[REVIEW] Guilty Gear Xrd

A revolução gráfica dos jogos de luta pelas mãos de Daisuke Ishiwatari

Ausente do mercado por muitos anos devido a problemas de licenciamento, Guilty Gear retorna mais uma vez, das mãos da mesma pessoa que um dia o colocou no mercado. Daisuke Ishiwatari e o Team Red são os responsáveis por apresentar um clássico a um novo público que, aos poucos, vai se interessando com o gênero da pancadaria virtual. Ao mesmo tempo, precisa, com todas as suas forças, manter o público de outrora interessado em seu revival, uma tarefa difícil, mas não impossível.


Nunca em toda a minha vida achei que veria o que Guilty Gear Xrd -Sign- foi capaz de fazer: usar a Unreal Engine 3 para criar um jogo de luta 2D com uma modelação que lembra muito mais os sprites desenhados à mão de The King of Fighters XIII (e que passaram por um processo 3D antes de ficarem prontos).

 

Dessa vez tudo se manteve 3D, mas sobrepuseram os polígonos com um cel shading tão incrível que até a Cyberconnect2 (dos Naruto Ultimate Ninja Storm) deve ter se orgulhado. O resultado é fantástico: feeling 2D em um jogo 3D. Algo que até então, apenas Street Fighter IV havia conseguido, mas com um um traço digno dos maiores gênios da animação japonesa, cheio daqueles exageros que tanto gostamos.

 


Nunca fui fã absoluto de GG, mas como um apreciador da pancadaria, experimentei as demais iterações (dentro do cânone). E muito me surpreende o lançamento deste game, com um sistema de combate completamente recriado e com mais da metade dos personagens já apresentados em toda a série dentro da sua primeira versão.

Ao todo são 17 personagens. Desses, quatro completamente inéditos e um semi-novo. Sin Kiske, filho de Ky e Dizzy, já tinha dado as caras em um exclusivo do X360 (GG2: Overture). Dos quatro, Leo Whitefang, um DLC pago, Elphet, DLC bônus para os compradores do disco, mas pago caso contrário, Bedman, figura estranha que luta deitada em sua cama e Ramlethal Valentine, chefona absoluta que carrega suas espadas gigantes.


Todos os personagens são bem diferentes entre si, sem sequer uma existência dos famosos pallete swaps (personagens tipo Ryu e Ken em sua origem; Sub-Zero e Scorpion; Cammy e Decapre). E aprender cada um deles de forma satisfatória levará um tempo, acredite.

​Não bastasse o modo Arcade dentro de um jogo de luta, GGXrd conta com um Story Mode inédito, que não necessita ação alguma do jogador. É mais ou menos como assistir a um anime, mas com os gráficos do jogo e participações bastante especiais aos já familiarizados com a série. E claro, revelações bombásticas e um gancho para o próximo game.


​O tutorial ensina tudo que é preciso saber para jogar GGXrd. Tudo mesmo. E é muita coisa, sério. O sistema de jogo de Guilty Gear não facilita a vida do iniciante, mas não impossibilita a diversão. O problema é que esses pormenores são fundamentais para separar as crianças dos homens (ou mulheres). É mais ou menos como o Focus Attack, de SFIV. Não há punição por não usá-lo, mas vale a pena aprendê-lo.

​E outra, se fizer o tutorial pela segunda vez, no canto da tela aparece um relógio. Termine-o em menos de 12 minutos e ganhe um trofeu de prata (acho).

​Não bastasse o tutorial, ainda temos um guia de estratégias práticas para o combate. Tudo muito bem explicado e que condensa quase 20 anos de combate em algumas lições fundamentais que também merecem a sua atenção. Caso seja novato em jogos de luta, não se assuste e vá apreciando aos poucos. Experimente lugar com amigos, se acostumar com o jogo é essencial para um melhor aprendizado.


Guilty Gear Xrd tem mais cara de anime interativo do que jogo de luta. Não deve desbancar os grandes do mercado (Street Fighter e Mortal Kombat), mas chega como uma excelente opção aos que não tem medo de experimentar.



Jornalista de guerrilha, pode ser encontrado no Twitter sob a alcunha de @horokeu, e gosta do seu queijo quente no pão de forma. Prefere mangás a animes (a menos que seja do Studio Bones) e adora competir. Provavelmente mais que você. Quer apostar?

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