ESPECIAL: 12 Coisas que você pode aprender sobre a História Mundial (e um pouco mais) nos Mangás - Parte Final

Finalmente chegamos à última parte do especial "12 Coisas que você pode aprender sobre a História Mundial (e um pouco mais) nos Mangás"

Se você ainda não leu a primeira parte e segunda parte do nosso especial, aproveite e leia elas antes de começar a acompanhar essa que será a terceira e última parte sobre os mangás e suas histórias sobre o mundo.



Nas duas primeiras partes falamos sobre algumas curiosidades, como por exemplo sobre histórias presente no livro "World History (Sekai-no-Rekishi)" publicado pela famosa Editora Shueisha no Japão, onde continham partes em que nem sempre contavam tudo como ocorreu originalmente, muitas vezes colocando humor tanto nos textos como nas ilustrações dos mangás.



Para essa última parte, preparamos alguns tópicos que não foram possíveis de ser incluídos nas outras duas partes do especial, e por isso vamos colocar aqui tudo o que achamos interessante no artigo.



Menções Honrosas da História Mundial


1- O sonho que você deseja se tornará realidade ... na América. O livro 14 de "World History" é curiosamente nacionalista para a América, retratando o país como uma terra de liberdade e igualdade, onde qualquer pessoa tem a chance de sucesso. Ele demonstra isso com o conto de Henry Ford, cuja determinação o levou a construir o primeiro motor a gasolina, em seguida um carro, então vender carros para as massas é retratado de uma forma semelhante a um herói de mangá shounen. Claro, seu pai poderia ser contra ele deixar a fazenda para mexer em uma oficina, mas com coragem e trabalho duro ele pode fazer isso! Certo? O mangá ainda retrata sua esposa, Clara, como uma espécie de ajudante bonita com uma queda por ele.





2- O imperador romano Nero era um tirano lunático. Nero foi um dos imperadores romanos mais problemáticos - ele é tradicionalmente mostrado como um esquisito demente mais interessado no teatro do que em governar, mas os historiadores mais recentes estão reavaliando seu legado e considerando o impacto sobre a história. "World History" ignora tudo isso e mostra ele como sendo um punk egoísta que matou sua mãe porque ela era irritante e tornou-se muito feliz com o grande incêndio em Roma, uma vez que isso lhe daria uma desculpa para perseguir os cristãos.



3- Houve um movimento pacifista no Japão durante a Guerra Russo-Japonesa. O tratamento do Japão em sua época imperial é provavelmente o tema mais controverso na historiografia japonêsa. Embora eu, pessoalmente, ache a controvérsia do livro japonês exagerado, em geral, o Japão reluta em encarar os fatos de sua época imperial. No entanto, "World History" é extremamente progressista em sua cobertura. Ele retrata o imperialismo em geral, como um castigo global, e implica que o Japão se deixou levar pelo seu desejo de imitar o Ocidente. O Livro 15 segue um médico militar japonês patriótico que cresce desiludido com o tratamento brutal de seu país para com a Coréia. Eu não sei o quão realista isso é, mas também menciona algumas figuras da vida real que se opunham à Guerra Russo-Japonesa, como o editor de jornal socialista Shuusui Koutoku e o poeta Akiko Yosano, cujo poema "tu não morrerás" amargamente castiga o imperador por despachar seus filhos para a morte na China.





4- Otto von Bismarck tinha um lado sentimental. Otto von Bismarck é lembrado principalmente como um projetista inteligente severo que orquestrou a formação do Império Alemão através de uma série de guerras e maquinações políticas ambíguas. Que passa por muita coisa no mangá, mas World History também mostra Bismarck como tendo um lado mais suave, sentimental: como ele se deita morrendo, ele sonha acordado com o vento, capim perfumado, e grandes árvores do interior da Alemanha. Este tipo de idealização da natureza parece muito mais japonês do que alemão, mas Bismarck era um aristocrata, afinal de contas, quem sabe?





5- Abraham Lincoln e Stephen Douglas foram os melhores de Desamigos. Por alguma razão o Livro 14 passa muito tempo abordando o relacionamento de Abraham Lincoln com Stephen Douglas. Eles mostraram brigas cômicas durante a famosa campanha de 1858, e Douglas rudemente provoca Lincoln chamando ele de zé-ninguém e um "noppo" (varapau). Mas, então, após a Confederação se separar, Douglas aparece na porta de Lincoln e voluntária seus serviços em "proteger a União". Lincoln está mais tarde inconsolável ao saber da morte repentina de Douglas. É uma relação comovente, se sutilmente minada pela caricatura pateta de Douglas.



 

 

Tradução feita a partir do texto original presente aqui.


Diego Silva é redator da Crunchyroll.pt e também é apaixonado por Mangás e Games.

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