[CCXP] Editora JBC: Hokuto no Ken, mercado digital, spin-offs e mais

Mais spin-offs e mais mangás digitais chegando em breve!

Como falamos aqui, durante a Comic Con Experience conversamos com alguns editores de mangás do mercado nacional para saber sobre os planos para as respectivas editoras. Outro editor que conseguimos ter uma conversa foi Cassius Medauar, da JBC e já grande conhecido do público que tem interesse nesse mercado. 

 

Assim como Raphael Fernandes, da Draco, Cassius também esteve presente no painel "Megazord de Editores: Mangás no Brasil", que reunia, além desses dois, Beth Kodama (Panini), Marcelo Cassaro (autor de Holy Avenger) e Guilherme Dei Svaldi (Jambô). Cassius durante a palestra falou principalmente no mercado digital e sobre o grande investimento da JBC em trabalhar com diversos formatos, sejam digitais ou físicos. Visando esse ponto da JBC e outras coisas de destaque de 2017, conversamos com Medauar sobre o apanhado da editora nesse ano.


A primeira pergunta que fizemos foi sobre as dificuldades de licenciamento e da publicação futura de Hokuto no Ken, que, como já dito, está nos planos da editora praticamente desde o início do trabalho com mangás no Brasil. Cassius falou que foi a licença mais difícil de conseguir até hoje, mas a JBC teve a chance de dar uma proposta por volta de três anos atrás, a qual o Japão respondeu com um "podem deixar a proposta, mas não prometemos nada". O editor então comentou que, de repente, duas semanas antes do anúncio, foi dado o "ok" para que a publicação acontecesse no Brasil.


A partir dessa última informação, soubemos que Hokuto no Ken está nos estágios iniciais por aqui, sem previsão alguma de lançamento. A JBC ainda não começou a trabalhar com Hokuto no Ken, nem mesmo sabe como virão os materiais para a produção da edição brasileira do mangá. Apesar disso, a JBC já tem uma proposta em mente e, se os japoneses aceitarem, já está certa. Ele não deu detalhes, mas segundo a divulgações nas redes sociais, a edição que deve chegar até aqui, se der tudo certo, é a kyuukyokuban, conhecida internacionalmente como "Extreme Edition".


volume 1 da Extreme Edition de Hokuto no Ken


A segunda pergunta foi sobre a implantação dos mangás digitais e a expansão desse mercado. Cassius nos respondeu que por enquanto apenas duas editoras aceitaram a proposta de publicação digital, sendo elas a Kodansha (Fairy Tail, The Seven Deadly Sins) e a Heros (Ultraman). Cassius acredita que ao observar resultados, outras editoras se interessarão em abrir o mercado para publicações digitais, principalmente a Shogakukan


Cassius também comentou sobre a produção interna das versões digitais dos mangás. Como dito no Henshin+, toda a produção foi feita dentro da própria JBC e, como era necessário adaptar para mais de um formato (epub e mobi), foi um processo complicado, entretanto satisfatório. Por fim, Cassius nos deu a informação que uma nova leva de títulos devem chegar às plataformas digitais dentro de um ou dois meses, dependendo do ritmo de produção.


Depois perguntamos se os spin-offs são um investimento que deve continuar na editora, já que a JBC anunciou num período curto de tempo dois de Fairy Tail e um de My Hero Academia, e tivemos resposta positiva. Cassius comentou que a editora pretende trazer todos os spin-offs de Fairy Tail e que também, obviamente, quer trazer My Hero Academia: Vigilantes, que é bastante pedido pelos fãs, principalmente depois do anúncio de My Hero Academia: Smash!!. Vigilantes deve chegar em algum momento, porém a editora pretende esperar que a obra esteja com mais volumes ou finalizada.

 

Fairy Tail Zero, Fairy Tail Gaiden e My Hero Academia Smash!!, spin-offs mais recentes da JBC

 

Por fim, perguntamos se as edições de luxo e/ou big podem em algum momento se tornar o foco principal da JBC, principalmente porque em 2017 com certeza obras do tipo foram o grande destaque, com publicações como Akira, kanzenban de Cavaleiros do Zodíaco e Battle Angel Alita. Cassius nos respondeu que não será o foco, mas que 2017 com certeza foi um ano essencial para estabelecer esse tipo de mercado com maior concretude. A JBC pretende continuar experimentando formatos diversos e focando em nichos diferentes, daí vem a perspectiva de que foi preciso aumentar o mercado de luxo por enquanto. 

 

Com os novos investimentos, principalmente na área digital, a JBC busca um novo gás depois de diminuir o ritmo esse ano. A editora está tomando cuidados maiores, mas sem deixar de trazer títulos de peso, como os já falados acima. Os spin-offs de obras populares também se mostram uma saída inteligente por causa do grande apelo do público, principalmente por parte de My Hero Academia, que está fresco na memória dos fãs. Com essas e outras propostas, a editora se mantém forte no mercado nacional e enxerga um bom futuro.


Talles Queiroz (TekeEfe) é redator de notícias da Crunchyroll.pt e estudante de Letras pelo IFSP. Sofrendo por personagens 2D desde sempre, escrevendo sobre esse sofrimento desde 2013. Para surtos mais pessoais, o Twitter é TekeEfe também.

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