Os melhores mangás publicados no Brasil em 2019 pelo time editorial da Crunchyroll

Compartilhamos nossas melhores leituras desse ano!

2019 vai se despedindo e é hora de relembrarmos tudo aquilo que nos marcou! Em breve você poderá escolher os melhores animes desse ano no Crunchyroll Anime Awards 2020, mas nós do time editorial brasileiro lemos alguns mangás incríveis que começaram a ser publicados este ano por aqui, e gostaríamos de compartilhá-los com vocês!

 

Não foi fácil uma vez que as editoras não apenas têm optado por acabamentos primorosos para suas obras (e cobrando um tanto mais por isso), como também pela chegada de mangás que poucos esperavam ver por essas bandas. Claro, há também aqueles que se bastam por suas ricas histórias, e por isso essa lista de leituras que os membros da redação fizeram em 2019 está bem diversa!

 

Confira a seguir nossa seleção, composta por todo nosso time editorial:

 

 

A Rosa de Versalhes (JBC)
 
 
 
Talles: É difícil conversar com alguém que esteja há um tempo dentro do mundo dos animes e mangás que nunca tenha escutado falar sobre Rosa de Versalhes. A história é marcada como um absoluto clássico dentro do Japão, sendo um dos marcos dentro da demografia shoujo até os dias de hoje. A história que cobre os acontecimentos da Revolução Francesa mostra um cenário com cenas dramáticas e situações políticas dentro da corte francesa. Além de tudo, é também a história que traz Lady Oscar, uma mulher criada como homem que assume uma posição importante dentro de toda esse cenário, posição que historicamente era ocupada apenas por homens. É uma obra importante até os dias de hoje e com certeza é um dos grandes lançamentos do ano no Brasil.
 
 
 Atelier of Witch Hat (Panini)
 
 
 

Portuga: Magia e fantasia são temas que sempre me atraíram, seja em animes, mangás ou outras obras de ficção, são assuntos amplamente explorados e por isso é muito bom ler uma história, que apesar de toda bagagem e inspiração que carrega de seus antecessores, consegue nos agraciar com o frescor de algo novo e interessante. Essa é a impressão que tenho depois de ler os dois primeiros volumes de Atelier of Witch Hat. O mangá de Kamome Shirahama apresenta personagens carismáticos e cheios de nuances que são exploradas de forma sutil e agradável ao longo de suas páginas, com um traço sempre firme e detalhado, a arte dessa obra é um espetáculo a parte e por si só já garantiria o prazer da leitura, mas o enredo vai além, em uma trama complexa que está por trás de toda magia desse universo de fantasia.

 

Beastars (Panini)

 

 

Talles: Como seria uma sociedade formada por animais? Carnívoros e herbívoros tentando conviver em harmonia em meio ao medo e aos instintos. Nesse cenário que temos Beastars, mangá de Paru Itagaki que traz um lobo como protagonista. Apesar de mostrar uma sociedade improvável, Beastars também é um mangá que faz críticas aos meios como nós mesmos vivemos. Além disso, ele aborda o amor de forma diversa e bem aberta, sem se prender a idealização de uma relação que normalmente acompanhamos por aí. Tudo isso transmitido através de desenhos bastante expressivos e cheios de vida.

 
 

Cardcaptor Sakura: Clear Card Arc (JBC)

 

 

 

Laura: Clear Card é a continuação direta de Cardcaptor Sakura, com serialização iniciada 16 anos após o término de Cardcaptor original, embora, na história, só tenha passado um ano entre um e outro, devido a isso alguns pequenos detalhes de continuidade são um pouquinho engraçados, como, em um ano, a tecnologia evoluir de celulares caros e raros para smartphones super-modernos (mas nada que comprometa a narrativa). Mas, for a isso, apesar de todo o tempo transcorrido, Clear Card mantém muito bem o “espírito” de seu antecessor. Nessa nova história, as cartas de Sakura ficaram transparentes e sem poderes do nada, o que pode estar acontecendo?

 

Crônicas de Guerra - Tanya the Evil (Panini)

 

 

 

Portuga: Confesso que criei um preconceito muito grande com esse mangá quando foi anunciado seu lançamento no Brasil, eu não gostei do traço e achei que era só mais uma adaptação de light novel qualquer, que não conseguiria chegar aos pés do belíssimo anime e filme que a franquia ganhara e dos quais sou grande fã. Ledo engano, que foi constatado logo nas primeiras páginas desse excelente mangá.

Para começar, me acostumei quase instantaneamente com o traço de Chika Tojo, baseado nos designs originais de Shinobu Shinotsuki. As páginas duplas grandiosas e detalhadas, utilizadas para retratar algumas cenas de ação, são dignas dos maiores autores dos clássicos shonens de lutinha, tudo muito caprichado e cheio de personalidade. O enredo, como esperado, é aquele que já conhecia do anime, porém fui pego de surpresa com representações completamente diferentes e inusitadas que o mangá apresenta para a Existência X, ou Indivíduo X na tradução da Panini. recomendo muito para quem gostou do anime e para quem ainda não conhece, mas curte histórias envolvendo guerras, tramas políticas e um toque de sobrenatural.

 

Devilman (NewPOP)

 

 

 

Laura: Um dos maiores clássicos dos mangás está sendo lançado no Brasil em formato de luxo, numa edição de dois volumes. Ao descobrir que demônios andam por aí disfarçados de humanos, com o objetivo de dizimar a humanidade, Akira Fudo e seu amigo Ryo Asuka decidem se transformarem em demônios para salvar a humanidade. Se fundindo ao demônio Amon, Akira se torna então o Devilman. Alvo de críticas por alguns grupos no Japão devido à violência excessiva, é hoje considerado um dos trabalhos mais icônicos de Nagai.

 

 

Dragon Ball - Edição Definitiva (Panini)
 
 
 
Eduardo: Quando Dragon Ball foi anunciado pela Panini fiquei feliz e triste ao mesmo tempo, e explico: me animava a ideia de uma nova coleção de um dos meus mangás favoritos ser publicada por aqui, mas era desanimador deixar as edições definitivas da Conrad pegando poeira no armário para comprar as edições simples da Panini. Por isso, quando a republicação foi anunciada em formato similar àquele dos anos 2000 pela Conrad fiquei duplamente grato pois era o tratamento que uma obra como essas merece. Afinal, falamos de um clássico que é capaz de empolgar novos públicos até hoje, seja pelo material original ou as continuidades que são feitas pela Toei. A fase mais humor do mangá, que na edição definitiva deve ir até o volume 13, tem um espaço ainda mais especial no meu coração pela sensação tão agradável que as aventuras de Goku e companhia transmitem.

 

 

Golden Kamuy (Panini)
 
 
 
Talles: Mostrando um pouco da história do Japão, Golden Kamuy é um mangá que trata de temas como resquícios da guerra, vingança e a ganância da caça por um tesouro que pode mudar a vida de muitas pessoas. Tudo isso cercado por intensas batalhas protagonizadas por Sugimoto, o Imortal e Asirpa, garota de uma tribo da região de Hokkaido no Japão. Além disso, Golden Kamuy também é um mangá que agarra o absurdo criando situações de comédia diversas às vezes até inimagináveis para o contexto de uma obra como essa e isso deixa tudo ainda melhor.
 
 
 
Monster - Edição Definitiva (Panini)
 
 
 
Eduardo: Quando a Panini decidiu apostar em Naoki Urasawa eu fiquei muito empolgado pela possibilidade de colecionar suas obras. O mangá foi parcialmente publicado pela Conrad, mas cancelado como uma porção de títulos desta em uma fase mais complicada de sua vida. A Panini não apenas conseguiu ir até o fim da publicação regular, como em 2019 nos presenteou com o luxo que essa obra merece, com um novo esquema de capas e fazendo a publicação em um número mais enxuto de volumes. Graças a isso a audiência esperará menos para conhecer (ou redescobrir) o desfecho desse incrível suspense misturado com drama que Tenma vive na pele após salvar a vida do jovem psicótico Johan.
 
 

O Último Voo das Borboletas (Pipoca & Nanquim)

 

 

 

Portuga: Aqui temos uma obra bem diferente de tudo que geralmente é publicado pelas principais editoras do Brasil, um mangá de época ambientado no século XIX, final da Era Edo e início da Era Meiji, um momento turbulento e de grandes mudanças para a sociedade japonesa, que começava lentamente a se abrir para negócios com as nações estrangeiras, mas essa não é uma história de samurais aposentados que só sabiam viver por meio de sua espada. Nesse contexto somos apresentados a Kichou, uma prostituta de alta classe e a mais respeitada de seu “Bairro de Diversão”, desejada e ao mesmo tempo temida por todos os homens, ela guarda um grande segredo e usa tudo que está a sua disposição para alcançar seu objetivo, uma história de amor e morte, de sofrimento e superação. Em apenas um volume, o mangá de Kan Takahama nos apresenta um enredo singular, envolvente e penetrante do início ao fim.

 

Turma da Mônica - Geração 12 (Panini)

 

 

 

Laura: A primeira obra do selo Mangá MSP , com a proposta de se aproximar mais das produções japonesas do que Turma da Mônica Jovem, Geração 12 traz ao universo de Mônica elementos típicos de garotas mágicas e brinca com eles. Mônica e sua turminha têm 12 anos neste universo e estudam no Instituto Astro de Exploração Especial, uma Academia para exploradores. No entanto, fenômenos estranhos começam a acontecer dentro da escola, a turminha acaba envolvida. Encaixando bem a Turma da Mônica em uma narrativa mais próxima de mangás, Geração 12 faz uma interessante releitura do maior ícone de quadrinhos brasileiros.

 

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