Está gostando de My Next Life as a Villainess: All Routes Lead to Doom!? Conheça mais sobre otome games com esses animes

Cinco recomendações disponíveis aqui na Crunchyroll.pt

 

Você sabe o que é um otome game? Na descrição mais crua, podemos dizer que é um jogo voltado para garotas. Claro que jogos voltados para garotas é um conceito muito amplo (até porque esses jogos podem ser jogados por todos os públicos no fim das contas), então podemos encurtar essa definição tão ampla em jogos, normalmente visual novels ou RPGs com aspectos de visual novels, que possuem como protagonista uma personagem feminina que, em situação mais comum, tem como opção escolher entre um grupo de homens para ser seu par (ou todos eles caso o foco seja fazer todas as rotas).

 

Claro, essa é a definição mais simples do conceito. O mercado de otome games é obviamente mais abrangente que isso e traz títulos com estilos distintos de gameplay, com crescimento de jogos de ritmo nos últimos anos, além de também haver títulos que podem nem mesmo trazer uma mulher como protagonista, como vemos em visual novels boys' love.

 

Nessa temporada, um anime que está atraindo bastante atenção que tem com foco justamente os otome games é My Next Life as a Villainess: All Routes Lead to Doom!. Apesar do conceito, o título não é adaptação de um jogo, mas sim uma web novel já finalizada (que atualmente está sendo adaptada também para light novel e mangá).

 

Porém o anime consegue pegar bem a essência de um jogo usando de um artíficio que já estamos bem familiarizados a esse ponto: o isekai. Na história, acompanhamos uma jovem que certo dia reencarna dentro do universo de Fortune Lover, visual novel que ela estava jogando antes de surgir nesse novo mundo. Porém a vida prega uma surpresa na garota e a faz reencarnar no corpo de Catarina Claes, que está destinada a vilã principal do otome game em que ela acabou entrando.

 

Bom, é sabido que na maior parte das histórias o que acontece normalmente é o vilão se dar mal e é isso que vai acontecer com Catarina se ela não fizer algo para impedir. Com o conhecimento do jogo vindo de sua vida anterior, Catarina precisa planejar seu futuro para evitar fim catastróficos, como a morte ou o exílio. Para desviar disso, ela começa a ter atitudes positivas com quem poderia destruir seu futuro, além de se preparar para possíveis situações em que precise lutar para escapar da morte... ou lutar para sobreviver em um provável exílio.

 

 

 

Enfim, isso é um resumo da ideia principal desse anime, mas o objetivo dessa postagem é outro. Existem muitas adaptações para anime de otome games por aí, então por que não conhecer algumas delas? Confira abaixo uma pequena listagem de títulos que podem atrair quem está curtindo assistir nossa querida Bakarina, incluindo adaptações de otome games e obras semelhantes nesse sentido:

 

Libra of Nil Admirari

 

 

Começando com uma recomendação mais pé no chão, Libra of Nil Admirari é uma série originada de um otome game lançado no Japão em 2016 para PlayStation Vita. A história de Tsugumi Kuze é cheia de mistérios ligados com livros, banhada levemente em romance.

 

Como costumamos ver em otome games, ao decorrer da história enquanto Kuze de repente entra no cargo para resolver mistérios sobrenaturais depois de ser prometida para casamento, ela acaba criando laços com os personagens masculinos que aparecem durante a história, sendo eles em sua maioria membros do grupo Coruja, que busca tirar maldições e resolver mistérios envolvendo o mundo literário do universo da obra.

 

Podemos até associar essa certão paixão pela literatura com a personagem Sophia, de My Next Life as a Villainess: All Routes Lead to Doom!, que cria uma relação especial com Catarina a partir de livros, o principal hobby que Catarina encontra no seu novo mundo (além de, claro, a jardinagem).

 

Magic-Kyun! Renaissance


 

Magic-Kyun! Renaissance é um projeto multímidia que nasceu não só como anime, mas também como um jogo para PlayStation Vita e também um mangá, todos lançados quase simultaneamente. A série tem como foco as artes, especialmente a música. 

 

Na história, acompanhamos Aigasaki Kohana, filha de uma renomada artista responsável por fazer arranjos de flores. Depois de muito esforço, Kohana consegue se transferir para a escola que sua mãe estudou, um renomado colégio de artes... mágicas! O local é conhecido por ser responsável pelo nascimento de diversos nomes importante dentro do mundo das artes mágicas.

 

Magic-Kyun! Renaissance traz um padrão comum em otome games que são as magias, principalmente escolas de magia. Não é à toa que vemos isso também em My Next Life as a Villainess: All Routes Lead to Doom!, então já temos uma recomendação direta pra quem busca ver algo nessas linhas.

 

 

Ikemen Sengoku: Bromances Across Time


 

Aproveitando que o assunto de My Next Life as a Villainess: All Routes Lead to Doom! é reencarnação em outro mundo, temos aqui um anime que também trata o tema de reencarnação. Em Ikemen Sengoku, um garoto do colegial retorna ao Japão feudal como o famoso ninja Sarutobi Sasuke, porém nada é como ele imagina. Sasuke acaba entrando em situações bastante incomuns como uma disputa de tênis contra Oda Nobunaga e até mesmo se presta ao papel de ensinar rap aos grandes nomes do Japão feudal a pedido de Date Masamune.

 

Além de tudo isso, o anime traz uma animação bem incomum que apenas faz piada com o jogo original, um otome game para smartphones que coloca os grandes nomes do Japão feudal como opções românticas. Apesar da temática do anime não ser a mesma do jogo original, é uma boa recomendação para quem tá buscando uma comédia non-sense (e os episódios são curtinhos, então é rápido de terminar).

 

Kiss Him, Not Me

 

 

Falando em animes de comédia, outro que entra nessa categoria é Kiss Him, Not Me. A série nos apresenta Serinuma Kae, uma otaku viciada em otome games e animes (assim como nossa Catarina na vida original), porém não pelo interesse em viver um romance com um homem, mas sim para shippar personagens masculinos. Além dos jogos, ela também leva essa fixação para a vida real com seus colegas de escola.

 

A questão é: Kae era uma pessoa que estava fora dos padrões estéticos da sociedade, até que certo dia sua vida muda com um grande choque: a morte de seu personagem favorito de um anime. Com isso, ela fica uma semana sem comer e, com um corpo novo praticamente irreconhecível, ela se torna a beldade da escola e sua vida se torna praticamente um otome game... porém não do jeito que ela quer. 

 

A obra é originalmente um mangá, mas considerando que cai bastante nos clichês de otome games, a recomendação encaixa por aqui.

 

Code: Realize ~Guardian of Rebirth~

 

 

Outro anime que fica no sentido mais tradicional do que é um otome game é Code: Realize ~Guardian of Rebirth~, adaptação da visual novel lançada para PlayStation Vita, PlayStation 4 e Nintendo Switch e provavelmente a produção mais famosa entre os jogos citados na lista. 

 

Cercada de mistérios, acompanhamos uma Londres cyberpunk onde vive a jovem Cardia, uma garota que se tornou uma aberração devido aos experimentos de seu pai, criando a capacidade de derreter tudo que toca. Depois de certos eventos, ela acaba parando nas mãos de Arsène Lupin e seu grupo e aos poucos reencontra suas emoções, perdidas desde que ela se tornou um "monstro".

 

Code: Realize ~Guardian of Rebirth~ tem bastante diferenças em relação ao que vemos em My Next Life as a Villainess: All Routes Lead to Doom!, porém para quem está atrás de uma experiência mais fiel de um otome game para conhecer mais sobre esse universo, é uma ótima pedida e é com ele que encerramos essa lista de recomendações.

 

 

Todos os animes da lista podem ser vistos completos aqui na Crunchyroll.pt, além de outros animes que são adaptações de otome games ou tem propostas semelhantes, como IDOLiSH7 que inclusive temos uma review por aqui.

 

E você? Que recomendação de anime do tipo tem para contribuir com essa postagem? Deixe sua sugestão nos comentários!

 

 


 

Talles Queiroz (TekeEfe) é redator de notícias da Crunchyroll.pt e estudante de Letras pelo IFSP. Sofrendo por personagens 2D desde sempre, escrevendo sobre esse sofrimento desde 2013. Para surtos mais pessoais, o Twitter é TekeEfe também.

 

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