[REVIEW] God Eater 2: Rage Burst (PS4)

Versão expandida do segundo capítulo da franquia está disponível para PS4, Vita e Steam

Esse review foi produzido por Carlos Pivotto, membro da equipe de localização da Crunchyroll.pt, e a cópia do jogo para PS4 foi cedida pela Bandai Namco.

 

 

 


 

Um anime em forma de RPG de ação, em um universo que mistura Mad Max e Shingeki no Kyojin, com mecânicas de jogo de Monster Hunter. Isto resume God Eater 2: Rage Burst, para Steam, Playstation Vita e Playstation 4, esta última a versão que jogamos.

 

Rage Burst é uma expansão de God Eater 2, lançado apenas no Japão, em 2013, para PSP e Vita, desenvolvido pelo estúdio Shift e publicado pela Bandai Namco, além de sequência cronológica de God Eater e suas expansões Gods Eater Burst e God Eater Ressurrection.

 

No jogo, assumimos o controle de um novato de uma ordem de guerreiros, os God Eaters (“Devoradores de Deuses”, em tradução livre), treinados para combater monstros conhecidos como Aragami (“Deus Violento”). O protagonista, cujo nome e aparência podem ser designados no início da campanha, segue um dos paradigmas do RPG japonês e é “mudo”, pronunciando-se apenas através de escolhas feitas ao longo da narrativa.

 

 

A história se passa no Japão do fim do século XXI, em um mundo apocalíptico, destruído pelos Aragami, e as civilizações agora vagam sobre enormes plataformas móveis, sempre em busca de ambientes menos hostis. A organização Fenrir é dedicada a preparar os Devoradores no uso de suas armas, os God Arcs (“Arcos Divinos”), para combater os monstruosos inimigos. Recentemente, a Fenrir descobriu que há soldados capazes de controlar um novo tipo de God Arc que, ao contrário das anteriores - que podiam assumir forma de armas de combate corpo a corpo ou de longo alcance, mas apenas uma destas - é capaz de intercalar as duas formas, e nosso protagonista é um desses soldados especiais.

 

A narrativa de Rage Burst é desenvolvida conforme são completadas as pequenas missões aceitas pelo jogador, e ao longo dela novos companheiros, habilidades e armas são obtidos.

 

O combate de RPG de ação combina elementos de Monster Hunter e Dark Souls, e a interação dos demais membros da equipe em combate dialoga com o que será visto em Final Fantasy XV. Uma vasta variedade de habilidades e a possibilidade de intercalar entre arma de longo alcance e corpo a corpo dá ao jogo uma boa multiplicidade de estilos de luta. Em relação aos jogos anteriores, Rage Burst possui a mecânica Blood Arts (“Artes Sanguíneas”), que fortalece os ataques dos personagens.

 

O começo do jogo oferece pouco desafio e adversários repetitivos, o que é mitigado conforme se avança. Os destaques são os combates contra os chefes, que chegam a durar até 10 minutos de ação ininterrupta. Há ainda um modo multiplayer, mera transposição das mecânicas de combate do modo história para o ambiente online. Genérico, mas o combate é o que o jogo tem de melhor, e agora com equipes inteiras formadas por jogadores, sem participação da IA (inteligência artificial), como no modo história, conferindo ao jogo um fator cooperativo inédito.

 

 

 

Por se tratar de um jogo que lançado originalmente para Vita e PSP, há 3 anos, e agora revisado, Rage Burst deixa bastante a desejar em termos de gráficos, tanto no Playstation 4 quanto no PC. As poucas cenas em animação convencional, como a belíssima abertura do jogo, são impecáveis. Mas o processamento das máquinas da atual geração já demonstram muito mais poder, e Rage Burst poderia ser perfeitamente confundido com um jogo do começo da geração passada, neste quesito.

 

A trilha sonora é de Go Shiina, mesmo compositor dos jogos anteriores e com carreira na Bandai Namco, compondo também para diversos jogos da série Tales of, em particular Legendia, Tekken, Taiko no Tatsujin e Ace Combat. A música do jogo tem arranjos instrumentais e vocais extremamente bem trabalhados, combinando elementos de música clássica e eletrônica e passando pelo rock. Ainda assim, nenhum de seus temas é, por si só, memorável. O jogo foi totalmente dublado em inglês e, até o momento, para infelicidade dos fãs da dublagem japonesa, não está disponível opção de jogo com as vozes originais.

 

God Eater 2: Rage Burst segue os passos da franquia, adicionando elementos novos às mecânicas de combate e avançando com a história do mundo destruído pelos Aragami. Os novos personagens não possuem o mesmo carisma da geração de Lindow, Alisa e Soma, mas ainda rendem ótimas interações. A mecânica de missões curtas o torna excelente opção para o Vita, sobretudo para fãs de jogos como Monster Hunter e Soul Sacrifice. A campanha possui dezenas de horas de jogo, extensíveis pelas possibilidades multiplayer. Fãs da série que acompanharam o primeiro jogo e o anime de God Eater na Crunchyroll terão uma nova oportunidade de rever alguns personagens, e aqueles que conhecerão a série por este segundo jogo terão a oportunidade de conhecer um universo interessante e repleto de combates. 

 

©GOD EATER™ 2 Rage Burst&©2015 BANDAI NAMCO Entertainment Inc.

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