Os ambientes são vivos, com personalidade e bem característicos, trazendo sensações de um lugar real. Essa experiência não vem apenas da beleza dos locais mas também dos gráficos bem detalhados. A vontade de ver cada parte do mundo e explorar ao máximo é bem grande (algo que infelizmente não foi possível durante a demonstração por causa do tempo disponível para finalizar a mesma).

 

 

Chega então a famosa luta contra o monstro. Para iniciantes na franquia, a falta de uma barra de vida na criatura dá uma sensação de estranhamento, mas conforme a batalha acontece tudo fica mais natural. O monstro é gigantesco e cria um sentimento de inferioridade pro jogador, mas estar em grupo acaba afastando isso. A mecânica de combate é relativamente simples, mas deve ser pensada com calma para tudo ocorrer bem.

 

Cada arma traz uma necessidade de atenção diferente, seja por escolher o momento certo para atacar, a munição certa ou o local que devemos ficar. A batalha contra o monstro começa a ficar mais interessante quando é descoberta a fraqueza do mesmo, algo que se mostra naturalmente conforme os jogadores lutam contra a criatura, trazendo um sentimento de prazer e de realização pela descoberta.

 

O gameplay para apenas um jogador é igual ao de múltiplos jogadores, o que deve aumentar a duração das batalhas contra os monstros e provavelmente tornando-a mais difícil, já que é relativamente fácil em grupo. Apesar disso, a comunicação com o time e a sensação de ter mais pessoas te apoiando e ajudando na caça é extremamente gratificante e talvez essencial para quem quer tirar o máximo de Monster Hunter: World.

 

 


Gabriel F Gonzales (ou apenas yushuu) é redator de notícias na Crunchyroll.pt, amante de livros e nerd desde criança. Pronuncie corretamente Cthulhu e siga-o no Twitter.

 

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