BGS 2017 - Ni no Kuni 2 e Dissidia Final Fantasy NT

Qual game você está com mais vontade de jogar?

A Brasil Game Show, a maior feira de games da América Latina, chegou com tudo em sua décima edição trazendo games ainda não lançados, estandes das maiores empresas de jogos e equipamentos eletrônicos e ilustres convidados, como Phil Spencer (Xbox), Ed Boon (Mortal Kombat), Nolan Bushnell (Atari) e até mesmo o mestre Hideo Kojima (Metal Gear).

 

A Crunchyroll.pt esteve presente no evento, que rolou do dia 11 ao dia 15 de outubro, para conferir todas as novidades de perto. O destaque, é claro, ficou para os games relacionados à cultura japonesa, principalmente os que ainda não foram lançados mas que tiveram demonstrações disponíveis durante a feira em estandes como o da PlayStation, da Warner Bros e da Xbox.

 

Confira a segunda parte da nossa cobertura:


 


 

NI NO KUNI 2

10 de novembro de 2017 | PlayStation 4, Windows 

 


 

 

Ni no Kuni chamou bastante a atenção de qualquer fã de animes (ou até mesmo dos leigos na área) com sua arte extremamente semelhante à do Studio Ghibli, e seu sucessor não ficou fora disso. A direção de arte e todo o design presente na demonstração (e, consequentemente, no jogo final) encanta os olhos de todos que tiveram a oportunidade de se deliciar com a grande experiência que é Ni no Kuni 2.

 

O universo possui sua própria personalidade com elementos bem característicos, como roupas, armas, construções de madeira e até mesmo pequenas invenções como aviões que possuem rodas, hélices e… asas com penas. Tudo isso deixa o ambiente mais pessoal, mais “próprio” que qualquer outro e, assim como o universo do Studio Ghibli, sempre tenta deixar coisas fantasiosas um tanto possíveis.

 

A demo disponível na Brasil Game Show possuía alguns cenários diferentes para o jogador escolher e acabamos selecionando um em que o Evan Pettiwhisker (o protagonista) vai ao King’s Cradle para tentar completar o Desafio da Coragem, provando que merece ser considerado um verdadeiro Rei. O jogador é colocado para lutar contra o Thogg, uma criatura de nível 8.

 

 

O combate é simples, intuitivo mas com diferenças da jogabilidade do primeiro game da franquia, este que era uma mistura de turnos com ação e o uso de Familiars (semelhante a um Pokémon). A sequência é totalmente focada na ação e substitui as criaturas anteriores pelos Higgledies, que lembram um pouco os “bichinhos” de Patapon, que ao se unirem em determinadas situações acabam ajudando o protagonista com certos buffs.

 

Apesar de grande parte da demonstração ser justamente a batalha contra Thogg, a luta não é cansativa, tanto graças ao auxílio de seus dois amigos (controlados por IA) quanto pelo dinamismo dos ataques e uso de diversas habilidades especiais - unidas, é claro, com o suporte dos Higgledies (que ajudam muito na hora do “aperto”). O chefão também possui diversos tipos de ataque e os seus minions ajudam a luta a ficar ainda menos monótona.

 

A música é um personagem próprio do game, deixando o universo mais cartunesco e mais, de novo, no estilo do Studio Ghibli. Ela ajuda a manter a luta mais dinâmica e deixa o jogador confortável com o ambiente de uma maneira natural, casando o áudio com o visual de maneira impecável. Ni no Kuni 2 consegue encantar os olhos, a audição e a imaginação do jogador, e de bônus ainda teremos uma ótima história assim como tivemos no primeiro game da franquia.

 

 


 

DISSIDIA FINAL FANTASY NT

30 de janeiro de 2018 | PlayStation 4



 

 

Lutas frenéticas e um enorme caos talvez sejam duas características que definam Dissidia Final Fantasy NT de maneira precisa. O frenesi de poder escolher vários personagens da franquia Final Fantasy e colocar os mesmos para lutarem é incrível, mas talvez não seja tão bem executado no final das contas.

 

A demonstração presente na Brasil Game Show era singleplayer e consistia em duas partidas normais com seleção de apenas um personagem cada. O jogo é, como já citado, batalhas entre diversos personagens de uma das franquias de RPG mais conhecidas do mundo, com a premissa de que a Luz e o Caos estão lutando entre si. No fim, acaba sendo somente uma história de fundo que muitos não devem ligar tanto.

 

As lutas - com 6 personagens em uma arena - são marcadas por luzes, raios, brilhos e especiais acontecendo o tempo todo, transformando o campo de batalha em uma grande confusão visual mas que ainda assim encanta alguns jogadores (e deixando outros bem incomodados com a quantidade de informação sendo mostrada na tela). Diferente de Marvel vs Capcom 3 com sua iluminação excessiva e cores vibrantes, Dissidia não é tão colorido e possui um ambiente maior, mas acaba compensando na quantidade de personagens aparecendo na tela.

 

 

Além dos ataques básicos, combos e ataques especiais (esses últimos sendo executados geralmente sem querer pelas pessoas apertando todos os botões ao mesmo tempo), temos também uma mecânica baseada em cristais que, ao destruí-los, invocamos lendárias criaturas para ajudar na luta. Os cristais aparecem de tempos em tempos e quando surgem acabam virando uma espécie de objetivo por certos jogadores.

 

As informações mostradas na tela são bem espalhafatosas e deixou várias pessoas presentes no evento incomodadas, já que além de exibir diversos dados que nem sempre são úteis (e que muitas vezes são ignorados), acabam ocupando metade da tela, e há quem considere o design um tanto desatualizado, mas é tudo questão de gosto.

 

O grande problema da demonstração foi a queda de frames que ocorreu diversas vezes, principalmente quando muitos elementos eram mostrados na tela, como vários personagens executando habilidades com gráficos elaborados ao mesmo tempo. Apesar de ser apenas uma demo e não ser o game final, é difícil afirmar que a performance se manterá assim, mas esperamos que não aconteça o mesmo no ano que vem quando o título for lançado no PlayStation 4.

 

 


Gabriel F Gonzales (ou apenas yushuu) é redator de notícias na Crunchyroll.pt, amante de livros e nerd desde criança. Pronuncie corretamente Cthulhu e siga-o no Twitter.

 

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