ENTREVISTA: Fábio Lucindo, a voz brasileira de Kuririn em Dragon Ball Super: SUPER HERO

Hoje começamos a nossa série de entrevista com o elenco da dublagem brasileira de Dragon Ball Super: SUPER HERO!

 

 

Hoje daremos início à nossa série de entrevista com o elenco da dublagem brasileira de Dragon Ball Super: SUPER HERO! E nossa primeira entrevista será com o dublador Fábio Lucindo, conhecido por fazer a voz de Kuririn e que nos conta como foi a experiência de dublar o melhor amigö de Goku por tantos anos e por diferentes fases da vida do personagem. Boa leitura!

 


 

Pode nos contar como você iniciou sua carreira no ramo da dublagem e como foram os seus primeiros anos dublando o Kuririn?

 

Fábio: Comecei a dublar aos 11 anos de idade em decorrência de outros trabalhos anteriores realizados em publicidade e teatro. Por indicação fui levado até a Álamo, fiz um estágio, um teste e nunca mais parei.

 

Os primeiros anos dublando Kuririn foram bem tranquilos, nos divertíamos bastante, não tínhamos muitas informações sobre a série, dublávamos sobre o desenho já dublado em espanhol. Quem me escalou para o personagem foi o Wendel Bezerra, que na época coordenava a Álamo.

 


Você dublou o Kuririn em várias fases da vida do personagem: na sua infância, como um jovem guerreiro e até como pai de família. E você cresceu quase junto com o personagem. Como foi essa experiência de dublar o Kuririn por tantos anos e por diferentes fases da vida dele?

 

Fábio: Tem sido incrível! Poucos personagens nos acompanham por tanto tempo e com uma sincronicidade etária tão perfeita. Se não me engano, o Kuririn tem 44 anos, e eu estou com 38, ou seja, vivemos questões semelhantes em momentos semelhantes. Me lembro de que quando mudamos para Drangon Ball GT, decidi usar minha própria voz para dublar o Kuririn, sem nenhum tipo de trejeito ou mudança de timbre e o faço assim desde então. É relativamente confortável e familiar.

 

      

Quais os maiores desafios em dublar o Kuririn? Tem algo que era muito difícil antigamente e que hoje se tornou mais fácil?

 

Fábio: No início, acredito que dublar sobre a versão espanhola dificultou um pouco o processo e nos induziu a alguns erros. Na parte técnica, tudo mudou para melhor. Antes, gravávamos de forma analógica, utilizando fitas magnéticas e maquinário pesado. Hoje, usando o computador e digitalizando o áudio, temos muito mais precisão e possibilidades de manipulação. Sobre a trama, confesso que nunca achei nada muito difícil…

 

 


Você já dublou uma variedade enorme de personagens em animes, indo de personagens complexos como Shinji Ikari em Neon Genesis Evangelion a outros mais explosivos e raivosos como Bakugo de My Hero Academia e Ichigo em BLEACH. Mas curiosamente, o Kuririn não se enquadra em nenhum desses arquétipos. Como você explicaria o tipo de personagem que o Kuririn é?

 

Fábio: Ele é uma escada, um alívio cômico, uma referência afetiva, um ser humano. Kuririn tem suas particularidades e cativa por isso. É carinhoso, medroso, engraçado. O fato de ser o melhor amigo do Goku e ter total respeito e admiração do protagonista lhe conferem um status que ninguém ali tem. E mais: ele se garante. 

 


Dragon Ball é cheio de momentos, seja combates mortais ou situações cômicas, mas teve algum momento em particular com o Kuririn que você guarda com carinho na memória?

 

Fábio: As inúmeras mortes, claro, mas também todos os reencontros entre Goku e Kuririn depois de bastante tempo sem se encontrarem. É emocionante e engraçado ao mesmo tempo. Ser explodido pelo Freeza particularmente não foi legal.

 


Na sua opinião, o que torna Dragon Ball uma série tão duradoura e adorada por tantas pessoas?

 

Fábio: O carisma dos personagens, sejam eles "heróis" ou “vilões”,  e até mesmo a dubiedade em alguns deles. São personagens muito bem construídos e desenvolvidos, o que permite que você facilmente tenha o seu preferido para além dos protagonistas. Freeza, Cell, Piccolo, Majin Boo, Vegeta, Mestre Kame, Chichi… Confesso que sou mais nostálgico, acredito que dificilmente as sagas futuras conseguirão superar o passado, mas espero estar errado. Humor também ajuda bastante - e o humor contido em Dragon Ball é muito bem executado, aquelas coisas “bobas”, mas que nos fazem sorrir!

 

 


Tem alguma mensagem que queira dizer aos fãs que aguardam para assistir ao Dragon Ball Super: SUPER HERO?

 

Fábio: Eu vi o filme muito fragmentado então não posso opinar muito sobre ele, mas garanto que está tudo lá! Ação, emoção, humor e muita, muita pancadaria. Vale demais o rolê! Espero que nosso trabalho tenha ficado à altura da produção e que o público fique satisfeito. Espero que não seja o último! Vida longa para Dragon Ball! Avante!

 

 

 


 

 

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Confira essa e outras entrevistas com o elenco de dublagem:

 

 

 

 


Samir “Twero” Fraiha é redator de notícias da Crunchyroll.pt. Formado em Letras e em Artes Visuais, curte animes, mangás e games desde os 5 anos e é fã dos jogos da CyberConnect2. É bem ativo no Twitter como @Twero e também gosta de gravar e editar podcasts.

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