Tekken 7 adiciona novos recursos ao combate 3D da franquia

Testamos o jogo durante a Brasil Game Show 2016

As filas, como nos fliperamas do passado, indicavam que o jogador que conseguisse vencer seu embate, permanecia na máquina para uma próxima partida, e todo mundo parece ter se divertido bastante ali. O único jogo de luta (não lançado) disponível na Brasil Game Show 2016 foi Tekken 7. E mesmo se houvesse outro concorrente, acho que seria difícil ele perder os holofotes.

O próximo jogo de luta da Bandai Namco e com a produção de Katsuhiro Harada está previsto para o início de 2017. Além das plataformas convencionais (PS4 e XONE), pela primeira vez ele também será lançado para os usuários de PC. A versão de testes que experimentamos durante a Brasil Game Show 2016 foi exatamente essa, rodando em 4k (apesar da televisão parecer não ser 4k, então não sei se conta no final) com aqueles computadores que valem mais que uma casa própria no leilão (não sabemos a recomendação mínima ainda).

Apesar de toda a bagagem -- estamos falando da sétima versão do jogo apenas de acordo com os números, sem desvios de Tag Battles ou nada do gênero -- o game nunca esteve tão acessível. Não se engane, são os mesmos combos combinados entre seus botões de ataques direito e esquerdo com socos e chutes, mas a fluidez nos movimentos dá um ar mais simples.


Os "malabaristas" do game continuam sendo os melhores jogadores, com seus combos de juggles e bounces -- termos recorrentes do universo de Tekken, referentes aos adversários que quicam pelo cenário durante um ataque --, mas aqueles que como eu, apertam uma sequência de botões lógica (soco direito, soco esquerdo, chute, repete) e reza para funcionar, também tem lá sua chance.

Uma espécie de ataque especial debuta pela primeira vez na franquia. O Rage Arts é um tipo de combo realizado com um comando simples que causa um dano destruidor ao adversário, além de ser bem bonito de se ver. É o clássico ataque especial dos jogos de luta 2D, dando as caras no 3D.

Na demonstração também estava presente o personagem Akuma, de Street Fighter, para a seleção. Não apenas isso, mas ele é parte oficial da história de Tekken. Ele não é filler. Por falar nisso, uma maior preocupação com a forma de que a história será contada em Tekken 7 se fez presente no seu desenvolvimento. O novo formato criado e impulsionado por Mortal Kombat (2011) também parece servir de inspiração aqui.


O mais interessante é notar que mesmo com suas magias aéreas, voadoras e combos próprios de Street Fighter (Akuma é jogado como em SFIV, inclusive com barras de energia próprias), ele não se mostrou desbalanceado em nenhum momento. Os lutadores originais da franquia conseguem lidar muito bem com os projéteis, e quando os cenários possuem paredes (alguns não possuem), Akuma sofre para encontrar espaço e aplicar seu jogo.

Tekken 7 vem aí. É um forte concorrente dentro do universo dos jogos de luta da atualidade. Ele virá cheio de novidades, tudo para impulsionar-se com o puro hype criado por suas lutas e seu novo sistema de câmeras, que dá um close e uma câmera lenta no último golpe de cada round, quando ninguém sabe quem vai ganhar. Vai ser divertido assistir. E jogar, claro.

 

O jornalista experimentou o jogo na BGS 2016


Jornalista de guerrilha, gosta do seu queijo quente no pão de forma. Prefere mangás a animes (a menos que seja do Studio Bones) e gosta de quase tudo que foi lançado nos anos 80 e 90. Tem época melhor? É, acho que não, não é mesmo, queridinhos...

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tekken 7, ps4, xone, pc, bandai namco
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